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Luta contra as armas nucleares

ED. 260 | OUTUBRO 2017

 

Manifestação do Ican na Austrália em junho de 2017 contra as armas nucleares

Em vez de uma pessoa, uma organização não governamental ganhou o prêmio de 2017: a Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (Ican). De acordo com a advogada norueguesa Berit Reiss-Andersen, do comitê norueguês do Nobel, que define o prêmio da Paz, o Ican teve um papel de destaque em relação a iniciativas de desarmamento ao longo do último ano, chamando a atenção do público para as consequências humanitárias catastróficas do uso de armas nucleares. Fundada há 10 anos, a organização congrega parceiros em 101 países, incluindo o Brasil. “Buscamos uma mudança de enfoque que foi muito bem-sucedida”, diz o brasileiro Cristian Wittmann, professor de direito na Universidade Federal do Pampa, em Santana do Livramento (Rio Grande do Sul), e integrante do comitê gestor do Ican. “Antes a preocupação era impedir a proliferação de armas nucleares, não criar novos focos de conflito; mas o risco é iminente, intencional ou não, e era preciso criar um tratado de proibição.” O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, resultado de extensas negociações por gerações de representantes dos Estados no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), foi aprovado neste ano e, em 20 de setembro, começou a receber assinaturas. A começar pela brasileira. Depois das assinaturas, o documento precisa ser ratificado: são necessárias 50 ratificações para que entre em vigor e espera-se mudanças reais quando isso acontecer.


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