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O primeiro mapa global de répteis

ED. 260 | OUTUBRO 2017

 

Lagarto-preguiça (Polychrus acutirostris), encontrado no Cerrado e na Caatinga

Estratégias destinadas a conservar a biodiversidade do planeta exigiriam ações mais efetivas em áreas de savana, como o Cerrado e o sul da África, e em regiões áridas e semiáridas, caso da Caatinga e desertos da Austrália. A recomendação surge de um esforço internacional que mapeou pela primeira vez a distribuição global de 10.064 espécies de répteis (Nature Ecology & Evolution, 9 de outubro). Embora os répteis somem quase um terço das espécies de vertebrados terrestres conhecidas, não havia um esforço anterior para mapear esse grupo, gerando uma lacuna importante no conhecimento sobre a biodiversidade global. Um grupo internacional de 39 pesquisadores, incluindo quatro brasileiros, revisou as informações disponíveis em coleções de museus, na literatura científica e em bases de dados digitais. Também foi a campo em diferentes regiões do mundo coletar novas amostras. Ao sobrepor a localização das espécies de répteis às das áreas de conservação existentes, os pesquisadores verificaram que a proporção de espécies desses vertebrados protegidos em parques e reservas (3,5% do total) é menor do que a de aves (6,5%) e mamíferos (6%). Segundo os pesquisadores, isso ocorre porque as áreas de preservação foram definidas com base em informações sobre a distribuição de espécies de aves, mamíferos e anfíbios. “Nossos resultados sugerem que os répteis, em particular lagartos e tartarugas, precisam ser mais bem incorporados nos esquemas de conservação”, escreveram os autores da pesquisa.


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