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São Paulo cria rede de astronomia

ED. 254 | ABRIL 2017

 

A SPAnet quer unir os astrofísicos do estado que participam de grandes projetos internacionais como o supertelescópio GMT

A SPAnet quer unir os astrofísicos do estado que participam de grandes projetos internacionais como o supertelescópio GMT

Uma aliança para impulsionar a pesquisa em astronomia e o desenvolvimento de instrumentação astronômica. Esse é o mote da Rede Paulista de Astronomia, a SPAnet, lançada oficialmente em 16 de março em evento na sede da FAPESP. “O objetivo é criar uma conexão entre os pesquisadores e dar mais visibilidade para a astronomia dentro do estado”, explica o coordenador da SPAnet, o astrofísico Laerte Sodré Júnior, diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Cerca de 160 pesquisadores de várias instituições paulistas atuam em astronomia. Juntos, eles produzem mais de 500 artigos científicos por ano, cerca 2,2% do total dos papers sobre astronomia publicados todo ano no mundo. O impacto dessa produção, medido pelo número de citações, vem se mantendo acima da média mundial nos últimos cinco anos. Muitos desses pesquisadores colaboram com alguns dos principais projetos internacionais da área, como o Telescópio Gigante Magalhães, o GMT, no Chile, previsto para entrar em operação em 2022. A SPAnet pretende aumentar a colaboração entre os astrônomos paulistas, promovendo cursos, workshops, compartilhamento de recursos e infraestrutura. Além da pesquisa acadêmica, a rede quer incentivar a participação de empresas paulistas de tecnologia no desenvolvimento de instrumentação astronômica. A iniciativa também planeja estimular projetos de educação e de divulgação científica sobre astrofísica no estado. “Vamos estabelecer uma estratégia para cada frente: ciência, tecnologia e educação”, explica Sodré.


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