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Cartas | 265

Cartas | 265

Olival Freire
Excelente a entrevista com Olival Freire Júnior (edição 263). Também trabalho com história da ciência e evolução do método científico na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Creio que praticamente todos os cursos universitários deveriam ter uma disciplina que aborde os aspectos históricos da área e suas peculiaridades, levando a um melhor entendimento do presente e de projeções futuras.

Milton Antonio Zaro

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Estágios no exterior
Um ponto importante a acrescentar na reportagem “Como aproveitar estágios no exterior” (edição 263): fazer uma apresentação do seu projeto e objetivos para o grupo (ou departamento, se puder) quando chegar ao laboratório visitante.

Alana Aragon Zulke

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Produção científica
Podemos concluir do estudo apresentado na reportagem “A metrópole e a ciência” (edição 263) que a ciência está se tornando cada vez mais global. Nesse sentido as colaborações internacionais são a base da ciência atual. Cooperação entre pesquisadores e grupos de pesquisa de diferentes países tem sido fundamental nesse processo.

Valdir Guimaraes

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Há um problema nessa história: analisar número bruto de publicações ou de citações. Isso significa que os países emergentes aumentam o número de artigos publicados, mas não mexem na ciência. Pelo Scimago, em 2016, o Brasil foi o 14º em número de artigos, o 16º em número de citações, o 16º em número de autocitações, mas o 164º em eficiência para transformar artigos em citações (citações/artigos). Em 2011, pelo THE, éramos o 15º em artigos, 20° em citações e, em eficiência (citações/artigos), tínhamos apenas 50% do 20° colocado (ficamos entre 100° e 200°). Em 2013 ficamos em 50° lugar entre 53 países em eficiência de converter dinheiro empregado em publicação de bom nível (Index Nature). Temos que focar na qualidade dos nossos artigos produzidos, o que requer rever nosso ensino de metodologia, nossa formação de cientistas e nossa pós-graduação.

Gilson Volpato

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Vídeo
Bem-feito o vídeo “Como macacos nos ajudam a entender a dispersão do vírus da febre amarela”. Mas pelo que foi dito fico com a impressão de que a responsabilidade por esse avanço da doença é a “natureza”. Se temos tantos estudos e controles, por que estamos tendo que oferecer vacinas em dose fracionada? Falta informação institucional de largo alcance. Agora há duas coisas a fazer: esclarecer e vacinar a população e apurar os motivos de termos chegado a esse ponto.

Marco Antonio Vilarinho Gomes

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Sua opinião é bem-vinda. As mensagens poderão ser resumidas por motivo de espaço e clareza. cartas@fapesp.br