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Estudo indica que 4,6% do globo são áreas prioritárias para conservação de mamíferos

ED. 257 | JULHO 2017

 

Um novo mapa global, confeccionado a partir do cruzamento das prioridades ditadas por três critérios distintos de biodiversidade, identificou as regiões de grande importância para a conservação de 4.547 espécies de mamíferos terrestres. Elas abrangem 4,6% da superfície terrestre do planeta, cerca de 6,8 milhões de quilômetros quadrados (PNAS, 3 de julho). Pouco mais de um quinto dessa área se encontra hoje legalmente protegida. Os três critérios adotados foram taxonomia, filogenia e papel funcional das espécies. O primeiro parâmetro engloba endemismos, distribuição e vulnerabilidade das espécies. Sob esse ângulo, animais mais raros merecem maior atenção. O segundo critério privilegia a manutenção de distintas linguagens evolutivas de mamíferos (marsupiais, monotremados, animais com placenta). O terceiro enfoca os hábitos ou os papéis ecológicos desempenhados pelos animais, como mamíferos noturnos e diurnos ou com distintas dietas. “Normalmente, esse tipo de mapa se baseia apenas na riqueza taxonômica, privilegiando áreas que abrigam muitas espécies”, comenta a bióloga Fernanda Brum, primeira autora do estudo, ao lado de pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e Europa, que hoje faz estágio de pós-doutorado na Universidade Federal de Goiás (UFG). “Mas é importante também levar em consideração a diversidade de linhagens e animais com características distintas na hora de escolher as áreas de conservação.” Primeiro, os pesquisadores fizeram três mapas em separado. Cada um destaca 17% da superfície do globo como área prioritária para conservação de mamíferos segundo um critério. O mapa final traz as áreas comuns que aparecem como fundamentais para a preservação dos mamíferos de acordo com os três critérios.


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