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Ginkgo biloba

O genoma da Ginkgo biloba

Surgida há 270 milhões de anos, a árvore tem quase 41 mil genes e é considerada um fóssil vivo

Wikimedia Commons Surgida há 270 milhões de anos, a árvore tem quase 41 mil genes e é considerada um fóssil vivoWikimedia Commons

Foi um desafio concluir a primeira versão do genoma da Ginkgo biloba, uma das mais antigas espécies de árvore ainda existentes na natureza. Formado por 10 bilhões de pares de bases, seu genoma é três vezes mais extenso do que o humano e 80 vezes maior que o da Arabidopsis thaliana, uma das plantas mais estudadas pelos biólogos. Na tarefa de sequenciar os quase 41 mil genes da Ginkgo – a espécie humana tem cerca de 23 mil –, pesquisadores chineses contaram com uma grande capacidade computacional para recompor o genoma da planta, que apresenta um nível bastante elevado de repetições (Gigascience, 21 de novembro). Mas valeu o esforço. Essa árvore de quase 30 metros de altura originária da China é considerada uma das espécies vivas de planta mais antigas do mundo. Há fósseis de 270 milhões de anos atrás e, nesse tempo todo, sua forma e sua estrutura mudaram muito pouco, razão de a espécie ser considerada um fóssil vivo. Conhecer em detalhes seu genoma, dizem os pesquisadores, pode ajudar a compreender melhor a evolução das plantas terrestres e a entender a elevada resistência da Ginkgo a pragas e condições ambientais adversas. Com longevidade de milhares de anos, a árvore suportou períodos glaciais que eliminaram outras espécies.

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