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Bioinseticida mata de fome praga que ataca milho

ED. 256 | JUNHO 2017

 

O vírus Baculovirus spodoptera não faz mal ao homem e ataca apenas a lagarta-do-cartucho

Um vírus mortal para a lagarta-do-cartucho (Spodoptera fugiperda), considerada a pior praga da cultura do milho, é a principal matéria-prima de um bioinseticida para a lavoura desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, de Sete Lagoas (MG). O vírus da espécie Baculovirus spodoptera ataca somente a lagarta, que é a fase larval de uma mariposa e não faz mal à saúde de seres humanos ou a de qualquer outro animal. Alternativa ao tratamento contra a praga baseado em agroquímicos, o produto foi licenciado para a empresa Vitae Rural, de Uberaba (MG), e, a partir de outubro, estará à venda para os agricultores. O processo de produção do bioinseticida desenvolvido pela Embrapa prevê a multiplicação dos vírus em lagartas vivas criadas em laboratório. A coordenação dos estudos foi do engenheiro-agrônomo Fernando Valicente, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo. A lagarta-do-cartucho ataca também algodão, alface, cana-de-açúcar, batata, arroz, soja, tomate, entre outros produtos agrícolas. Os estragos no milho começam quando a mariposa coloca os ovos na folha e eclodem as lagartas, depois de dois a três dias. Elas começam a se alimentar da planta, principalmente do cartucho do milho, que é a parte formada por folhas sobrepostas em forma cônica, presentes principalmente quando a planta está na fase de crescimento. O bioinseticida é aplicado na planta diluído em água e provoca uma taxa de mortalidade entre 75% e 95% das lagartas, que, depois de infectadas, perdem o apetite.


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