TECNOCIÊNCIA

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Caminhando e conversando

ED. 233 | JULHO 2015

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Tecnociencia_Japão jpgUm passatempo agradável, observar como as pessoas caminham pela rua, também pode ser útil para projetar espaços públicos mais seguros e agradáveis. Francesco Zanlungo, Dražen Brščić e Takayuki Kanda, do Instituto Internacional de Pesquisa em Telecomunicações Avançadas, em Kyoto, Japão, registraram durante um ano a passagem de milhares de pessoas por um corredor de 3 metros de largura em um edifício comercial em Osaka, Japão. Seu objetivo era descobrir como a velocidade com que as pessoas atravessavam o corredor mudava se andavam em grupos de duas ou três pessoas conversando entre si. Também queriam saber se a velocidade mudava quando as pessoas andavam afastadas ou próximas umas das outras. A partir de 800 horas de dados registrados por câmeras e sensores de movimento, a equipe analisou e comparou em detalhe as caminhadas de 3.305 duplas e 602 trios. Verificaram o que outros estudos semelhantes já detectaram: independentemente do espaço entre as pessoas, trios tendem a andar mais devagar que duplas, e sempre com uma das pessoas à frente, com o grupo formando um “V” de ponta cabeça (Physical Review E, 19 de junho). Os pesquisadores suspeitam que essas regularidades tenham a ver com o conflito entre manter uma conversa ao mesmo tempo que o grupo precisa se mover e prestar atenção aos obstáculos no caminho.

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