NOTAS

Print Friendly

Fundação de Bill Gates apoia acesso irrestrito a papers

ED. 252 | FEVEREIRO 2017

 

Resultados de projetos financiados pela entidade, como o desenvolvimento de novas tecnologias sanitárias (foto), devem ser publicados em revistas de conteúdo aberto

Resultados de projetos financiados pela entidade, como o desenvolvimento de novas tecnologias sanitárias (foto), devem ser publicados em revistas de conteúdo aberto

O Acesso Aberto, movimento lançado nos anos 2000 com o objetivo de disseminar resultados científicos de forma pública e gratuita, ganhou um apoio importante. A Fundação Bill e Melinda Gates, que investe US$ 900 milhões por ano em pesquisas nas áreas da saúde pública e combate à pobreza, adotou uma nova política para a divulgação de artigos financiados por ela: os papers só podem ser publicados em periódicos aos quais qualquer pessoa possa ter acesso sem pagar por seu conteúdo. A iniciativa impede a publicação de artigos em periódicos comerciais, inclusive os de alto impacto e prestígio, como Nature, Science e The New England Journal of Medicine. “A intenção é acelerar o desenvolvimento de soluções para combater doenças infecciosas, diminuir a mortalidade materna e infantil e reduzir a desnutrição nas regiões mais pobres do mundo”, declarou Trevor Mundel, chefe da divisão de saúde global da fundação, segundo a revista Science. A decisão estava tomada desde 2014, mas entrou em vigor oficialmente em 2017. A partir de agora, artigos científicos e dados de pesquisa vinculados a eles devem ser franqueados imediatamente após a publicação, que será regulada por uma licença que permite reutilização irrestrita.


Matérias relacionadas

CARREIRAS
Saber coordenar grupos de pesquisa cria uma agenda de trabalho sustentável
AUDIOVISUAL
Videoativistas da periferia de São Paulo mostram como veem a metrópole
PESQUISA BRASIL
Especial PIPE 20 anos