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Bioquímica

Videogames na pesquisa

Do universo de jogos a um aliado da ciência, um papel realmente inusitado para o videogame. Desde junho, uma rede com 12 PlayStation 3 interligados, com capacidade de realizar bilhões de cálculos por segundo, roda o sistema operacional Linux 24 horas por dia para auxiliar pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a estudar a interação de anestésicos locais utilizados em odontologia com membranas celulares. O objetivo do trabalho coordenado pela pesquisadora Monica Pickholz, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Biologia da Unicamp, com financiamento da FAPESP, é entender o mecanismo de ação desse tipo de fármaco para melhorar sua eficácia e minimizar os efeitos colaterais a partir do desenho de novos compostos com atividade anestésica. Os cálculos são feitos pelo chip Cell, que tem seis elementos de processamento extremamente rápidos. Com o chip, os pesquisadores conseguiram montar um cluster (conjunto) com 72 processadores, cada um com memória de 256 megabytes. Cada máquina, lançada há um ano pela Sony, foi comprada por cerca de R$ 1,58 mil.