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Emojis e pokémons pela ciência

ED. 250 | DEZEMBRO 2016

 

Alguns dos emojis sugeridos por pesquisadores (à esq.) e crianças caçando pokémons

Alguns dos emojis sugeridos por pesquisadores (à esq.) e crianças caçando pokémons

Aplicativos de celular e ferramentas visuais da internet podem ser úteis para a popularização da ciência? A resposta é afirmativa, segundo duas iniciativas divulgadas em novembro. Uma delas teve como pano de fundo uma conferência na Califórnia dedicada ao desenvolvimento de emojis – carinhas e símbolos usados em mensagens e páginas da internet. Um grupo de pesquisadores foi à conferência propor a adoção de mais ideogramas ligados ao universo da ciência, como a proveta, a hélice de DNA, planetas e micróbios. O pleito será analisado por um consórcio internacional que aprova novos emojis. “Quero um emoji de cientista com cara franzida para mostrar que meu experimento deu errado”, disse à Nature Jessica Morrison, química e editora da revista Chemical & Engineering News. A segunda iniciativa envolveu pesquisadores das universidades de Cambridge, de Oxford e da University College London, no Reino Unido, que estudaram o game para celular Pokémon Go e publicaram suas conclusões em um artigo na revista Conservation Letters. Eles discutiram se o sucesso do jogo em tirar milhões de pessoas de casa para interagir com animais virtuais poderia ajudar a aumentar o interesse pelo mundo natural. Segundo o trabalho, o jogo ampliou o tempo em que os usuários ficam ao ar livre e promove contato com animais de verdade – a hashtag do Twitter #Pokeblitz ajuda os usuários a identificar bichos reais fotografados durante a brincadeira. Os autores sugerem aperfeiçoamentos no jogo, como adicionar espécies de verdade à galeria dos Pokémons e distribuir animais virtuais em áreas remotas para estimular passeios fora das regiões urbanizadas.


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