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Empatia e sistematização na profissão

ED. 245 | JULHO 2016

 

Pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP) analisaram informações sobre estudantes com idade média de 21 anos inscritos nos vestibulares de cursos nas áreas de humanas, exatas e biológicas entre 1980 e 2015. Os dados foram analisados e comparados com os obtidos em um questionário aplicado a 573 alunos de graduação. No estudo, publicado na revista Personality and Individual Differences, eles confirmaram o que já se desconfiava: nos últimos 35 anos as áreas de exatas atraíram mais homens, enquanto as de humanas e biológicas chamaram mais a atenção das mulheres.

Eles também analisaram se uma teoria chamada empatia-sistematização estaria relacionada à escolha da profissão. A teoria, desenvolvida pelo psicólogo britânico Simon Baron-Cohen, assume a existência de um tipo cognitivo mais característico do gênero feminino (empatia) e outro do masculino (sistematização). Para avaliar os conceitos, ele desenvolveu escalas de empatia e de sistematização. No estudo, os pesquisadores verificaram que a empatia era maior entre as meninas, e a sistematização, entre os meninos.

O conceito de empatia está relacionado a áreas que envolvem interações sociais por parte dos profissionais, como no caso de medicina, comércio, entre outras. O de sistematização diz respeito à capacidade de uma pessoa conseguir prever o comportamento de um sistema, considerando suas regras, e está mais ligado às áreas de engenharias, informática e química. Os resultados, segundo os pesquisadores, reforçam a importância dos tipos cognitivos como um dos fatores relacionados à escolha do curso universitário.


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