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Inovação

Sensores para línguas eletrônicas

Imagem: Kelly Tasso de Paula / IFSC-USP Microssensor esculpido em filme de grafeno ácido polilático usado em sistema de detecção de saboresImagem: Kelly Tasso de Paula / IFSC-USP

Físicos de São Carlos e de Campinas, no interior de São Paulo, desenvolveram uma técnica de alta precisão para fabricar microssensores que integram o sistema de detecção de sabores das chamadas línguas eletrônicas. Esse sistema é formado por sensores microscópicos que identificam diferenças nas propriedades elétricas de soluções aquosas. O novo método de produção de microssensores usa pulsos ultracurtos de laser para recortar filmes muito finos de um polímero à base de grafeno depositado sobre uma superfície de vidro. Com duração de frações de segundo, esse tipo de laser permite controlar melhor a quantidade de energia que atinge o filme, possibilitando realizar cortes e perfurações mais precisos. Nos experimentos, o grupo do físico Cleber Mendonça, professor da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, usou o laser para esculpir microssensores em filmes de grafeno ácido polilático, um polímero biodegradável e bioabsorvente. “Uma das vantagens da técnica é poder processar sensores com geometrias complexas em diversas atmosferas, sem a necessidade de salas limpas ou máscaras”, explica a física Kelly Tasso de Paula, aluna de doutorado de Mendonça e primeira autora do estudo. Em testes iniciais, o microssensor distinguiu água pura de soluções contendo açúcar, sal de cozinha e ácido clorídrico (Optics and Laser Technology, maio).