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Sol artificial deve acelerar busca por combustíveis limpos

ED. 255 | MAIO 2017

 

Experimento Synlight, na Alemanha, pode atingir temperaturas de 3 mil graus Celsius

Composto de 149 lâmpadas especiais de gás xenônio capazes de produzir um brilho 10 mil vezes maior do que a luz natural do Sol que incide sobre a Terra, o experimento Synlight começou a funcionar no final de março na unidade de Jülich, cidade perto de Colônia, do Centro Espacial Alemão (DLR). Descrita como o maior sol artificial do mundo, a estrutura pode concentrar sua luz em um ponto e atingir temperaturas de 3 mil graus Celsius, cerca de três vezes o valor atingido por altos-fornos siderúrgicos. O principal objetivo do experimento, que custou € 3,5 milhões para ser montado, é acelerar as pesquisas na área de combustíveis sustentáveis, que não emitem gases de efeito estufa. Com o auxílio da luz, é possível obter hidrogênio, uma fonte limpa de energia, diretamente a partir da água. Os pesquisadores alemães desenvolveram um método que obtém esse resultado há alguns anos e esperam aprimorá-lo mais rapidamente com o auxílio do Synlight. O hidrogênio é considerado um dos possíveis combustíveis do futuro porque, ao ser queimado, produz apenas água e calor. A inauguração do conjunto de fontes de luz na Alemanha é uma forma de contornar o clima instável do norte da Europa, onde nem sempre há luz solar natural em quantidade suficiente para impulsionar as pesquisas que buscam novas formas de obter hidrogênio. Se forem viáveis economicamente, células a combustível, baseadas em hidrogênio, poderão ser usadas para gerar energia elétrica para movimentar veículos, por exemplo.


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