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Ricardo Bonalume, repórter especializado em ciência, morre aos 57 anos

Jornalista, também conhecedor da área militar, ganhou o prêmio José Reis em 1990

Edição Online 19:37 27 de março de 2018

 

Foto de perfil de Bonalume no Facebook em 2011

Ricardo Bonalume Neto, repórter especializado em ciência do jornal Folha de S. Paulo, era admirado pelos colegas tanto pela qualidade de suas reportagens quanto pela irreverência com que tratava a todos. Entrou no diário paulista em 1985 para cobrir ciência e lá trabalhou até sua morte. O reconhecimento pela cobertura dessa área veio já em 1990, quando recebeu o Prêmio José Reis de Divulgação Científica, criado em 1978, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O jornalista morreu em São Paulo no sábado (24/03), aos 57 anos, durante cirurgia para retirada de um coágulo.

Paulistano, Bonalume ingressou na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, mas abandonou o curso no quarto ano. Formou-se na Escola de Comunicações e Artes da Universidade e São Paulo (ECA-USP). Além da ciência, outra paixão eram os temas militares – conhecia profundamente armas e estratégias de guerra, e escrevia sobre conflitos bélicos no jornal. No livro A nossa Segunda Guerra – Os brasileiros em combate, 1942-1945 (Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1995), falou sobre a Força Expedicionária Brasileira. Em 1997 esteve em Kinshasa, capital do Congo (então Zaire), onde cobriu a queda do ditador Mobutu Sese Seko.

Em 2017 foi condecorado com a Ordem do Mérito Naval, grau de cavaleiro. Bonalume deixa a mulher, Anita Galvão, e os enteados Paulo e Beatriz. O Acervo Folha compilou alguns dos textos que publicou em mais de 30 anos trabalhando para o jornal.


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