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Enzima transforma planta em abajur

ED. 263 | JANEIRO 2018

 

Luz emitida por mudas de agrião que incorporaram as enzimas luciferase e luciferina

Um maço de agrião que emite luz por até quatro horas, de forma fraca, mas capaz de iluminar as páginas de um livro, foi concebido nos laboratórios do Departamento de Engenharia Química do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Usando clones das enzimas luciferase e luciferina de vagalume, os pesquisadores do MIT e da Universidade da Califórnia conseguiram fazer pés de agrião, rúcula, couve e espinafre emitirem luz. Para transportar a luciferase ao interior das folhas, eles utilizaram nanopartículas de sílica. A luciferina foi envolta em um polímero biodegradável de dimensões nanométricas. A incorporação das enzimas nas folhas ocorreu em duas etapas. Na primeira, as plantas foram mergulhadas em uma solução com as nanopartículas em suspensão. Depois, solução e plantas foram submetidas a alta pressão para as nanopartículas penetrarem nos poros (estômatos) das folhas. A luciferase se instala nas camadas mais superficiais das folhas e a luciferina é liberada gradualmente pelo polímero. A reação química entre elas gera luz. O grupo, liderado por Michael Strano, do MIT, pretende usar as plantas para iluminação.


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