Fotografia

Armadilha de íons em chip

Chip de ouro: primeiro lugar em concurso de fotografia científica no Reino Unido

Imagem: Diana Prado Lops Aude Craik / Universidade de OxfordChip de ouro: primeiro lugar em concurso de fotografia científica no Reino UnidoImagem: Diana Prado Lops Aude Craik / Universidade de Oxford

A física brasileira Diana Prado Lopes Aude Craik, 28 anos, que faz doutorado em física quântica na Universidade de Oxford, Inglaterra, ganhou a categoria Eureka (imagens que refletem novas descobertas) e também o prêmio principal de fotografia científica no concurso promovido pelo Engineering and Physical Sciences Research Council (EPSRC), agência do Reino Unido que financia pesquisas nas áreas de engenharia e ciências físicas. Com a imagem de um chip de ouro usado para armazenar íons em experimentos de computação quântica, desenvolvido por ela e por um colega da universidade, Diana superou mais de  200 concorrentes. A foto mostra os fios de ouro do chip conectados a eletrodos que transmitem campos elétricos cujo objetivo é aprisionar íons individuais cerca de 100 mícrons acima da superfície do dispositivo. “Quando um potencial elétrico é aplicado sobre os eletrodos de ouro do chip, íons atômicos individuais podem ser aprisionados. Esses íons são usados como bits quânticos, os qubits, unidades que armazenam e processam informação em um computador quântico”, disse a brasileira, após ser anunciada vencedora da competição.“Dois estados de energia dos íons atuam como [as posições] 0 e 1 desses qubits. Eletrodos encaixados no chip fornecem radiação de micro-ondas para os íons, permitindo manipular a informação quântica armazenada por meio do estímulo da transição entre os estados de energia 0 e 1.”  O dispositivo foi fabricado com a técnica de fotolitografia, usada para fazer circuitos integrados. Por ter vencido o prêmio principal, Diana ganhou material fotográfico no valor de £ 500 (R$ 2.537,00).