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Para onde vai o lixo paulista

ED. 255 | MAIO 2017

 

Cerca de 18 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, quase metade do lixo gerado diariamente no estado de São Paulo, são destinadas a aterros localizados em áreas de alta suscetibilidade ambiental. O dado faz parte de estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, interior paulista (Journal of Geographic Information System, 21 de fevereiro de 2017). Eles classificaram o território do estado em cinco categorias de vulnerabilidade ambiental (muito alta, alta, média, baixa e muito baixa) em função de 15 diferentes indicadores, como a distância de falhas geológicas, a taxa de infiltração do solo e a distância de rios e lagos. Em seguida, georreferenciaram 420 áreas de destinação de resíduos sólidos urbanos: 89 aterros sanitários, nos quais deve ocorrer a impermeabilização do solo antes da disposição do lixo; e 331 aterros controlados, em que os resíduos são dispostos diretamente sobre o terreno, geralmente em valas. O levantamento indica que 82% do território paulista é classificado como área de muito baixo, baixo ou médio risco ambiental.“Porém, nos 18% restantes que são classificados como área de alta ou muito alta suscetibilidade, encontram-se 85 aterros que recebem 46% de todo o lixo gerado no estado”, explica o geógrafo Victor Fernandez Nascimento, que faz doutorado sobre o tema no Inpe, primeiro autor do estudo. Os aterros de maior vulnerabilidade estão localizados nos arredores das regiões metropolitanas de São Paulo, Santos, Vale do Paraíba e Campinas.


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