CARTAS

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Cartas | 266

ED. 266 | ABRIL 2018

 

Desigualdade
Chega a ser ridículo a revista Pesquisa FAPESP representar a desigualdade de resultados escolares com um erro de ortografia previsível (“Expansão desigual”, edição 264). A posição implícita é bem séria, porque reflete a ignorância em relação aos fenômenos linguísticos e sociais que esta representação esconde. A revista poderia, em vez disso, noticiar estudos que apontam soluções até óbvias que nenhum governo leva em conta.

Sírio Possenti
Departamento de Linguística na Unicamp

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Avançamos na universalização do acesso à escola, mas continuamos reproduzindo desigualdades.

Juliana Reis

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Frequentar a escola é o primeiro passo. Agora é trabalhar para melhorar a qualidade.

Kátia Morinaga Honda

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Epilepsia
Ao ler a reportagem “Marcas da epilepsia” (edição 265), verifiquei que ao final do texto aparecia uma série de dados do pesquisador e do projeto. Tendo em vista a importância dessas informações, inclusive quando existe o envio de dados ou materiais para o exterior, sugiro que a revista passe a incluir também a informação sobre a aprovação ética do projeto, indicando o número do parecer de aprovação e do Comitê de Ética em Pesquisa que aprovou. Dessa forma, penso que estaremos reforçando a importância dos procedimentos de avaliação ética, assim como da transparência das informações, como a revista já o faz indicando os projetos e seu financiamento.

Maria Mercedes Bendati

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Vídeos
Sobre o vídeo “Mercúrio: ribeirinhos em risco”, seriam as hidrelétricas as vilãs ou elas que fazem aparecer o problema que está oculto? Temos que reconhecer urgentemente que a defesa da intocabilidade da Amazônia somente tem incentivado ocupação clandestina, desordenada e poluidora. Precisamos assumir esse fato e discutir o uso sustentável da região, gerando receita para ser revertida em recuperação e monitoramento.

Ricardo Molto Pereira

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É um desafio tentar conciliar as necessidades econômicas das hidrelétricas com o custo ambiental que acarretam, especialmente a longo prazo. Junte-se a isso outras formas de exploração predatória da floresta amazônica e, se nada for feito, a própria produção de energia por parte das hidrelétricas será afetada, já que a preservação da floresta é fundamental para o ciclo de chuvas em todo o Brasil, não só na região amazônica.

Lola Vita

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É, no mínimo, comovente que, em meio a tantas dificuldades que circundam a produção científica em nosso país, os caras consigam desenvolver pesquisas como essas (vídeo “Invertendo a seta do tempo”).

Moises Venicios

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Sua opinião é bem-vinda. As mensagens poderão ser resumidas por motivo de espaço e clareza. cartas@fapesp.br


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