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Infra-estrutura

Rede ampliada

CNPq investe R$ 3 milhões na implementação de núcleos de bioinformática

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está investindo R$ 3 milhões no aperfeiçoamento e na implementação de núcleos de bioinformática em todo o país, com o objetivo de ampliar a infra-estrutura de pesquisa dos programas de seqüenciamento e análise de genoma patrocinados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O CNPq, o MCT e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) selecionaram 28 laboratórios de bioinformática instalados em 32 instituições localizadas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, envolvendo cerca de 200 pesquisadores. Boa parte desses laboratórios integra o Projeto Genoma Brasileiro e os projetos genomas regionais.

Os laboratórios receberão recursos para a aquisição de equipamentos, materiais de consumo e serviços diversos, de forma a dar suporte às pesquisas em genômica, por meio do desenvolvimento de software s e programas de apoio. “Atualmente, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) processa todo o genoma brasileiro. A nossa intenção é descentralizar esse processamento, distribuindo-o a outros laboratórios do país”, diz Fábio Paceli Anselmo, consultor da Coordenadoria de Biotecnologia do CNPq. A expectativa é que, além de apoio aos programas Genoma, os laboratórios de bioinformática também desenvolvam novos projetos de pesquisa.

Entre os projetos selecionados, dez foram propostos por universidades e institutos de pesquisa paulistas. Entre eles, está o de anotação genômica e desenvolvimento de fármacos, coordenado por Goran Nesic e que tem como parceiros a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Laboratório de Estrutura Molecular da Universidade de Brasília (UnB), o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e os 16 laboratórios paulistas que participam da Rede de Biologia Molecular Estrutural (SmolBnet). O projeto contará com R$ 240 mil para, entre vários objetivos, instalar, automatizar e avaliar processos de identificação de alvos protéicos, identificados a partir de seqüências de genomas, para o desenvolvimento de fármacos e desenho de drogas.

Também contará com recursos do CNPq o projeto coordenado por Diego Gervasio Frías Suárez, do Laboratório de Genômica da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, na Bahia. O laboratório receberá R$ 80 mil para implementar a utilização de técnicas de inteligência artificial na identificação de genes e seqüências reguladoras do fungo Crinipellis perniciosa, agente causador da vassoura-de-bruxa no cacaueiro.

Anotação de proteoma
A Rede de Pesquisa e Desenvolvimento em Bioinformática do Centro-Oeste, um consórcio que reúne a Embrapa, a Universidade de Brasília e a Universidade Católica de Brasília, integra a lista de projetos aprovados. O grupo, coordenado por Georgio Joannis Pappas Júnior, utilizará os R$ 250 mil repassados pelo CNPq para criar uma estrutura de banco de dados para armazenamento e manipulação de seqüências, montar uma plataforma, via web, para a validação de seqüências e mineração de dados e integrar ferramentas e sistemas para anotação automática de genoma e proteoma.

A CNZ Indústria e Comércio Ltda., empresa incubada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), em São Paulo, é o único laboratório privado contemplado com recursos do CNPq. O projeto aprovado prevê o desenvolvimento de produto com tecnologia capaz de propiciar as reações em cadeia de polimerase para aplicações em biologia molecular computacional e em genômica computacional.

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