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O Pampa microscópico

ED. 260 | OUTUBRO 2017

 

Quem vê os capinzais gaúchos não nota a profusão de grãos de pólen que compõe a paisagem. O biólogo Jefferson Nunes Radaeski enxerga essa diversidade não apenas no espaço: também no tempo. Sua pesquisa indica que há 10 mil anos predominavam nos Pampas as gramíneas de campo, em um ambiente frio e seco. Os bambus, de pólen maior, tornaram-se comuns na composição de ambientes florestais cerca de 3 mil anos atrás. O resultado é, até hoje, um mosaico de campos e manchas de floresta. Na imagem, o grão maior é de um bambu florestal e os menores são de gramíneas campestres – os cinzentos obtidos em microscópio óptico e os amarelos em microscópio eletrônico de varredura.

Imagem enviada por Jefferson Nunes Radaeski, pesquisador da Rede de Catálogos Polínicos online (RCPol), Universidade Luterana do Brasil

Sua pesquisa rende imagens bonitas? Mande para imagempesquisa@fapesp.br Seu trabalho poderá ser publicado na revista.


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