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Contribuição

Edgar Zanotto ganha Prêmio Álvaro Alberto

Pesquisador da UFSCar recebe um dos principais prêmios da ciência brasileira

Professor titular do departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar, Edgar Dutra Zanotto foi reconhecido pelo trabalho realizado ao longo da carreira pelo avanço da ciência, tecnologia e inovação

Eduardo CésarProfessor titular do departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar, Edgar Dutra Zanotto foi reconhecido pelo trabalho realizado ao longo da carreira pelo avanço da ciência, tecnologia e inovaçãoEduardo César

O vencedor da edição 2012 do Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia é o engenheiro Edgar Dutra Zanotto, professor titular do departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo. O prêmio é concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Conrado Wessel e a Marinha do Brasil, e busca reconhecer pesquisadores brasileiros pelo trabalho realizado ao longo da carreira pelo avanço da ciência, tecnologia e inovação no país.

“Foi com indescritível surpresa e satisfação que recebi a notícia sobre o prêmio, transmitida diretamente pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp”, disse Zanotto, em entrevista concedida ao Portal do CNPq.

Zanotto coordena há mais de três décadas o Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV) da UFSCar, responsável por diversas contribuições em pesquisa básica e aplicada relacionadas, por exemplo, à nucleação à cristalização de vidros. Um exemplo foram dois artigos publicados por Zanotto, em 1998 e 1999, no American Journal of Physics, desmontando o mito de que igrejas medievais como a de Notre-Dame, por terem vitrais mais espessos na base do que no topo, constituem a prova de que o vidro pode fluir na temperatura ambiente. Ele demonstrou que para escoar a ponto de atingir a espessura observada nos templos o material levaria milhões e milhões de anos. A partir da análise da composição de 350 vitrais medievais, sugeriu que as diferenças de espessura em questão, na verdade, decorrem apenas de defeitos de fabricação. “Ao longo dos 36 anos de atividade do LaMaV, temos envidado esforços para manter um equilíbrio entre as atividades de pesquisa fundamental, que visam expandir as fronteiras do conhecimento, e as pesquisas aplicadas, que objetivam o desenvolvimento ou aperfeiçoamento de novos produtos e processos”, afirmou.

Entre 1995 e 2005, Zanotto foi coordenador adjunto em ciências exatas e engenharias da Diretoria Científica da FAPESP. “Nesse período, participei da concepção, implantação e administração, com sucesso, de novos e paradigmáticos programas de fomento à pesquisa, como Genoma, CEPID, PIPE, Consitec, Nuplitec, Scielo e a revista Pesquisa Fapesp”, relembra.

Leia reportagem sobre o grupo de pesquisa de Edgar Zanotto na revista Pesquisa FAPESP, edição número 178, publicada em dezembro de 2010.