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Pequenas Empresas

Mais R$ 771 mil para inovação tecnológica

A FAPESP aprovou, até o dia 10 deste mês de maio, o financiamento de dezenove novos projetos de pesquisa, inscritos para a primeira fase da segunda rodada do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas. Esses dezenove projetos selecionados – de um total de 50 inscritos – totalizam investimentos da ordem de R$ 771 mil, em até seis meses. O número de projetos aprovados pode aumentar, porque alguns ainda se encontram em fase final de avaliação pela consultoria especializada da Fundação. No âmbito desse programa, a FAPESP já está financiando a Fase I de 31 outros projetos, aprovados na primeira rodada, e que representam investimentos iniciais de R$ 1,3 milhão. A Fase I do Programa, com duração de até seis meses, é de pesquisa de viabilidade.

Dos dezenove projetos aprovados na segunda rodada do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas, seis são de empresas sediadas em Campinas, quatro no município de São Paulo e três em São José dos Campos. Há, ainda, a presença de empresas localizadas nos municípios de Ribeirão Preto, Monteiro Lobato, Santa Maria da Serra, São Carlos, Jarinu e Barretos.

Por área, dez dos projetos aprovados são de Engenharia, em suas diversas especialidades, destacando-se a Engenharia Elétrica, com três projetos de pesquisa, e a Engenharia Biomédica, com dois projetos. Três projetos são de empresas da área de Física e dois de Ciências da Computação.

O PIPE e o PITE
Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE) foi lançado oficialmente pela FAPESP em maio do ano passado, com o objetivo de estimular a pesquisa tecnológica na pequena empresa, financiando, a fundo perdido, projetos que visem a obtenção de novos produtos ou processos. Para participar, a pequena empresa deve estar sediada no Estado de São Paulo e o projeto de pesquisa deve ser de responsabilidade de um pesquisador de alguma forma a ela vinculado.

Dividido em três fases, o Programa, na Fase I, financia, com até R$ 50 mil e por até seis meses, a pesquisa de viabilidade do projeto. Se aprovado, o projeto passa para a Fase II, com duração de até dois anos, para o desenvolvimento da pesquisa propriamente dita. Nesta fase, os recursos são da ordem de até R$ 200 mil por projeto. A Fase III é de desenvolvimento de novos produtos resultantes das pesquisas realizadas nas etapas anteriores. A FAPESP não dará apoio financeiro nesta fase, mas auxiliará as empresas na busca de recursos de outras fontes de financiamento.

Além do PIPE, a FAPESP possui um outro programa especial da mesma natureza, o Programa de Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), que visa estimular o desenvolvimento tecnológico por meio de parcerias entre instituições de pesquisa do Estado de São Paulo e empresas de qualquer porte e sediadas em qualquer ponto do território brasileiro. Nesse Programa, a FAPESP financia a parte da pesquisa de responsabilidade da instituição parceira (que pode variar de 20% a 70% do custo global do projeto) e a empresa entra com uma contra-partida. Até o dia 25 deste mês, a FAPESP já havia recebido setenta solicitações de participação neste Programa, tendo sido contratadas 31, totalizando investimentos ligeiramente superiores R$ 4 milhões. Outras 20 solicitações se encontravam em análise e 29 haviam sido denegadas.

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