BOAS PRÁTICAS

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A dose exata de plágio

ED. 247 | SETEMBRO 2016

 

A revista Nanomaterials adotou uma nova política editorial e agora realiza checagem para detectar indícios de plágio antes de enviar aos revisores os manuscritos submetidos à publicação. A medida busca evitar casos como o de um estudo sobre a toxicidade de nanopartículas publicado no periódico em 2014, assinado por pesquisadores da Universidade de Hokkaido, no Japão. O trabalho foi retratado após uma investigação concluir que 56% de seu conteúdo não era original.

Um software detectou que 46% do texto se caracterizava como autoplágio, que é a repetição de trechos presentes em manuscritos anteriores do mesmo autor, e mais 10% do conteúdo foi classificado como plágio ou apropriação de ideias alheias. Observou-se também que quatro das seis imagens do artigo foram reproduzidas de outros papers, ainda que os autores tenham atribuído a fonte corretamente.

Thomas Nann, editor-chefe da Nanomaterials, lamentou não ter descoberto o problema antes. “Os autores revisaram o manuscrito e um editor o aceitou. Dado o grande número de submissões recebidas pelos periódicos, pode acontecer de o plágio ser descoberto após a publicação do artigo”, desculpou-se Nann.


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