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Mortalidade fetal é maior do que neonatal em 42% dos municípios paulistas

ED. 263 | JANEIRO 2018

 

Um estudo que integra o doutorado em saúde pública da norte-americana Kathryn Andrews na Universidade Harvard, dos Estados Unidos, analisou as taxas de mortalidade fetal (a partir de 22 semanas de gestação ou com mais de 500 gramas) e neonatal no estado de São Paulo entre 2010 e 2014. Calculados a partir de dados do Ministério da Saúde, os resultados indicam que 42% dos 645 municípios paulistas têm mortalidade fetal mais alta do que a neonatal (Plos One, 22 de dezembro). Para o estado como um todo, o índice de mortalidade fetal foi de 7,9 a cada mil gestações. Mas esse número variou muito entre os municípios, indo de 0 a 28 mortes por mil gestações. A taxa de mortalidade neonatal (ocorrida até 28 dias após o parto) para o estado também foi de 7,9 por mil nascidos vivos. Segundo os autores do artigo, esses números reforçam a ideia de que a taxa de mortalidade fetal pode ultrapassar a neonatal nas próximas décadas no Brasil. Essa tendência é esperada, dizem os pesquisadores, visto que hoje as políticas públicas focam mais em medidas contra mortalidade infantil e nem tanto na promoção de melhorias no atendimento pré-natal e na redução de comportamentos de risco pelas gestantes. O trabalho foi feito em colaboração com o grupo liderado por Alexandra Brentani, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).


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