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A fosfo falha no teste

ED. 254 | ABRIL 2017

 

“Nas doses em que estávamos estudando, o produto não é eficiente o suficiente para ser recomendado.” Foi assim que o médico Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), justificou a interrupção dos testes clínicos com a fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer”, durante coletiva de imprensa realizada no dia 31 de março. O estudo foi iniciado em julho de 2016 e, em uma primeira fase, permitiu determinar que a substância não era tóxica. De lá para cá, a medicação foi dada a 72 pacientes com 10 tipos diferentes de tumor, dos quais 59 já passaram por reavaliação. Apenas um deles, que tem melanoma, apresentou uma resposta parcial depois de duas reavaliações e continuará no estudo. Entre os 21 portadores de câncer colorretal, o tipo em que foi possível reunir um número maior de voluntários, nenhum teve a resposta esperada conforme padrões internacionais: uma redução de pelo menos 30% nas lesões tumorais. Com esses resultados, a equipe do Icesp considera pouco ética a inclusão de novos pacientes no estudo.


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