TECNOCIÊNCIA

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Como as baterias morrem

ED. 246 | AGOSTO 2016

 

A eficiência das baterias elétricas de celulares e de notebooks depende da capacidade de átomos ionizados de lítio fluírem livremente em seu interior. À medida que a bateria é carregada e descarregada várias vezes, seus íons fluem cada vez mais lentamente, até pararem de vez. Experimentos de uma equipe coordenada pelo químico Sarbajit Banerjee, da Universidade A&M do Texas, Estados Unidos, mostraram pela primeira vez detalhes nanométricos desse processo. Analisando uma série de imagens de microscopia e espectroscopia de raios X, os pesquisadores observaram como os íons de lítio se moviam por fios nanométricos de pentóxido de vanádio, material usado no experimento como um modelo do interior de uma bateria de lítio convencional (Nature Communications, 28 de junho). A conclusão desse trabalho foi de que os íons de lítio tendem a se ligar com elétrons dos átomos que formam o interior da bateria, distorcendo sua estrutura atômica. Seriam essas distorções que desaceleram o tráfego dos íons. Os engarrafamentos se tornam cada vez mais frequentes à medida que a bateria envelhece, reduzindo a eficiência do processo de carga e descarga até a falência do aparelho. Banerjee e seus colegas sugerem que novos materiais poderiam ser desenhados com estruturas atômicas que evitem a interação dos íons de lítio com seus elétrons, aumentando a eficiência e o tempo de vida das baterias.


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