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Amamentar, bom também para as mães

ED. 223 | SETEMBRO 2014

 

Nos primeiros meses depois do parto, aleitamento reduz risco de depressão

Nos primeiros meses depois do parto, aleitamento reduz risco de depressão

A maior parte das mulheres nasce equipada para produzir o alimento para seus bebês recém-nascidos, mas amamentar é menos simples do que parece. E pode afetar também a saúde das mães. Mulheres que amamentam correm menos risco de apresentar depressão pós-parto que aquelas que não o fazem, de acordo com um estudo com cerca de 14 mil nascimentos publicado na revista Maternal and Child Health em 20 de agosto. Nesse levantamento, pesquisadores do Reino Unido e da Espanha verificaram que as mães que planejaram (e realizaram) o aleitamento depois do parto tiveram uma incidência 50% menor de depressão que as que não planejaram, nem amamentaram. Já as mulheres que tinham planos de amamentar, mas não conseguiram, apresentaram um risco duas vezes maior de depressão em relação àquelas que nunca pensaram em amamentar e passaram direto à mamadeira. O levantamento sugere que a amamentação, além de beneficiar os próprios bebês, como já foi verificado em outros estudos, pode ter efeitos positivos também para as mães. Por essa razão, os pesquisadores da Universidade de Cambridge que coordenaram esse trabalho argumentam que as autoridades de saúde deveriam incentivar as mulheres a amamentarem e apoiar principalmente as que não veem a prática com naturalidade. No Reino Unido, somente 47% dos bebês nascidos em 2012 e 2013 recebiam leite materno nas primeiras semanas de vida. É uma das menores taxas de amamentação na Europa.


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