ESTRATÉGIAS

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Vem aí o GPS europeu

ED. 250 | DEZEMBRO 2016

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Representação da constelação de satélites Galileo, que entra em fase experimental nas próximas semanas

Representação da constelação de satélites Galileo, que entra em fase experimental nas próximas semanas

Na virada do ano, deve começar a funcionar em caráter experimental o novo sistema global de navegação criado pela União Europeia. Com o sucesso do lançamento de quatro satélites a bordo de um foguete Ariane no dia 17 de novembro, o sistema Galileo alcançou a marca de 18 satélites em órbita. Em 2020, quando estiver em fase operacional, deverá contar com uma constelação de 30 satélites – são necessários 24, mas haverá outros seis extras para dar mais segurança. Construídos por um consórcio anglo-germânico, os 18 satélites atuais são suficientes para que o sistema comece a ser testado. Nas próximas semanas, smartphones de geração recente e outros equipamentos devem começar a captar os sinais do sistema, utilizando-os para atualizar sua posição e sincronizar informações. “Do ponto de vista técnico, estamos prontos e a performance do sistema é muito boa”, disse à BBC Paul Verhoef, diretor de programas de navegação da Agência Espacial Europeia. A promessa é garantir o posicionamento em tempo real numa escala de precisão menor do que 1 metro – a acurácia do sistema norte-americano GPS é próxima de 8 metros. O Galileo foi idealizado no início dos anos 2000 e desde então conviveu com críticas relacionadas ao seu alto custo, estimado em € 5 bilhões, e à real necessidade de a Europa ter um sistema de posicionamento próprio. Ao contrário do GPS e do Glonass russo, que têm administração militar, o Galileo é um programa civil. Os satélites estão instalados em planos orbitais a 23 mil metros da superfície.

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