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Arqueologia

Os ossos da discórdia

Museus da Europa não sabem o que fazer com parte de suas coleções de ossos de ancestrais humanos e outros artefatos etnográficos. Ocorre que várias peças foram compradas de saqueadores de sítios arqueológicos. Pedidos de repatriação de peças tornaram-se rotina para os museus. “Temos pelo menos 300 casos sensíveis na nossa coleção”, disse Maria Teschler-Nicola, da Universidade de Viena, responsável pelo acervo do antropólogo Rudolf Pöch (1870-1921). Cogita-se não incluir as peças reivindicadas no projeto de digitalização do acervo do museu. Roger Chennells, advogado de uma entidade empenhada na  repatriação de peças saqueadas, incluindo-se algumas da coleção de Pöch, disse à revista Nature que tomará providências jurídicas caso elas sejam digitalizadas. O Museu de História Natural de Londres também decidiu digitalizar sua coleção de ossos, inclusive peças suspeitas, depois de ouvir a opinião de cientistas de renome internacional.

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