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Marcelo Knobel é o novo reitor da Unicamp

Físico encabeçava lista tríplice encaminhada ao governador de São Paulo

BRUNO DE PIERRO | Edição Online 8:47 7 de abril de 2017

 

O físico Marcelo Knobel, novo reitor da Unicamp

O físico Marcelo Knobel, novo reitor da Unicamp

O físico Marcelo Knobel é o novo reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele foi nomeado na última terça-feira (4) pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para um mandato de 4 anos. A posse está programada para o dia 19 de abril. Knobel, que será o 12º reitor desde a fundação da Unicamp, em 1966, recebeu 52,6% dos votos do colégio eleitoral da universidade e encabeçava a lista tríplice encaminhada pelo Conselho Universitário ao governador.

Aos 48 anos, Knobel é professor do Instituto de Física Gleb Wataghin e sua especialidade é a pesquisa com materiais magnéticos nanoestruturados (ver Pesquisa FAPESP nº 175). Nascido na Argentina, mudou-se para o Brasil ainda criança acompanhando o pai, o também professor da Unicamp e psiquiatra Maurício Knobel, que morreu em 2008.

Graduado em Física e doutor em Ciências pela Unicamp. Marcelo Knobel fez estágios de pós-doutorado no antigo Instituto Eletrotécnico Nacional Galileo Ferraris, na Itália, e no Instituto de Magnetismo Aplicado, na Espanha, estudando magnetismo. Foi Pró-Reitor de Graduação da Unicamp entre 2009 a 2013, quando implantou o Programa Interdisciplinar de Educação Superior (ProFIS), curso destinado a estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas de Campinas, ao final do qual os alunos têm a chance de ingressar na graduação da universidade sem passar pelo vestibular. Entre 2015 e 2016, foi diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Até 2017, era coordenador-adjunto de colaborações em pesquisa da Diretoria Científica da FAPESP e participou da organização de 14 edições do simpósio FAPESP Week em países como Estados Unidos, Reino Unido, China, Alemanha, Argentina e Uruguai.

Uma das prioridades do mandato será enfrentar a crise financeira da Unicamp, que encerrou o ano de 2016 com um déficit de R$ 253,9 milhões. “Num primeiro momento, será necessário rever contratos e otimizar recursos e, posteriormente, estreitar as negociações com o governo do estado”, diz o novo reitor.


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