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Um maracujá para cultivo na Caatinga

ED. 257 | JULHO 2017

 

A variedade BRS Sertão Forte é fruto de melhoramento genético do maracujá-do-mato

Em junho, a Embrapa lançou em Petrolina (PE) uma variedade de maracujá para plantio comercial, a BRS Sertão Forte, adaptada para áreas de clima semiárido, de pouca chuva. O novo cultivar nasceu de pesquisas que levaram ao melhoramento genético de uma espécie silvestre da planta, conhecida como maracujá-do-mato ou da Caatinga (Passiflora cincinnata), que ocorre naturalmente em áreas secas do Nordeste, mas tem baixa produtividade. A BRS Sertão Forte mantém a capacidade de sobreviver em ambientes com pouca água, uma particularidade do maracujá-do-mato, porém seus frutos e rendimento por área plantada são maiores. Em relação ao maracujá azedo (Passiflora edulis), a espécie mais comumente plantada no país, ela também apresenta vantagens. A variedade desenvolvida a partir do maracujá-do-mato tem um tempo de vida produtiva maior e resiste bem à fusariose, doença fúngica que ataca frequentemente os plantios comerciais do fruto. “A BRS Sertão Forte pode ser cultivada com baixo custo tecnológico”, explica o engenheiro-agrônomo Francisco Pinheiro de Araújo, da Embrapa Semiárido, responsável pelo desenvolvimento do cultivar, no comunicado de apresentação da variedade. “Ela é bastante apropriada para a agricultura familiar, principalmente para produção orgânica.”


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