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Sociedade Alemã

Max Planck procura 20 novos diretores

Maximilian Dörrbecker / Wikimedia Commons Edifício da Sociedade Max Planck em MuniqueMaximilian Dörrbecker / Wikimedia Commons

A Sociedade Max Planck (MPG) da Alemanha iniciou um processo internacional de seleção para contratar 20 novos diretores para suas unidades. A entidade, que faz pesquisa básica nas áreas de ciências naturais e da vida e humanidades, publicou anúncios em revistas científicas divulgando os postos em aberto. As vagas abrangem áreas como astrofísica e microbiologia terrestre. Fundada em 1948, a MPG tem um orçamento anual de € 1,8 bilhão (cerca de R$ 7,4 bilhões) e 23 mil funcionários, dos quais 14 mil são pesquisadores, distribuídos por 84 institutos situados em território alemão e cinco centros no exterior. Dezoito de seus pesquisadores ganharam o Prêmio Nobel. Cada unidade de pesquisa é coordenada por um grupo de três a cinco diretores. Os diretores são chefes de grandes grupos de pesquisa, contam com autonomia para definir seus alvos de estudo, inclusive criar novos laboratórios, e recebem financiamento para seus trabalhos até a aposentadoria. “Há uma liberdade incrível para pesquisar o que quiser, até mesmo mudar seu campo de estudos”, disse à revista Science a bióloga alemã Christiane Nüsslein-Volhard, que ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 1995 quando era diretora do Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento em Tübingen. A busca por novos diretores é uma oportunidade para aumentar a representação feminina no alto escalão das unidades da MPG. Em 2005, apenas 4,5% dos diretores de institutos eram mulheres. Atualmente, esse número chega a 15%, e a meta é atingir 18% em 2020. A MPG estima que deverá trocar dois terços dos seus 300 diretores de unidades até 2030. A maioria dos postos será aberta em razão da aposentadoria de diretores.