ESTRATÉGIAS

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Cooperação em risco

ED. 219 | MAIO 2014

 

O russo Mikhail Tyurin (de costas), o japonês Koichi Wakata e o norte-americano Rick Mastracchio, astronautas da Estação Espacial Internacional

O russo Mikhail Tyurin (de costas), o japonês Koichi Wakata e o norte-americano Rick Mastracchio, astronautas da Estação Espacial Internacional

A anexação da península da Crimeia pela Rússia estremeceu as relações científicas do país com parceiros da Europa e dos Estados Unidos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) suspendeu todo tipo de colaboração com a Rússia, incluindo o programa Ciência para a Paz e Segurança, que busca o desenvolvimento de tecnologias para prevenir ataques terroristas. Já o governo norte-americano suspendeu os contatos entre a Nasa e a agência espacial russa, incluindo visitas, encontros e até trocas de e-mails. A única exceção foram as atividades da Estação Espacial Internacional, atualmente habitada por dois tripulantes norte-americanos, três russos e um japonês, pois os Estados Unidos dependem das naves Soyuz para transportar seus astronautas. “Se a Rússia tomar mais uma polegada de território da Ucrânia, inevitavelmente virão outros cortes em programas de intercâmbio científicos”, disse à revista Nature Harley Balzer, especialista nas relações entre Estados Unidos e Rússia da Universidade Georgetown, em Washington. Um dos alvos prováveis, disse Balzer, seria a parceria entre o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia, universidade no subúrbio de Moscou que reunirá 15 centros de pesquisa de excelência. Estima-se que o MIT vá receber US$ 300 milhões do governo russo para organizar o currículo e os programas de pesquisa e dar suporte administrativo à instituição.


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