FICÇÃO

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Síndrome de Amnésia Induzida (SAI)

REGINALDO PUJOL FILHO | ED. 214 | DEZEMBRO 2013

 

Síndrome da Amnésia Induzida (SAI, normalmente em Portugal; ou IAS, mais comum no Brasil) é uma doença do sistema nervoso humano causada pelo Vírus da Amnésia Induzida (AIV). Esta enfermidade reduz progressivamente a memória e as atividades nervosas dos infectados, provocando inicialmente a perda da memória até o estado vegetativo irreversível. O AIV é transmitido através do contato direto de uma membrana mucosa (ou da corrente sanguínea) com um fluido corporal que contém o AIV, tais como sangue, sêmen, secreção vaginal, fluido pré-seminal e leite materno, assim como transmite-se pelas redes de neurocomunicação via dispositivos físicos ou chips implantados.

A SAI hoje é considerada uma pandemia. Em 2087, estimava-se que em todo o mundo 133,2 milhões de pessoas viviam em estado vegetativo em razão da doença e que a SAI tenha matado cerca de 56 milhões de pessoas [fonte carece de verificação].

Embora os tratamentos para a SAI e AIV possam retardar o avanço do processo vegetativo, não há atualmente nenhuma cura ou vacina. Empresas de tecnologia como Norton, Avira e Siemens, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, promovem pesquisas em busca de um biosoftware capaz de imunizar humanos. Os primeiros resultados são previstos para 2095.  O sexo seguro, o não compartilhamento de seringas e a troca de informações off line ainda são os métodos mais eficientes de prevenção.

Índice [esconder]

1 História e origem
2 Progressão e sintomas
3 Diagnóstico
4 Prevenção e tratamento
  4.1 Prevenção
  4.2 Tratamento

História e origem       [editar]

Ver também: AIV

Os primeiros casos comprovados da AIS datam do ano de 2083, embora autoridades médicas afirmem que muitos relatos de Mal de Parkinson Precoce e Esclerose Juvenil possam ter sido erroneamente diagnosticados, tratando-se de pacientes infectados com o vírus AIV. [carece de fontes]

O AIV descende do Vírus Rock and Roll Baby (VIRRB) [carece de fontes], que infecta dispositivos de processamento de dados e comunicação móveis (hiperphones, neurochips e iGlass em especial) e trata-se da primeira ocorrência de transmutação de um vírus digital para um organismo humano. A SAI foi primeiramente relatada pelo médico norte-americano Kalad Al Ahmdinejad em 5 de junho de 2083, que, percebendo a semelhança da destruição do sistema nervoso humano com a ação de vírus digitais, comprovou em laboratório a possibilidade de tal transmissão e transmutação. Há evidências de que seres humanos que participavam de atividades eletrodigitais em rede foram os primeiros infectados, assim como não há registros de casos na Coreia do Norte (desde 2014, único país do mundo sem acesso à Internet). No entanto, as primeiras infecções não provocaram maior alarme na comunidade internacional, por ainda não ser comprovada naquela época a sua transmissão de humano para humano.

A primeira infecção homem/homem teria sido registrada na Austrália em 2084, quando um homem, com os primeiros sintomas da doença, teria esquecido de levar preservativos para um clube de troca de casais e teria infectado dezenas de pessoas [necessita mais fontes]. Entretanto, no mesmo período há relatos de crescimento exponencial dos casos em outros países [necessita mais fontes].

Ainda não há literatura médica que explique como o VIRRB se adaptou ao organismo humano, convertendo-se em AIV, tampouco como passou da transmissão digital para a orgânica.

A teoria mais controversa sugere que o VIRRB foi, inadvertida e intencionalmente, disparado pelo Serviço Secreto Argentino durante a 3ª Guerra das Malvinas (3rd Falkland War para o 2° Império Britânico), na década de 70 desse século, na tentativa de mudar a opinião dos habitantes das Ilhas Malvinas (Falkland Islands para o 2° Império Britânico) e dos soldados britânicos formatando suas memórias orgânicas[fonte não confiável].

Progressão e sintomas [editar]

A manifestação inicial da SAI, presente em 50 a 70% dos casos, é semelhante aos sintomas relacionados com stress e estafa, por exemplo, pequenos esquecimentos. Descoordenação motora (tropeções, choques involuntários, falta de firmeza para agarrar objetos, entre outros) e descontrole da salivação quando acordado, são sintomas geralmente tardiamente percebidos e que não devem ser negligenciados. Eventos como incontinência urinária ou das fezes, falta de ar e lapsos como esquecer de fazer refeições, especialmente em indivíduos jovens (menos de 55 anos), são considerados sintomas avançados. Em todos os casos a recomendação é procurar um especialista.

Diagnóstico               [editar]

O diagnóstico de SAI em uma pessoa infectada com o AIV é baseado na presença de certos sinais ou sintomas e no comportamento de risco dos pacientes, como a não atualização semanal do software de proteção do biochip, navegação mental por conteúdos impróprios, sexo sem proteção, uso de dispositivos digitais para troca desordenada de informação e acesso a redes ilegais, compartilhamento de seringas, sexo biométrico, entre outros. Após a verificação de sintomas e comportamentos, o paciente é submetido a um scan neuronal para a constatação da presença do vírus AIV. Por vezes é necessário induzir o paciente a um estado de morte por 1 minuto a fim de paralisar a atividade nervosa, de modo que o vírus torne-se estável e identificável. Contudo os scans off life, como são conhecidos, têm sido objeto de contestação e protesto por parte da comunidade médica e da sociedade, dado o elevado número de óbitos provocado pela técnica.

Prevenção e tratamento [editar]

Prevenção
Os únicos modos seguros de prevenção são a troca segura de fluidos, dados e informações. O uso de preservativos nas relações sexuais, evitar beijos, não frequentar locais fechados e com grande circulação de pessoas, bem como não trocar dados com usuários não identificados e verificados, seja por biochips ou dispositivos externos conectados à rede neuronal, são as principais recomendações para evitar a infecção. Não há anitivírus orgânico ou digital que ofereça segurança aos usuários.

Médicos também recomendam o scaneamento cerebral para diagnóstico precoce.

Os mais radicais recomendam que se evite o contato social e que se adote a vida off line [carece de fontes].

Tratamento
Não há tratamento para cura. Neuroativadores e varreduras digitocerebrais retardam o avanço da doença sem, contudo, impedi-la.

Empresas oferecem atualmente serviços de back up cerebral com posterior reboot do sistema infectado. Entretanto, ainda não há casos relatados quanto a esse serviço. E acusações de charlatanismo já levaram à prisão de responsáveis por empresas de back up cerebral, como o empresário grego Anax Katidis [este trecho pode violar o princípio de imparcialidade].

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Reginaldo Pujol Filho nasceu em Porto Alegre, em 1980, e trabalha como redator publicitário. É autor do livro Azar do personagem (Não Editora / 2007), tem contos publicados em antologias, revistas, jornais e sites. Escreve com alguma regularidade no blog Por causa dos elefantes.


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