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Projeto Temático

Ônibus paulista terá gás natural

Agora parece que é para valer. Com seis anos de atraso, São Paulo finalmente começa a adotar o gás natural como combustível no transporte coletivo municipal, devendo estar em circulação, até o fim do ano, 585 ônibus com motores a gás, cerca de 5% da frota em operação. A mudança começou a ser implantada em 1997 e deve ganhar impulso a partir deste ano.

Circulam hoje, no município, em torno de 10.500 ônibus, lançando na atmosfera toneladas de poluentes como material particulado (fumaça preta) e óxidos de nitrogênio. De acordo com a Lei Municipal 12.140, de 1996, no prazo de sete a dez anos, todo o sistema de transporte coletivo estará convertido. A lei 10.900, de 1991, já determinava a adoção do novo combustível no transporte, mas pouca coisa aconteceu.

A nova lei alterou a anterior e estabeleceu uma cadência de substituição do diesel por gás natural, de 5% nos dois primeiros anos e de 10% do terceiro em diante. O Decreto Municipal 36.296, do mesmo ano, regulamentou a lei e criou o Plano de Alteração de Combustível (PAC).

“O gás natural, pela sua constituição físico-química é um combustível bom, de baixo impacto ambiental quando comparado aos combustíveis líquidos como gasolina e diesel”, ressalta o engenheiro Sidney Benedito Henrique Pinto, coordenador do PAC, programa subordinado à SPTrans (órgão municipal gestor do transporte coletivo sobre rodas), que está implantando o novo sistema nas empresas de ônibus.

Para Sidney, a grande contribuição do gás natural é a redução nas emissões de material particulado em até mais de 90%. Atualmente, circulam no município duas versões de ônibus movidos a gás natural: 132 veículos com motores aspirados, em operação desde 1992, e 130 com motores Turbo/Intercooler, mais potentes, com 232 cv (cavalos/vapor), que começaram a circular a partir de agosto de 1997. Até dezembro, vão para as ruas mais 323 coletivos.

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