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Ética

Falhas grosseiras

LAURABEATRIZUm estudo clínico para avaliar a eficiência de uma terapia de células-tronco contra a incontinência urinária, realizado na Universidade Médica de Innsbruck, na Áustria, foi publicamente desqualificado porque os autores cometeram erros primários e falhas éticas em sua execução. De acordo com a revista Nature, a Agência para Saúde e Segurança de Alimentos da Áustria descobriu que o estudo, coordenado pelo urologista Hannes Strasser, nem sequer passara pelo crivo de um comitê de ética, assim como falhou ao não informar os pacientes sobre a natureza dos procedimentos. Foram encontrados erros metodológicos envolvendo impropriedades na seleção dos pacientes. Como se fosse pouco, os responsáveis pelo estudo forjaram e-mails supostamente trocados com editores da revista The Lancet para escamotear a fraude dos inspetores. Strasser está proibido de atender pacientes, mas o documento isentou Georg Bartsch, chefe do Departamento de Urologia e co-autor dos artigos. Já o reitor da instituição, Clemens Sorg, está ameaçado de demissão pelo conselho universitário, ainda que fosse um defensor de punições a falhas de conduta acadêmica. Ele, aliás, pediu à Academia de Ciências da Áustria para investigar o caso.

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