ESTRATÉGIAS

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Política científica ambiciosa na Índia

ED. 204 | FEVEREIRO 2013

 

O nobel indiano C. V. Raman: desenvolvimento e comercialização de sua descoberta só foram realizados no Ocidente

A Índia começou o ano anunciando novas medidas para impulsionar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação nos próximos cinco anos. A iniciativa, que pretende colocar o país entre os maiores produtores mundiais de artigos acadêmicos, difere de políticas do passado, que destacavam a importância da inovação, mas não especificavam ações práticas nesse sentido. “Ciência de ponta incentivando a inovação é a chave para o desenvolvimento”, afirmou o primeiro- -ministro Manmohan Singh, durante discurso no Indian Science Congress.  Segundo o site da revista Sciencemag, a Índia investe anualmente US$ 12 bilhões em ciência e tecnologia – cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). O objetivo agora é chegar aos 2% do PIB até 2017. O primeiro passo será investir em qualificação profissional para que surjam novos líderes da ciência nacional. “Historicamente, a Índia não tem se saído bem em inovação tecnológica. Nosso primeiro e único cientista laureado com um Nobel, o físico C. V. Raman, descobriu o efeito Raman em 1923, mas o desenvolvimento e a comercialização dos espectrômetros de Raman só foram realizados no Ocidente”, explicou o ex-diretor do Council of Scientific and Industrial Research de Nova Delhi, Raghunath Anant Mashelkar.


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