CARTAS

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Cartas | 240

ED. 240 | FEVEREIRO 2016

 

Revista
A cada novo número fico mais fã de Pesquisa FAPESP pela escolha das reportagens, o conteúdo e a abordagem dos temas. É uma publicação de altíssimo nível, mesmo quando comparada com publicações internacionais. O número de janeiro traz reportagens interessantes, como as estratégias para enfrentar a desindustrialização, a questão da lama de Mariana, a vegetação no sul do país etc.

Antonio Penteado Mendonça
São Paulo, SP

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Lagartos no site
Sobre a reportagem “Lagartos teiú regulam temperatura corporal em períodos de acasalamento”, publicada no site da revista, não tínhamos ideia de que encontraríamos esse resultado. Eu estava em Rio Claro e “tropecei” nas temperaturas aquecidas em minhas medições. Passaram alguns anos até verificarmos que era real. Se eu não estivesse medindo tantas variáveis quanto possível, não teria chegado às conclusões expostas na reportagem.

Colin Sanders
Universidade de Alberta, Edmonton, Canadá
Via Facebook

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Hidrelétricas
Tomamos conhecimento da reportagem “Cidades alteradas” (edição 237), que se refere à pesquisa sobre o impacto social das usinas hidrelétricas no país. O texto tem algumas inconsistências: os indicadores que provavelmente foram considerados no modelo estatístico usado demonstram a baixa credibilidade desse mesmo modelo ou o desconhecimento técnico do tema; o impacto causado pelo início das obras não pode restringir sua análise apenas à instalação dos canteiros ou às obras principais porque o empreen-dimento deve ser avaliado como um todo; o texto cita “as hidrelétricas do rio Tapajós” que, no curto prazo, estão descartadas; a reportagem cita efeitos negativos sobre os povos indígenas nas regiões afetadas pelas hidrelétricas no Xingu, incluindo Belo Monte, mas desconhece que Belo Monte é a única hidrelétrica no rio Xingu. A pesquisa sobre o tema deveria considerar outros estudos em curso no país demonstrando os benefícios sociais e econômicos trazidos à região e ao entorno das áreas de instalação das usinas hidrelétricas durante e após sua entrada em operação.

Alexei Macorin Vivan
Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE)
São Paulo, SP

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Nobel de Economia
Na reportagem “A safra de 2015 do Nobel” (edição 237) é necessário explicitar que o que se conhece como Prêmio Nobel de Economia é um prêmio instituído pelo Banco Central da Suécia (Sveriges Riksbank), em 1969, em memória de Alfred Nobel. Por essa dedicatória, costuma ser incorretamente chamado de Prêmio Nobel de Economia, mas não é concedido pela Fundação Nobel como os demais. Essa incorreção desagrada a alguns descendentes de Nobel, visto que o prêmio representa alto conflito de interesses. Conflito esse que é ainda mais significativo por ser no campo da economia, matéria que define rumos de políticas e países, e na qual os espectros teóricos são por vezes epistemologicamente incompatíveis ou dicotômicos. Não se sabe se tal prêmio estaria de acordo com uma fundação voltada aos estudos para o bem-estar da humanidade.

Isabela Prado Callegari
Instituto de Economia/Unicamp
Campinas, SP

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Correção
Na reportagem “As chances das mulheres na universidade” (edição 238), a proporção de docentes do sexo feminino no ensino superior em 2009 passou a ser de 45% e não 55%, como indicado no texto. Em 2011, nas instituições públicas, a proporção era de 44% e não 45%.

Cartas para esta revista devem ser enviadas para o e-mail cartas@fapesp.br ou para a rua Joaquim Antunes, 727, 10º andar – CEP 05415-012, Pinheiros, São Paulo-SP. As cartas poderão ser resumidas por motivo de espaço e clareza.


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