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Astronomia

Pierre Auger, agora pronto

MIGUEL BOYAYANDetector de superfície em montagemMIGUEL BOYAYAN

Às 13 horas da sexta-feira 13 de junho entrou em funcionamento o último dos 1.660 detectores de superfície do Observatório Pierre Auger de Raios Cósmicos, o maior laboratório de física a céu aberto, instalado em Malargüe, na Ar­­­­gentina. Esses detectores ocupam uma área de 3,3 mil quilômetros quadrados e com­­plementam o trabalho de quatro conjuntos de telescópios. Enquanto os telescópios acompanham a trajetória no céu das partículas geradas pela fragmentação na atmosfera dos raios cósmicos (as partículas mais energéticas e raras conhecidas), os detectores de superfície as captam no nível do solo. “O observatório permitirá conhecer com precisão a energia e a natureza das partículas que originam os raios cósmicos”, diz o físico Carlos Escobar, da Universidade Estadual de Campinas, coordenador da colaboração brasileira no projeto. Só agora concluído, o observatório coleta dados desde 2002 e já permitiu identificar as fontes dos raios cósmicos no espaço: buracos negros dos núcleos de galáxias ativas próximas à Via Láctea (ver Pesquisa FAPESP nº 142). Em maio os físicos mostraram que os raios cósmicos perdem energia a caminho da Terra, ao interagir com a radiação da explosão que teria gerado o Universo há 13,7 bilhões de anos (Physical Review Letters).

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