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Cartas | 262

Cartas | 262

Choques cósmicos
Estamos indo para a era do garimpo intergaláctico (“Fonte de ouro e régua do universo”, edição 261).
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Anderson Porto
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Assédio
Eu já enfrentei situações de assédio tanto na graduação como na pós e posso afirmar que a maioria das mulheres do meio científico que conheço também já passou por isso pelo menos uma vez na vida (“A sombra do assédio na integridade da ciência”, edição 260). Infelizmente essa é uma triste realidade que continua sendo ignorada. As pessoas preferem fechar os olhos porque, na maioria das vezes, os agressores são professores (orientadores, chefes) e colegas de trabalho.

Marta Rodrigues
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Diversidade de instituições
Cursei graduação, mestrado e doutorado em instituições diferentes (“Formação diversificada”, edição 260). Foi muito enriquecedor porque saí da zona de conforto ao final de cada etapa, conheci professores e colegas novos e aprendi a trabalhar em sistemas e realidades diferentes.

Karina Merini Tonon
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Sempre defendi isso. Minha formação acadêmica é um reflexo desse pensamento. Diversificar os debates e opiniões. Uma maneira de ampliar o conhecimento.

Geise Pasquotto
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Difícil é, em algumas universidades, os professores aceitarem quem vem de fora.

Geraldo Moreno Florentino Júnior
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Se não for mudar de instituição, então mude de orientador no mestrado, doutorado, pós-doutorado. Impressionante como isso lá fora é uma conduta de sucesso, mas no Brasil as pessoas curtem ficar sob a mesma influência intelectual durante a carreira acadêmica inteira. Uma decisão que não enriquece muito o repertório profissional.

Camilo Lellis-Santos
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Vídeos
Lima Barreto já denunciava a podridão da política brasileira (“Lima Barreto: Intérprete do Brasil pós-abolição”).

Jerônimo Lombardo
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Considero Ataliba de Castilho o maior linguista brasileiro vivo (“A riqueza da língua falada”). E concordo sobre a abordagem do ensino da língua portuguesa no Brasil: temos que desprender do ensino gramático da língua.

Gabriel Cândido
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Bizarrias sem regra (desregradas ou antirregras) não se transformam, por si mesmas, numa normalidade… o hábito do erro não o faz correcto (sim, com C).

Fernando Duarte

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