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	<title>Revista Pesquisa Fapesp</title>
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	<description>Revista Pesquisa Fapesp</description>
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		<item>
		<title>Programação Ciclo de Conferências Biota-FAPESP Educação</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 21:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[21/02 BIODIVERSIDADE &#8211; CONCEITO, VALORES E AMEAÇAS O contexto histórico da definição conceitual de biodiversidade Thomas M. Lewinsohn IB/UNICAMP A fragmentação de habitats como principal ameaça à biodiversidade Jean Paul Metzger – IB/USP O Programa BIOTA-FAPESP como exemplo de um Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade Carlos A. Joly – [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>21/02</strong><br />
<a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/03/15/entre-desafios-conceitos-e-ameacas/"><strong><span style="color: #008000;">BIODIVERSIDADE &#8211; CONCEITO, VALORES E AMEAÇAS</span></strong></a></p>
<p><strong>O contexto histórico da definição conceitual de biodiversidade</strong><br />
Thomas M. Lewinsohn IB/UNICAMP<br />
<strong>A fragmentação de habitats como principal ameaça à biodiversidade </strong><br />
Jean Paul Metzger – IB/USP<br />
<strong>O Programa BIOTA-FAPESP como exemplo de um Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade</strong><br />
Carlos A. Joly – IB/UNICAMP</p>
<p><strong>21/03</strong><br />
<a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/04/12/intervencoes-sustentaveis/"><strong><span style="color: #008000;">BIOMA PAMPA</span></strong></a></p>
<p><strong>A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Pampa</strong><br />
lsi Boldrini &#8211; IB/ UFRGS<br />
<strong>Origem, evolução e diversidade da fauna de vertebrados do Bioma Pampa</strong><br />
Eduardo Eizirik &#8211; PUC/RS<br />
<strong>As principais ameaças à conservação do Bioma Pampa</strong><br />
Márcio Borges Martins – IB/UFRGS</p>
<p><strong>18/04</strong><br />
<a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-ameaca-vem-do-planalto/"><strong><span style="color: #008000;">BIOMA PANTANAL</span></strong></a></p>
<p><strong>A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Pantanal</strong><br />
Arnildo Pott – UFMS/Campo Grande<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da fauna do Bioma Pantanal Walfrido</strong><br />
Moraes Tomas CPAP/EMBRAPA<br />
<strong>As principais ameaças à conservação do Bioma Pantanal e o Turismo Sustentável</strong><br />
José Sabino &#8211; UNIDERP</p>
<p><strong>16/05</strong><br />
<span style="color: #008000;"><strong> BIOMA CERRADO</strong></span></p>
<p><strong>A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Cerrado</strong><br />
Vânia Regina Pivello – IB/USP<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da fauna do Bioma Cerrado</strong><br />
Jader Marinho Filho ICB/UnB<br />
<strong>O Cerrado como fonte de novas moléculas para a indústria de fármacos e cosméticos</strong><br />
Vanderlan S. Bolzani &#8211; UNESP/Araraquara</p>
<p><strong>20/06</strong><br />
<span style="color: #008000;"><strong> BIOMA CAATINGA</strong></span><br />
14:00<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Caatinga</strong><br />
Luciano Paganucci &#8211; UE Feira de Santana<br />
14:45<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da fauna do Bioma Caatinga</strong><br />
Fernanda Werneck &#8211; ICB/UnB<br />
15:30 &#8211; <strong>Intervalo</strong><br />
16:00<br />
<strong>As principais ameaças à conservação do Bioma Caatinga</strong><br />
Bráulio Almeida Santos – UFPB</p>
<p><strong>22/08</strong><br />
<span style="color: #008000;"><strong> BIOMA MATA ATLÂNTICA</strong></span><br />
14:00<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Mata Atlântica</strong><br />
Carlos A. Joly &#8211; IB/UNICAMP<br />
14:45<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da fauna do Bioma Mata Atlântica</strong><br />
Helena Bergallo – IBRAG/UERJ<br />
15:30 &#8211; <strong>Intervalo</strong><br />
16:00<br />
<strong>As principais ameaças à conservação do Bioma Mata Atlântic</strong>a<br />
Márcia Hirota – SOS Mata Atlântica</p>
<p><strong>19/09</strong><br />
<span style="color: #008000;"><strong> BIOMA AMAZÔNIA</strong></span><br />
14:00<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Amazônia</strong><br />
Maria Lucia Absy &#8211; INPA<br />
14:45<br />
<strong>A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Amazônia</strong><br />
Carlos Peres &#8211; Univ. East Anglia/UK<br />
15:30 &#8211; <strong>Intervalo</strong><br />
16:00<br />
<strong>As principais ameaças à conservação do Bioma Amazônia e a experiência do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM)</strong><br />
Helder Queiroz – IDSM</p>
<p><strong>24/10</strong><br />
<span style="color: #008000;"><strong> AMBIENTES MARINHOS E COSTEIROS</strong></span><br />
14:00<br />
<strong>A flora marinha da Costa Brasileira: diversidade, ameaças e uso sustentável</strong><br />
Mariana Cabral de Oliveira &#8211; IB/USP<br />
14:45<br />
<strong>A fauna marinha da Costa Brasileira: diversidade, ameaças e uso sustentável</strong><br />
Maria de los Angeles Gasalla &#8211; IO/USP<br />
15:30 &#8211; <strong>Intervalo</strong><br />
16:00<br />
<strong>Os organismos marinhos como fonte de novas moléculas para a indústria de fármacos e cosméticos</strong><br />
Roberto S.G. Berlinck &#8211; IQSC/USP</p>
<p><strong>21/11</strong><br />
<span style="color: #008000;"><strong> BIODIVERSIDADES EM AMBIENTES ANTRÓPICOS &#8211; URBANOS E RURAIS</strong></span><br />
14:00<br />
<strong>A diversidade de fauna em Ambientes Antrópicos Rurais</strong><br />
Luciano M. Verdade &#8211; CENA/USP<br />
14:45<br />
<strong>A diversidade de fauna em Ambientes Antrópicos Urbanos</strong><br />
Elisabeth Höfhling &#8211; IB/USP<br />
15:30 &#8211; <strong>Intervalo</strong><br />
16:00<br />
<strong>A diversidade da flora de Ambientes Antrópicos Urbanos</strong><br />
Roseli Buzanelli Torres &#8211; IAC
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Programação Ciclo de Conferências Biota-FAPESP Educação' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/programacao-ciclo-de-conferencias-biota-fapesp-educacao/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Programação Ciclo de Conferências Biota-FAPESP Educação' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/programacao-ciclo-de-conferencias-biota-fapesp-educacao/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Programação Ciclo de Conferências Biota-FAPESP Educação' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/programacao-ciclo-de-conferencias-biota-fapesp-educacao/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Programação Ciclo de Conferências Biota-FAPESP Educação' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/programacao-ciclo-de-conferencias-biota-fapesp-educacao/' displayText='share'></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Geneticista questiona associações entre fisionomia e comportamento</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 17:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Podcast]]></category>

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		<description><![CDATA[Geneticista da UFRGS questiona associações entre fisionomia e comportamento]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa Brasil recebe no estúdio da Rádio USP a professora Maria Cátira Bortolini, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A geneticista conversa sobre um estudo realizado em parceria com pesquisadores da Argentina, México e Espanha que <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/01/11/o-cranio-subvertido/" target="_blank">contesta trabalhos que associaram a largura da face humana, em especial dos homens, a comportamentos antiéticos e agressivos</a>.</p>
<p>Durante a entrevista, a pesquisadora apresenta uma seleção musical com músicas típicas do Rio Grande do Sul.</p>
<p><strong>Programação Musical:</strong><br />
Sutil – Ná Ozzeti<br />
Missionerita – Yamandú Costa<br />
Milonga para as Missões – Renato Borghetti<br />
Tocando em frente – Renato Teixeira e Almir Sater<br />
Chamamecero – Luiz Carlos Borges<br />
O mosquito – Arnaldo Antunes</p>
<p><em>Apresentação: Fabrício Marques<br />
Produção e roteiro: Biancamaria Binazzi<br />
Gravação e Montagem: Beto Alves (Rádio USP)</em></p>
<p><em>Pesquisa Brasil</em> vai ao ar todas as sextas-feiras às 13:00, pela <a href="http://www.radio.usp.br/" target="_blank">Rádio USP</a>.<br />
<a href="http://feeds.feedburner.com/podcastrevistapesquisafapesp" target="_blank">Assine <em>Pesquisa Brasil</em> como podcast!</a></p>
<p><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Pesquisa-Brasil-41-Maria-Catira.mp3" target="_blank">Baixar o MP3</a><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/category/multimidia/podcast/" target="_blank"><em><br />
Veja aqui o arquivo do Pesquisa Brasil</em></a>
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Geneticista questiona associações entre fisionomia e comportamento' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/geneticista-questiona-associacoes-entre-fisionomia-e-comportamento/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Geneticista questiona associações entre fisionomia e comportamento' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/geneticista-questiona-associacoes-entre-fisionomia-e-comportamento/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Geneticista questiona associações entre fisionomia e comportamento' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/geneticista-questiona-associacoes-entre-fisionomia-e-comportamento/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Geneticista questiona associações entre fisionomia e comportamento' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/geneticista-questiona-associacoes-entre-fisionomia-e-comportamento/' displayText='share'></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cooperação para ampliar o impacto da ciência brasileira</title>
		<link>http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/23/cooperacao-para-ampliar-o-impacto-da-ciencia-brasileira/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cooperacao-para-ampliar-o-impacto-da-ciencia-brasileira</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 22:51:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno de Pierro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[Pol. Públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Cooperação entre estados para ampliar o impacto da ciência brasileira]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118835" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-118835" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/01-mesa-web-300x213.jpg" width="300" height="213" /><p class="wp-caption-text">Representantes das entidades científicas durante a cerimônia de abertura do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap)</p></div>
<p>Uma série de propostas voltadas ao desafio de ampliar o impacto internacional da ciência produzida no Brasil foi apresentada quinta-feira, dia 23 de maio, pelo diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, aos participantes do 35º Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Assim, entre as idéias que devem debater na sede da FAPESP até a sexta, 24, os diretores das Faps e dirigentes de instituições do sistema federal de ciência e tecnologia, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), podem incluir:</p>
<p>• liberação do pesquisador de tarefas administrativas e de gestão para que se amplie o seu tempo de dedicação à pesquisa;</p>
<p>• ampliação da cooperação internacional;</p>
<p>• aumento da visibilidade e do impacto de pelo menos alguns periódicos científicos publicadas no país;</p>
<p>• sinalização para a comunidade científica de que a Fap valoriza mais o conteúdo e o impacto de cada artigo científico do que a conquista da para a capa da revista científica.</p>
<p>Essas questões devem encorpar a pauta da reunião que já previa discussões sobre os desafios do financiamento e dos acordos de cooperação entre as próprias fundações estaduais e entre estas e as instituições federais de fomento à pesquisa. Aliás, ao abrir a cerimônia que antecedeu os debates a portas fechadas do fórum, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, chamou essa cooperação efetiva entre as Faps de federalismo cooperativo e o exemplificou com alguns acordos que imediatamente depois de sua fala foram firmados entre a fundação paulista e congêneres de outros estados, como aquele assinado com a fundação do Amazonas (Fapeam), tendo por objeto o apoio a projetos destinados a ampliar o conhecimento sobre a Amazônia. “Entendemos que isso é parte desse esforço de ação cooperativa”, disse.</p>
<p>Ponto que mereceu referência de em algumas falas na manhã de quinta-feira foi o excesso de burocracia que emperra o processo de financiamento e de execução de um maior volume de pesquisas no país. O presidente do Confap e presidente da fundação de Santa Catarina, Sérgio Luiz Gargioni, que também é professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), citou a propósito um relatório publicado este ano pelo Banco Mundial, de acordo com o qual se gasta no Brasil 2.600 horas por ano (h/a) para a tarefa de pagar impostos, enquanto isso consome na Rússia, por exemplo, 177 h/a e na China, 338 h/a. “Temos um alto nível de ineficiência com a burocracia, levamos 119 dias para abrir uma empresa no Brasil”, criticou.</p>
<div id="attachment_118834" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-118834" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Brito-web-300x213.jpg" width="300" height="213" /><p class="wp-caption-text">Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, fala aos participantes do 35º Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap)</p></div>
<p>Dificuldades burocráticas e outras à parte, o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, observou que as Faps em conjunto já se encontram num patamar importante dentro do sistema de agências de fomento à pesquisa, o que fica evidenciado com o orçamento de R$ 2,2 bilhões que executaram em 2012, equivalente ao do CNPq. “Isso mostra o quanto tem sido importante a participação das fundações para a comunidade científica e tecnológica do país”, disse. Ele abordou alguns programas financiados por convênios entre o CNPq e as fundações, como o Pronex, em torno de núcleos de excelência, o Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR), com bolsas diferenciadas para jovens doutores se espalharem pelo país, e o Programa de Núcleos Emergentes, entre outros. O presidente do CNPq aproveitou para anunciar a criação formal, na próxima semana, do Global Research Council, um conselho global das agências de fomento nacionais, inspirado no modelo brasileiro do Confap. A iniciativa é resultado de parceria entre a National Science Foundation, dos Estados Unidos, a Fundação Alemã de Pesquisa Científica (DFG) e o CNPq.</p>
<p>No âmbito da inovação e desenvolvimento tecnológico, o representante da Finep, José Zeno Fontana, deu detalhes sobre oTecnova, programa cuja meta é apoiar, em parceria com as Faps, 800 empresas em todo o território nacional. “A estratégia é aumentar a capilaridade dos recursos para juntar as vontades e demandas regionais com as prioridades do governo federal”, disse. O secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias, acredita que “o Tecnova pode ser uma via nova de trabalhar de forma descentralizada com as Faps”.</p>
<p>Já o assessor especial do governo do estado de São Paulo para assuntos estratégicos, João Carlos de Souza Meirelles, representando o governador Geraldo Alckmin reforçou a importância de se pensar a atuação das fundações para além da divisão administrativa dos estados. “O Confap tem a responsabilidade de garantir a integração entre as entidades de pesquisa científica ou tecnológica”, observou.</p>
<p>A palestra de Brito Cruz, com as propostas da FAPESP visando ao maior impacto da produção científica brasileira, encerrou a parte aberta do fórum. Dando suporte às sugestões já citadas, ele defendeu a criação de escritórios para administrar projetos nas universidades brasileiras inspirados nos Grant Management Offices de grandes universidades do mundo. Nesse modelo, os pesquisadores ficam livres para se dedicar somente aos afazeres da ciência, cabendo a funcionários capacitados o trabalho de lidar com contratos e prestação de contas.</p>
<p>As FAPs, ele destacou, “têm papel fundamental no financiamento à pesquisa no Brasil, porque respondem por 32% do financiamento por agências no país. Esse percentual era de 23% em 2006, o que demonstra crescimento significativo. Além do crescimento quantitativo, tem também um crescimento institucional, com a estabilidade das fundações”.
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Cooperação para ampliar o impacto da ciência brasileira' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/23/cooperacao-para-ampliar-o-impacto-da-ciencia-brasileira/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Cooperação para ampliar o impacto da ciência brasileira' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/23/cooperacao-para-ampliar-o-impacto-da-ciencia-brasileira/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Cooperação para ampliar o impacto da ciência brasileira' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/23/cooperacao-para-ampliar-o-impacto-da-ciencia-brasileira/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Cooperação para ampliar o impacto da ciência brasileira' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/23/cooperacao-para-ampliar-o-impacto-da-ciencia-brasileira/' displayText='share'></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica</title>
		<link>http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/22/alpha-delphini-faz-sua-primeira-expedicao-cientifica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=alpha-delphini-faz-sua-primeira-expedicao-cientifica</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 18:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elton Alisson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistapesquisa.fapesp.br/?p=118603</guid>
		<description><![CDATA[Barco Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica em junho]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118609" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Alpha-Delphini.jpg" rel="lightbox[118603]" title="Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica"><img class="size-medium wp-image-118609" alt="O Alpha Delphini de 26 metros de comprimento custou R$ 5,5 milhões e tem capacidade de transportar dez cientistas, além da tripulação" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Alpha-Delphini-300x213.jpg" width="300" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">O Alpha Delphini de 26 metros de comprimento custou R$ 5,5 milhões e tem capacidade de transportar dez cientistas, além da tripulação</p></div>
<p><strong>Agência FAPESP</strong> – A comunidade científica do Estado de São Paulo ganhará nas próximas semanas uma segunda nova embarcação, em um período de um ano, para a realização de pesquisas oceanográficas. Trata-se do barco Alpha Delphini, que deverá iniciar na primeira semana de junho sua primeira expedição científica.</p>
<p>Primeiro barco oceanográfico inteiramente construído no Brasil, <a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/31363/emu-aquisicao-barco-pesquisa-oceanografica/" target="_blank">o Alpha Delphini integra um projeto</a>, submetido à FAPESP pelo Instituto Oceanográfico (IO), da Universidade de São Paulo (USP), no âmbito do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU). Foi construído com o objetivo de aumentar a capacidade de pesquisa em oceanografia no Estado.</p>
<p>O projeto também incluiu a <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/06/14/a-chegada-do-alpha-crucis/" target="_blank">aquisição do navio oceanográfico Alpha Crucis</a>, inaugurado em maio de 2012, que já fez até agora <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/01/11/viagem-pioneira/" target="_blank">sete cruzeiros, incluindo de testes e para fins de pesquisa</a>.</p>
<p>“As duas embarcações se complementam perfeitamente em termos de possibilidades de pesquisas oceanográficas e foram concebidas para atuar dessa forma”, disse Michel Michaelovitch de Mahiques, diretor do IO-USP.</p>
<p>“O Alpha Delphini tem autonomia e capacidade de pesquisa intermediária entre as pequenas embarcações e os navios oceanográficos disponíveis para pesquisa no Estado de São Paulo e completa uma necessidade que tínhamos de contar com uma embarcação que cobrisse o que chamamos de plataforma continental – uma área que começa na linha da costa e atinge até 200 metros de profundidade”, explicou.</p>
<p>De acordo com Mahiques, o custo total do barco foi de R$ 5,5 milhões. O programa EMU da FAPESP destinou R$ 4 milhões para a construção da embarcação e o restante – motores e uma série de equipamentos científicos – foi financiado com recursos do próprio IO-USP.</p>
<p>O barco – batizado com o nome de uma estrela binária que orbita a constelação de Delphinus (golfinho, na tradução do latim), vista do hemisfério Norte – tem 26 metros de comprimento e capacidade de transportar dez pesquisadores, além da tripulação. Ele foi construído no estaleiro Inace, no Ceará.</p>
<p>A autonomia de navegação do Alpha Delphini é de 10 a 15 dias, dependendo do número de tripulantes, e ele poderá operar em toda a faixa de 200 milhas marítimas da fronteira litorânea.</p>
<p>“Estimamos que a demanda pela utilização do Alpha Delphini será maior do que a do Alpha Crucis, porque é uma embarcação mais adequada para pesquisas na plataforma continental e permite realizar cruzeiros mais curtos e com um custo menor do que os do navio oceanográfico”, comparou Mahiques.</p>
<p>Segundo o pesquisador, como faz parte do programa EMU, o barco poderá ser solicitado para pesquisas de qualquer universidade, inclusive de instituições privadas. Mas o regulamento estabelece prioridade para certos casos, como os projetos financiados pela FAPESP e para uso de pesquisadores do IO-USP. Em seguida, têm preferência os projetos das outras duas universidades estaduais paulistas – Unesp e Unicamp.</p>
<p>“O Alpha Delphini é uma embarcação oceanográfica com as características ideais para a maioria das instituições de pesquisa do Brasil, porque é um barco de porte médio, com um custo relativamente baixo, se comparado aos navios oceanográficos, e com condições de permitir estudos na plataforma continental para os quais há uma demanda muito grande”, avaliou Mahiques.</p>
<p>“O barco também tem a importância simbólica de ser a primeira embarcação oceanográfica construída no Brasil, o que demonstra que a indústria nacional tem condições de fazer embarcações de pesquisa”, destacou.</p>
<p><strong>Primeira expedição<br />
</strong>A primeira expedição científica do Alpha Delphini está marcada para o início de junho no litoral de Pernambuco, entre a ilha de Itamaracá e o arquipélago de Fernando de Noronha, além da zona costeira de Recife.</p>
<p>Prevista para durar 15 dias, a expedição faz parte de um <a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/46172/estudo-equilibrio-ciclo-carbono-regiao/" target="_blank">Projeto Temático</a>, realizado por pesquisadores do IO-USP em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com a participação da Agence Nationale de la Recherche (ANR), da França, no âmbito de um acordo entre a FAPESP e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).</p>
<p>O objetivo da expedição é avaliar o papel das regiões oceânica e costeira de Pernambuco como absorvedoras ou liberadoras de carbono e identificar quais zonas atuam de uma forma ou de outra.</p>
<p>Região de bifurcação da corrente marinha que vem da África e que se divide – com uma parte da massa d’água seguindo em direção à região Norte e outra para a região Sul do Brasil –, a zona oceânica de Pernambuco sempre foi pouco compreendida, de acordo com Elisabete de Santis Braga, professora do IO-USP e coordenadora do projeto.</p>
<p>Por sua vez, a região costeira do Estado vem aumentando nos últimos anos as emissões de carbono tanto de fração orgânica como de inorgânica, em razão de fatores como o aumento desordenado da ocupação humana.</p>
<p>“A possibilidade de irmos com o barco até Fernando de Noronha possibilitará obter informações oceânicas daquela região, que atua como um pequeno sorvedor de carbono, com águas pobres em nutrientes”, disse Braga.</p>
<p>“À medida que nos aproximarmos da zona costeira de Recife também verificaremos se há uma retenção maior de carbono naquela área em função mesmo da fertilização da água pela atividade humana, que pode ser revertida em um processo positivo se conhecermos melhor sua dinâmica”, avaliou.</p>
<p>Para obter informações sobre transporte de carbono nas regiões oceânica e costeira de Pernambuco, os dez pesquisadores participantes da primeira expedição coletarão amostras de água e de organismos.</p>
<p>Por meio de equipamentos de sondagem, como o CTD (em inglês: conductivity, temperature, depht), será possível obter, por exemplo, dados sobre a condutividade (usada para o cálculo da salinidade), temperatura e profundidade do mar, além da corrente, a velocidade do fluxo e a direção das massas de água.</p>
<p>Já por meio de um equipamento chamado rosette ou carrossel, com garrafas de Niskin de 5 litros, os pesquisadores pretendem conseguir amostras de água de diferentes profundidades para análises químicas e biológicas de aspectos como teor de CO2, índice de pH e composição de nutrientes.</p>
<p>Durante a expedição também serão realizadas coletas de fitoplâncton, para medir a fertilidade da água e o potencial que apresenta para produzir organismos do primeiro nível da cadeia alimentar marinha.</p>
<p>“A maior parte das análises químicas e biológicas da expedição será feita a bordo do barco oceanográfico utilizando os diversos equipamentos de química analítica do laboratório e da ecossonda disponíveis na própria embarcação”, disse Braga.</p>
<p>“O que não for possível ser analisado durante a viagem será congelado na câmara fria que o barco também possui para armazenar amostras de água, sedimentos e organismos, e estudado depois da expedição”, contou.</p>
<p><strong>Vinda a São Paulo</strong><br />
De acordo com Braga, a estreia do Alpha Delphini na expedição científica no litoral de Pernambuco se deveu a uma série de coincidências. Inicialmente o barco faria um cruzeiro de teste no litoral de Fortaleza, nas proximidades do estaleiro Inace, e desceria para São Paulo, onde seria oficialmente inaugurado, antes de ser ancorado no porto de Santos.</p>
<p>Os pesquisadores participantes do projeto no âmbito do acordo da FAPESP com a Facepe, no entanto, já haviam agendado a expedição e estavam com uma série de dificuldades para encontrar, no Nordeste, uma embarcação oceanográfica que pudesse ser alugada para a expedição. Nesse intervalo de tempo, o Alpha Delphini ficou pronto.</p>
<p>“Essa série de coincidências veio a calhar e permitirá usar o barco oceanográfico nessa expedição de exploração da zona equatorial, além de nos aproximarmos de pesquisadores de Pernambuco e trocarmos experiências”, avaliou Braga.</p>
<p>“Há muito tempo não fazemos uma expedição científica reunindo pesquisadores de universidades de diferentes regiões do país”, contou. Segundo a pesquisadora, a expedição também servirá para testar todos os equipamentos do Alpha Delphini. Se, eventualmente, for necessário a realização de algum reparo na embarcação, será possível retornar rapidamente ao estaleiro.</p>
<p>“Fizemos uma análise bem minuciosa do barco e simulamos todas as possibilidade de uso dele. Mas, se ainda for necessário algum pequeno ajuste, será bem mais fácil fazê-lo por não estarmos muito longe do estaleiro”, avaliou.</p>
<p>Atualmente, os pesquisadores fazem os últimos ajustes do barco no estaleiro e finalizam o treinamento da tripulação. Ao concluir a expedição, o Alpha Delphini seguirá para São Paulo, onde ficará ancorado no armazém número oito do porto de Santos.</p>
<p>Durante a viagem a São Paulo, uma nova equipe de pesquisadores, integrada por alunos do IO-USP, coletará dados sobre ciclagem de carbono. “Não podemos perder a oportunidade de coletar dados científicos durante o deslocamento da embarcação para São Paulo e dar a oportunidade aos nossos alunos de também participar das pesquisas”, afirmou Braga.</p>
<p>A ideia dos pesquisadores é de que, quando o barco não estiver em fase de pesquisas, ele permaneça aberto para visitação pública no porto de Santos.
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/22/alpha-delphini-faz-sua-primeira-expedicao-cientifica/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/22/alpha-delphini-faz-sua-primeira-expedicao-cientifica/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/22/alpha-delphini-faz-sua-primeira-expedicao-cientifica/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/22/alpha-delphini-faz-sua-primeira-expedicao-cientifica/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Plantas ameaçadas do cerrado são identificadas na Grande São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:24:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo de Oliveira Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Botânica]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Biólogos identificam 273 espécies exclusivas de cerrado na Grande São Paulo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118472" class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><img class="wp-image-118472" alt="Vista geral do Parque Estadual do Juquery" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Vista-geral-do-Parque-Estadual-do-Juquery-300x273.jpg" width="270" height="246" /><p class="wp-caption-text">Vista geral do Parque Estadual do Juquery</p></div>
<p>A apenas 38 quilômetros do centro da capital paulista, entre os municípios de Franco da Rocha e Caieiras, o Parque Estadual do Juquery guarda centenas de espécies características do cerrado, algumas delas, inclusive, consideradas extintas em outras regiões do Estado. A constatação é de um grupo de pesquisadores do Instituto Florestal (IF), vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Com base em um levantamento florístico realizado no parque, eles identificaram 420 espécies, das quais 273 são exclusivas da vegetação de cerrado, do tipo campestre e savânica. Detalhes do estudo foram publicados em março na <i>Série Registros</i>, editada pelo próprio IF.</p>
<p>Segundo João Batista Baitello, botânico do Instituto Florestal e responsável pela pesquisa, impressiona a quantidade de espécies presentes no parque que fizeram ou ainda fazem parte oficialmente do chamado livro vermelho de espécies ameaçadas. Na última edição deste catálogo (Resolução SMA 48 de 2004), cinco espécies com populações dentro dos limites do parque foram consideradas “presumivelmente extintas”. É o caso da <i>Oxypetalum capitatum</i>, subarbusto da família Asclepiadaceae recorrente em vegetação de campo-cerrado. Isso porque não havia registros de sua ocorrência nos herbários nos 50 anos anteriores à publicação.</p>
<p>A <i>Ipomoea </i><i>argentea</i>, arbusto da família Convolvuloaceae, com maior ocorrência em áreas de campo-cerrado, também já esteve na penúltima edição do mesmo livro (Resolução SMA 28 de 1998). Baitello explica que esse tipo de levantamento já havia sido feito antes, mas em escala muito menor. “Nosso estudo foi o primeiro a ser realizado naquela área. Concluímos que o Parque Estadual do Juquery engloba fragmentos de cerrado do Estado com elevado valor biológico”, afirmou.</p>
<div id="attachment_118473" class="wp-caption alignleft" style="width: 229px"><img class="wp-image-118473" alt="Ipomoea argentea, especie fez parte da listagem das ameacadas" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Ipomoea-argentea-especie-fez-parte-da-listagem-das-ameacadas-270x300.jpg" width="219" height="243" /><p class="wp-caption-text"><em>Ipomoea argentea</em>, espécie fez parte da listagem das ameacadas</p></div>
<p>A partir das espécies identificadas, os pesquisadores constataram que o parque está protegendo 28 espécies de plantas ameaçadas de extinção. “O resultado desse levantamento poderá implicar em uma revisão e enquadramento de novas categorias, de menores graus de ameaça, nas próximas edições do livro vermelho, visto que as espécies estão protegidas em uma unidade de conservação de proteção integral localizada em plena Região Metropolitana de São Paulo”, explicou o botânico. Para ele, essa ocorrência reforça a importância do parque como uma das principais unidades de conservação dessas populações no Estado.</p>
<p>O cerrado é o nome dado ao bioma brasileiro caracterizado principalmente pela vegetação campestre e savânica – formada, sobretudo, por gramíneas, subarbustos, arbustos e pequenas árvores que se desenvolvem em regiões de áreas planas e de clima tropical com recorrência de períodos de seca. Atualmente, ele cobre cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados (km²), o que representa quase 23% do território nacional – é menor apenas que a Amazônia, que ocupa cerca de 3,5 milhões de km².</p>
<p>Um dos 25 biomas terrestres mais biodiversos e ameaçados do planeta, o cerrado em São Paulo ocupava 35 mil km² do território em 1800. Até 1962, 96,9% de sua cobertura original manteve-se preservada. Mas, segundo Baitello, a forte expansão da ocupação humana por todo o Estado a partir da segunda metade do século XX reduziu significativamente a vegetação original do bioma. “Em 39 anos de análise, o cerrado no Estado perdeu 94,1% de sua área original”, disse.</p>
<p>Hoje, o cerrado remanescente encontra-se altamente fragmentado e comprometido biologicamente, visto que ocupa apenas 0,83% da superfície do Estado. “Apenas 8,5%, aproximadamente, dos fragmentos remanescentes estão protegidos em unidades de conservação, o que corresponde a cerca de 17 mil hectares (170 km²)”, ressaltou o botânico. Na sua avaliação, não bastasse isso, o processo de fragmentação das vegetações de cerrado tem desencadeado a perda de habitats e de biodiversidade, reduzindo drasticamente o tamanho das populações, especialmente das de espécies raras. “Ela [a fragmentação] afeta o ecossistema em todos os níveis, interrompendo interações entre insetos e plantas, fauna e flora em geral, além de diminuir a rede de polinização, fragilizando e diminuindo a capacidade de recuperação dos ecossistemas”, explicou.</p>
<div id="attachment_118474" class="wp-caption alignright" style="width: 205px"><img class="size-medium wp-image-118474" alt="Oxypetalum capitatum, especie considerada presumivelmente extinta nos livros vermelhos" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Oxypetalum-capitatum-especie-considerada-presumivelmente-extinta-nos-livros-vermelhos-195x300.jpg" width="195" height="300" /><p class="wp-caption-text"><em>Oxypetalum capitatum</em>, especie considerada presumivelmente extinta nos livros vermelhos</p></div>
<p>No Parque Estadual do Juquery, a área de ocorrência de cerrado é de 1.173 hectares, o que representa 0,5% da área total remanescente no Estado de São Paulo, que é de 238 mil hectares. “Embora não tenhamos dados concretos é provável que o remanescente de cerrado periférico no Planalto Paulistano não represente mais que 0,8% da área restante do bioma no Estado”, disse.</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, a ocorrência de vegetação de cerrado em áreas de influência da mata atlântica se deve, entre outros fatores, à presença de solos de baixa fertilidade e as chamadas “<i>stones lines</i>” – uma linha de pedra a cerca de 30 centímetros de profundidade –, condição que dificulta o desenvolvimento de vegetação de porte maior. A região onde se insere o parque revela um regime climático com estação seca menos severa do que nas áreas principais de ocorrência dos cerrados no Estado.</p>
<p>Por isso, os pesquisadores recomendam a busca de outras áreas de ocorrência desses cerrados periféricos no domínio da mata atlântica na região de entorno do parque, com o intuito de criar novas unidades de conservação que preservem a diversidade biológica particular da região. “O cerrado é um banco de moléculas ainda a explorar e a sua biodiversidade é matéria-prima para a biotecnologia com ilimitadas possibilidades futuras”, afirmou Baitello. “É preciso estimular políticas públicas que levem à criação de novas unidades de conservação, instrumento que ainda está longe do mínimo requerido para uma proteção efetiva dessas particularidades”, concluiu.</p>
<p><i>Publicação</i> <i>científica</i><br />
BAITELLO, J. B., AGUIAR, O. T., PASTORE, J. A. e ARZOLLA, F. A. R. D. P. Parque Estadual do Juquery: refúgio de cerrado no domínio atlântico. <b>Série Registros</b>. IF Sér. Reg. São Paulo n. 50, p. 1-46. mar. 2013.
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Plantas ameaçadas do cerrado são identificadas na Grande São Paulo' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/21/plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Plantas ameaçadas do cerrado são identificadas na Grande São Paulo' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/21/plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Plantas ameaçadas do cerrado são identificadas na Grande São Paulo' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/21/plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Plantas ameaçadas do cerrado são identificadas na Grande São Paulo' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/21/plantas-ameacadas-do-cerrado-sao-identificadas-na-grande-sao-paulo/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Ornitólogo fala da descoberta de novas espécies de aves da Amazônia</title>
		<link>http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/17/ornitologo-comenta-a-descoberta-de-novas-especies-de-aves-da-amazonia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=ornitologo-comenta-a-descoberta-de-novas-especies-de-aves-da-amazonia</link>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 18:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Podcast]]></category>

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		<description><![CDATA[Ornitólogo comenta a descoberta de novas espécies de aves na Amazônia]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa Brasil conversa no estúdio da Rádio USP com o professor Luís Fábio Silveira, curador das coleções ornitológicas do Museu de Zoologia da USP, sobre a maior descoberta da ornitologia brasileira dos últimos 140 anos, em que <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/novas-aves-da-amazonia/" target="_blank">15 novas especies de aves amazônicas foram descritas simultaneamente</a>.</p>
<p>Também nesta edição, o químico e historiador da Universidade Federal de Minas Gerais, Carlos Alberto Filgueiras, apresenta o relançamento do manual “Governo de mineiros mui necessário para os que vivem distantes de professores seis, oito, dez e mais léguas, padecendo por esta causa os seus domésticos e escravos queixas, que pela dilação dos remédios se fazem incuráveis e as mais das vezes mortais”, pelo Arquivo Histórico de Minas Gerias.</p>
<p>Lançado em 1770 pelo cirurgião português José Antonio Mendes, o <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/conselhos-de-cirurgiao/" target="_blank">livro fornecia informações práticas sobre tratamentos médicos disponíveis aos escravos</a>, que trabalhavam de sol a sol na mineração, na lavoura e outros serviços pesados.</p>
<p><strong>Programação Musical:</strong><br />
Mosca na sopa – Raul Seixas<br />
Terra – Caetano Veloso<br />
Toré – Quinteto Armorial<br />
O trem das cores – Caetano Veloso<br />
Tudo o que você podia ser – Milton Nascimento</p>
<p><em>Apresentação: Fabrício Marques</em><br />
<em> Produção e roteiro: Biancamaria Binazzi</em><br />
<em> Gravação e Montagem: Beto Alves (Rádio USP)</em></p>
<p><em>Pesquisa Brasil</em> vai ao ar todas as sextas-feiras às 13:00, pela <a href="http://www.radio.usp.br/" target="_blank">Rádio USP</a>.<br />
<a href="http://feeds.feedburner.com/podcastrevistapesquisafapesp" target="_blank">Assine <em>Pesquisa Brasil</em> como podcast!</a></p>
<p><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Pesquisa-39-Aves-da-Amazonia-1.mp3" target="_blank">Baixar o MP3</a><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/category/multimidia/podcast/" target="_blank"><em><br />
Veja aqui o arquivo do Pesquisa Brasil</em></a>
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Ornitólogo fala da descoberta de novas espécies de aves da Amazônia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/17/ornitologo-comenta-a-descoberta-de-novas-especies-de-aves-da-amazonia/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Ornitólogo fala da descoberta de novas espécies de aves da Amazônia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/17/ornitologo-comenta-a-descoberta-de-novas-especies-de-aves-da-amazonia/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Ornitólogo fala da descoberta de novas espécies de aves da Amazônia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/17/ornitologo-comenta-a-descoberta-de-novas-especies-de-aves-da-amazonia/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Ornitólogo fala da descoberta de novas espécies de aves da Amazônia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/17/ornitologo-comenta-a-descoberta-de-novas-especies-de-aves-da-amazonia/' displayText='share'></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasileiro ajuda a desvendar mistérios do DNA com tripla hélice</title>
		<link>http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/16/brasileiro-desvenda-os-misterios-do-dna-com-tripla-helice/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=brasileiro-desvenda-os-misterios-do-dna-com-tripla-helice</link>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Professor Eduardo Gorab fala dos mistérios do DNA com tripla hélice]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/bVVYqp0tEbU" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O pesquisador Eduardo Gorab, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), explica neste vídeo produzido pela equipe da revista Pesquisa FAPESP o método desenvolvido por ele que utiliza um antigo anticorpo para reconhecer um tipo raro de estrutura presente no material genético de moscas: <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/o-efeito-da-tripla-helice/" target="_blank">moléculas de DNA compostas de três fitas entrelaçadas de bases nitrogenadas, em vez da tradicional dupla hélice</a>, a conformação padrão do ácido desoxirribonucleico.</p>
<p>&#8220;A tripla hélice é uma das possibilidades, assim como uma simples fita também é outra possibilidade, uma única cadeia, e também as hélices quádruplas, os quartetos. Existem várias possibilidades. Existem, inclusive, outras conformações dentro da dupla hélice, a forma &#8216;A&#8217; do DNA, a forma &#8216;Z&#8217;. O grande desafio dessa história é chegarmos ao papel biológico dessas estruturas, digamos, alternativas&#8221;, declara o professor do IB-USP.</p>
<p>De acordo com Gorab, a inusitada tripla hélice se encontrava na heterocromatina, região cromossômica em que o DNA permanece compactado ao lado de proteínas e de RNA, o ácido ribonucleico. Por isso, quando identificou a tripla hélice no interior dessa região, Gorab suspeitou que ela pudesse estar associada ao processo de desativação de genes, de comum ocorrência na heterocromatina. No entanto, um estudo publicado em 27 de janeiro deste ano na revista científica Nature Structural &amp; Molecular Biology pelo brasileiro e colegas da Europa e do Japão sugere novas possibilidades para o papel das triplas hélices no núcleo celular.</p>
<p>&nbsp;
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Brasileiro ajuda a desvendar mistérios do DNA com tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/16/brasileiro-desvenda-os-misterios-do-dna-com-tripla-helice/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Brasileiro ajuda a desvendar mistérios do DNA com tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/16/brasileiro-desvenda-os-misterios-do-dna-com-tripla-helice/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Brasileiro ajuda a desvendar mistérios do DNA com tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/16/brasileiro-desvenda-os-misterios-do-dna-com-tripla-helice/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Brasileiro ajuda a desvendar mistérios do DNA com tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/16/brasileiro-desvenda-os-misterios-do-dna-com-tripla-helice/' displayText='share'></span></p>
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		<title>FAPESP anuncia 17 novos CEPIDs com investimentos de US$ 680 mi</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 12:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia Izique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[FAPESP anuncia 17 novos CEPIDs com investimento total de US$ 680 milhões]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117980" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/centros-pesquisa.jpg" rel="lightbox[117979]" title="FAPESP anuncia 17 novos CEPIDs com investimentos de US$ 680 mi"><img class="size-full wp-image-117980" alt="Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) em diversas áreas do conhecimento reunirão mais de 600 cientistas do Brasil e do exterior" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/centros-pesquisa.jpg" width="200" height="167" /></a><p class="wp-caption-text">Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) em diversas áreas do conhecimento reunirão mais de 600 cientistas do Brasil e do exterior</p></div>
<p><strong>Agência FAPESP</strong> – A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) divulgou os 17 novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs). Os Centros, que reúnem 535 cientistas do Estado de São Paulo e 69 de outros países – na condição de pesquisadores principais ou associados –, serão custeados pela FAPESP e pelas instituições-sede por meio de financiamento de pesquisadores, pessoal técnico e de apoio e de investimentos em infraestrutura, por um período de 11 anos.</p>
<p>O investimento total estimado é de US$ 680 milhões, sendo US$ 370 milhões da FAPESP e US$ 310 milhões em salários pagos pelas instituições-sede aos pesquisadores e técnicos. Os Centros contarão ainda com fundos adicionais aportados por indústrias parceiras e por outras agências de fomento à pesquisa. Trata-se de um dos maiores investimentos em programa de pesquisa apoiado por agência de fomento já anunciados no Brasil.</p>
<p>“O financiamento de grande porte e de longo prazo permite ousar nos objetivos de pesquisa, garante a consolidação da equipe e, ao mesmo tempo, confere maior escala à pesquisa científica e tecnológica no Estado”, afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. Cada um dos CEPIDs será apoiado por um comitê consultivo internacional e os resultados e planos de pesquisa serão avaliados pela FAPESP no 2º, 4º e 7º anos.</p>
<p>O processo de seleção mobilizou 150 revisores brasileiros e estrangeiros e um comitê internacional formado por 11 cientistas convidados, além dos comitês internos da FAPESP. As 90 propostas, apresentadas no âmbito do Programa CEPID, foram avaliadas pelo mérito científico, ousadia, originalidade, competitividade internacional e pela qualificação das equipes e suas lideranças.</p>
<p>As 17 propostas aprovadas envolvem os seguintes temas de pesquisa: alimentação e nutrição; vidros e cerâmica; materiais funcionais; neurociência e neurotecnologia; doenças inflamatórias; biodiversidade e descoberta de novas drogas; toxinas, resposta imune e sinalização celular; neuromatemática; ciências matemáticas aplicadas à indústria; obesidade e doenças associadas; terapia celular; estudos metropolitanos; genoma humano e células-tronco; engenharia computacional; processos oxidantes e antioxidantes em biomedicina; violência; óptica, biofotônica e física atômica e molecular.</p>
<p>As equipes dos CEPIDs têm composição multidisciplinar e são formadas por pesquisadores principais, associados e visitantes, pós-doutores, estudantes de pós-graduação e técnicos, com apoio de pessoal qualificado para a administração e gestão.</p>
<p>A característica mais importante dos CEPIDs é a multiplicidade de sua missão. Além de desenvolver investigação fundamental ou aplicada, focada em temas específicos e objetivos, os Centros devem procurar ativamente oportunidades para contribuir com a inovação por meio do desenvolvimento de meios eficazes de transferência de tecnologia. São também responsáveis por oferecer atividades de extensão voltadas para o ensino fundamental e médio e ao público em geral. Os projetos preveem o envolvimento de estudantes e professores em atividades de investigação e formação e incluem ações de divulgação da ciência.</p>
<p><strong>Novo paradigma para a ciência</strong><br />
O Programa CEPID foi iniciado pela FAPESP em 2000, com suporte a 11 centros de pesquisa no período de 2001 a 2013. Todos atingiram os objetivos propostos em seus planos de pesquisa, inovação e difusão, constituindo, ao longo do período de financiamento, plataformas translacionais de pesquisa, desde a ciência básica até a aplicação do conhecimento.</p>
<p>Em 2011, foi anunciada uma segunda chamada de pesquisa, por meio da qual foram selecionados os 17 CEPIDs agora anunciados. Sete dos 11 CEPIDs de 2000 ampliaram o seu escopo de investigação e tiveram novos planos de pesquisa, inovação e difusão aprovados no edital de 2011.</p>
<p>O Centro de Estudos da Metrópole (CEM), por exemplo, tendo se consolidado como um centro de referência na observação georreferenciada de cidades, ampliará o foco de investigação para analisar o papel das políticas do Estado na redução da pobreza e da desigualdade.</p>
<p>Os novos Centros, selecionados no edital de 2011, iniciam as atividades em 2013. Veja abaixo a lista dos novos CEPIDs apoiados pela FAPESP e escopo de atuação.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Descoberta de Novas Drogas</strong><br />
O Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Descoberta de Novas Drogas realizará desde a prospecção biológica da flora brasileira para a identificação e seleção de compostos com atividades antiparasitária, antibacteriana e anticancerígena até análise pré-clínica in vitro e in vivo de compostos candidatos, além de estudos de toxicologia e de farmacocinética, com o objetivo de desenvolver medicamentos patenteáveis. Atuará em colaboração com a indústria farmacêutica e com institutos de pesquisa do setor da saúde, desenvolverá programa para estudantes de graduação e pós-graduação e promoverá atividades para alunos do ensino fundamental e médio, além da educação de professores.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular desenvolverá estudos sobre os mecanismos bioquímicos, moleculares e celulares de toxinas com potenciais terapêuticos, com o objetivo de estabelecer provas de conceito com base em análises de redes de sinalização molecular. A expectativa é transferir para a indústria os resultados da pesquisa, por meio de processo mediado pelo Escritório de Transferência de Tecnologia do Instituto Butantan. Está prevista a implementação de atividades relacionadas à educação e difusão do conhecimento como, por exemplo, a exploração da vocação educativa dos museus do Instituto Butantan.</p>
<p><strong>Centro de Terapia Celular</strong><br />
O Centro de Terapia Celular terá foco em pesquisa básica e aplicada em células-tronco, num ambicioso programa multidisciplinar visando ao estudo das características moleculares, celulares e biológicas de células normais e patológicas e a avaliação crítica do seu potencial uso terapêutico. O objetivo é gerar linhagens brasileiras a serem utilizadas em estudos pré-clínicos, investigar os mecanismos envolvidos no estado de pluripotência, assim como em doenças como disceratose congênita, anemia de Fanconi, hemofilia A e doença de Parkinson. Todos os estudos visam à produção em grande escala de células-tronco, de forma a permitir a sua utilização clínica potencial. O Centro tem projeto sólido de transferência de tecnologia centrado na melhoria da saúde pública e conta com um programa de educação especialmente focado em educação de ciências, iniciado em 2000, na chamada do Programa CEPID.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica realiza pesquisa básica em física de matéria fria, plasmônica e biofotônica, mirando também o desenvolvimento de aplicações inovadoras e práticas como, por exemplo, biossensores ultrassensíveis e diagnóstico e tratamento de doenças, entre outros. O objetivo é associar o conhecimento científico à inovação tecnológica, promover a instalação de start-ups e colaborar com iniciativas de empresas já existentes. O Centro – constituído na primeira chamada do Programa CEPID, em 2000 – conta com um canal de TV em operação 24 horas por dia e com uma gama diversificada de programas de educação que abrangem todos os níveis de ensino.</p>
<p><strong>Centro de Estudos da Metrópole</strong><br />
O Centro de Estudos da Metrópole tem como objetivo central compreender o papel das políticas públicas e das instituições nos processos de crescimento econômico e de redução da pobreza e da desigualdade social. Formado por demógrafos, cientistas políticos, sociólogos, geógrafos e antropólogos, o Centro tem uma agenda de pesquisa organizada em quatro linhas de ação: a análise da relação entre mudança, democracia e desigualdade no Brasil nos últimos 50 anos; o impacto da políticas públicas na redução da pobreza; o papel das instituições políticas; e as diferentes formas de governança em áreas urbanas. Constituído como CEPID na primeira chamada do programa, em 2000, o Centro oferece dados e assistência técnica em políticas públicas às instituições, além de disponibilizar ferramentas de geoprocessamento e banco de dados à comunidade acadêmica, escolas, entre outros.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Alimentos</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Alimentos será o primeiro centro de pesquisa focado em alimentação e nutrição no Brasil. Organizado em quatro linhas de investigação – sistemas biológicos em alimentos; alimentação, nutrição e saúde; segurança e qualidade dos alimentos; e novas tecnologias e inovação –, o Centro terá a cooperação de setores da indústria de alimentos, governo e outras instituições de pesquisa. Por meio de cursos, web, TV, entre outros, o Centro comunicará os resultados de pesquisa para públicos distintos: comunidade científica, profissionais de nutrição, indústria, governo e sociedade em geral. Desenvolverá, ainda, um site interativo que dará acesso a um banco de dados com diferentes níveis de complexidade e que incluirá material didático para estudantes.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros</strong><br />
O Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros terá como meta desenvolver materiais vidrocerâmicos com novas funcionalidades como, por exemplo, alta resistência mecânica e condutividade elétrica, atividade biológica, óptica ou catalítica, entre outras. Os seus laboratórios concentrarão esforços na investigação de materiais ópticos (óculos de laser), materiais para reforço estrutural de uso odontológico, dispositivos para armazenamento de energia (eletrólitos e selantes para alta temperatura) e sistemas cataliticamente ativos. A agenda de pesquisa será complementada por atividades de educação e pelo desenvolvimento e transferência de tecnologia.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Matemática Aplicada à Indústria</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Matemática Aplicada à Indústria tem como objetivo transferir conhecimento matemático para outras áreas da ciência e da indústria. A principal estratégia do Centro será a construção de uma infraestrutura robusta no que diz respeito aos recursos humanos, equipamentos computacionais avançados, oportunidades de colaboração e outras facilidades, a fim de promover a cooperação interdisciplinar com a indústria e, mais especificamente, com os setores de manufatura, governo e serviços.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco</strong><br />
O Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco realizará pesquisa sobre genética e instabilidade genômica associadas ao envelhecimento e a doenças degenerativas, sobre mecanismos epigenéticos envolvidos na manifestação dessas doenças e sobre a variabilidade fenotípica de indivíduos com mutações de doenças mendelianas. O Centro desenvolverá também projeto por meio do qual irá comparar a variação do genoma e funcionamento do cérebro de indivíduos brasileiros saudáveis com mais de 80 anos e com um grupo de pessoas com mais de 60 anos. Está previsto o desenvolvimento de kits para o diagnóstico de doenças raras e o estabelecimento de parcerias com empresas start-ups de biotecnologia, além de programas de educação e difusão de ciência. O Centro ampliará o escopo de investigação do Centro de Pesquisa do Genoma Humano, apoiado no Programa CEPID em 2000, que teve como foco o estudo de expressão e diferenciação gênica em distúrbios genéticos complexos.</p>
<p><strong>Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia</strong><br />
O Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia investigará os mecanismos básicos da epilepsia e do acidente vascular cerebral, assim como as lesões associadas. A pesquisa tem aplicações relacionadas à prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação e contribuirá para a melhor compreensão da função cerebral. As investigações envolvem as áreas de genética, neurobiologia, farmacologia, neuroimagem, ciências da computação, robótica, física e engenharia.</p>
<p><strong>Centro para o Estudo da Violência</strong><br />
O Centro para o Estudo da Violência vai estudar a construção da legitimidade das instituições nas relações entre os cidadãos e funcionários públicos, tendo como foco a administração municipal, escola, centro de saúde, serviços de polícia e o aparato de justiça locais. A pesquisa envolverá comparações internacionais sobre temas como polícias e tribunais, habitação, uso do espaço público etc. Constituído como CEPID na primeira chamada do programa, em 2000, o Centro será parceiro de instituições como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mídia, organizações não governamentais, entre outros, para troca de informações estratégicas, metodologia de trabalho etc. Estão previstos a organização de um Centro de Debate Permanente sobre Violência, Direitos Humanos e Democracia em ambientes urbanos, além de workshops, seminários internacionais e cursos.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades terá como desafio buscar soluções para a obesidade, doença que resulta de um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, geralmente associado a diabetes, hipertensão, aterosclerose e alguns tipos de câncer. Apesar do grande avanço na caracterização dos mecanismos de controle da fome e da termogênese, a complexidade dos circuitos neurais e as dificuldades anatômicas para os estudos do hipotálamo humano dificultam o tratamento da obesidade. Além de compreender os seus mecanismos, o Centro buscará novas abordagens farmacológicas, nutricionais e físicas para o problema. Investirá, ainda, em programas de orientação preventiva para alunos do ensino médio e idosos e em métodos de triagem para a detecção de doenças associadas, em estreita relação com a indústria.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias investigará os mecanismos subjacentes às doenças inflamatórias com o objetivo de realizar pesquisa integrativa e translacional para identificar novos alvos terapêuticos. A pesquisa envolverá a triagem molecular de alto desempenho (HTS), modelagem de doenças in vivo e in vitro e síntese química, assim como a descoberta de novas moléculas naturais em plantas e na saliva de artrópodes. Selecionados os fármacos e biofármacos potenciais, o Centro protegerá a propriedade intelectual e coordenará estudos toxicológicos pré-clínicos e clínicos. As etapas do desenvolvimento de potenciais drogas serão realizadas em parceria com empresas públicas e privadas. O Centro promoverá, ainda, ações de divulgação de informações para a comunidade científica e para o público em geral e também para os pacientes com doenças inflamatórias.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina é uma rede multidisciplinar de pesquisadores focados na investigação de estratégias antioxidantes eficazes e biomarcadores de estresse oxidativo com grande potencial de aplicação tecnológica. O Brasil já tem liderança internacional em algumas áreas como perfumes, cosméticos e bioenergia, mas ainda não é competitivo nos mercados farmacêuticos, de dispositivos e diagnósticos médicos, de serviços ecológicos, entre outros. O Centro contará também com um laboratório central (Redoxome Analysis Platform), no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), para fornecer ferramentas analíticas no estado da arte para a avaliação de processos redox abertos para uso de pesquisadores. O Centro oferecerá cursos para estudantes de graduação e pós-graduação e de formação de professores, disponibilizará em site materiais complementares para aulas de ciências e atividades experimentais e promoverá atividades de iniciação científica para alunos de ensino médio.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa em Ciência e Engenharia Computacional</strong><br />
O Centro de Pesquisa em Ciência e Engenharia Computacional desenvolverá e aplicará técnicas de modelagem computacionais avançadas para solucionar problemas de fronteira em engenharia da computação e ciências. As investigações têm aplicação nas áreas de nanomateriais, sistemas biomoleculares complexos, de interesse para a saúde humana e bioenergia, bioinformática, materiais particulados, porosos e geofísica computacional, entre outros. O Centro abrigará uma divisão de Transferência de Tecnologia e contará também com uma unidade de Educação, Ciência e Divulgação, responsável pela organização e execução de atividades baseadas especialmente no desenvolvimento de materiais de e-learning voltados para professores e alunos da rede pública de ensino.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática</strong><br />
O Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática terá como objetivo integrar a modelagem matemática com a pesquisa básica e aplicada à neurociência que, cada vez mais, requer ferramentas matemáticas para analisar a enorme massa de dados gerados por recursos experimentais. Matemática é a ponte que pode integrar observações e explicações. Na área de transferência de tecnologia e inovação, o Centro vai se concentrar em produtos demandados por programas de saúde pública em neurorreabilitação, incluindo a concepção e análise de banco de dados padronizado e o desenvolvimento de ferramentas para apoiar o diagnóstico clínico, decisão e acompanhamento.</p>
<p><strong>Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais</strong><br />
O Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais é uma evolução do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos, que recebeu apoio financeiro da FAPESP na primeira fase do Programa CEPID e teve como foco de pesquisa a síntese de materiais com composição química, microestrutura e morfologia controladas. O novo centro utilizará essa competência para a pesquisa e desenvolvimento de materiais funcionais nanoestruturados, customizados para solucionar problemas relacionados à energia renovável, saúde e meio ambiente. O Centro contará com plantas-piloto de nanopartículas funcionais e estimulará a geração de novas empresas de base tecnológica. Oferecerá, ainda, programa de educação voltado para professores do ensino médio.
<p><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='FAPESP anuncia 17 novos CEPIDs com investimentos de US$ 680 mi' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/15/fapesp-anuncia-17-novos-cepids-com-investimentos-de-us-680-mi/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='FAPESP anuncia 17 novos CEPIDs com investimentos de US$ 680 mi' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/15/fapesp-anuncia-17-novos-cepids-com-investimentos-de-us-680-mi/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='FAPESP anuncia 17 novos CEPIDs com investimentos de US$ 680 mi' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/15/fapesp-anuncia-17-novos-cepids-com-investimentos-de-us-680-mi/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='FAPESP anuncia 17 novos CEPIDs com investimentos de US$ 680 mi' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/15/fapesp-anuncia-17-novos-cepids-com-investimentos-de-us-680-mi/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Farmacêuticas produzirão anticorpos monoclonais no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 19:48:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elton Alisson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Indústria brasileira passará a produzir anticorpos monoclonais]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117836" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Monoclonal_antibodies.jpg" rel="lightbox[117796]" title="Farmacêuticas produzirão anticorpos monoclonais no Brasil"><img class="size-medium wp-image-117836" alt="Investimento em biotecnologia por parte da Recepta e da Cristália ilustra a importância da inovação para as indústrias farmacêuticas, avaliam  cientistas brasileiros" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/Monoclonal_antibodies-300x213.jpg" width="300" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Investimento em biotecnologia por parte da Recepta e da Cristália ilustra a importância da inovação para as indústrias farmacêuticas, avaliam cientistas brasileiros</p></div>
<p><strong>Agência FAPESP</strong> – Duas empresas brasileiras, a Recepta Biopharma e a Cristália, ingressaram no seleto segmento de indústrias de biotecnologia aplicada à saúde humana que desenvolvem anticorpos monoclonais imunomoduladores (mAbs, na sigla em inglês).</p>
<p>A Recepta Biopharma, que produz moléculas para o tratamento do câncer, estabeleceu uma parceria com a indústria suíça 4-Antibody AG e com o Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer para tanto. Seguindo o mesmo caminho, a Cristália produz dois mAbs que entram agora em fase pré-clínica (de testes em animais).</p>
<p>Esse tipo de anticorpo se liga às células de defesa T e, com isso, destrava o sistema imunológico humano para que ele passe a reconhecer e atacar as células tumorais.</p>
<p>Segundo um artigo publicado na edição de março da revista <em>Nature Biotechnology</em>, além da 4-Antibody AG, as outras únicas empresas que desenvolvem imunomoduladores no mundo são a GlaxoSmithKline (GSK), a Medley e a Bristol-Meyers Squibb.</p>
<p>“Estamos no início de nossa operação e pretendemos dar uma grande contribuição, em parceria com o Instituto Ludwig e a 4-Antibody AG, tanto em relação ao desenvolvimento de linhagens celulares para a produção de anticorpos como na condução de testes clínicos”, disse José Fernando Perez, presidente da Recepta e ex-diretor científico da FAPESP, durante a mesa-redonda sobre “Ciência, tecnologia e inovação na saúde”, na reunião magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro, em 8 de maio.</p>
<p>Coordenada por Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente da FAPESP, a mesa-redonda reuniu, além de Perez, Luiz Eugênio de Souza, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e Ogari Pacheco, presidente da Cristália.</p>
<p>A proposta do encontro foi debater o estágio atual da pesquisa e desenvolvimento nas indústrias farmacêuticas brasileiras e a necessidade de estimular os investimentos em ciência, tecnologia e inovação no setor de saúde por meio do estabelecimento de parcerias entre empresas e universidades e instituições de pesquisa.</p>
<p>“A produção científica brasileira em saúde é semelhante à internacional, e é a área que mais demanda investimentos em pesquisa no país – a FAPESP, por exemplo, destina tradicionalmente entre 25% e 28% de seu orçamento para projetos de pesquisa em saúde. Por essas razões, é muito importante identificarmos quais os principais desafios enfrentados pelo setor para transformar o conhecimento gerado em inovação”, disse Krieger.</p>
<p>Na avaliação dos palestrantes, a entrada da Recepta Biopharma e da Cristália no segmento de produtos biotecnológicos ilustra a mudança de foco e a importância que a inovação passou a ter para as indústrias farmacêuticas brasileiras nos últimos anos com o advento da política de medicamentos genéricos.</p>
<p>Implementada no Brasil no início dos anos 2000, a política de medicamentos genéricos teve o mérito de possibilitar que algumas indústrias farmacêuticas brasileiras crescessem exponencialmente e pudessem competir com as multinacionais, além de estimular a formação de profissionais para atender ao aumento da demanda do setor, afirmaram os palestrantes.</p>
<p>Por outro lado, ela gerou um enorme déficit na balança comercial brasileira – porque praticamente toda a produção de medicamentos genéricos é feita com insumos importados –, além de uma briga entre as empresas para aumentar suas participações nesse mercado.</p>
<p>“Começamos a melhorar nos últimos anos algumas moléculas conhecidas com o objetivo de aumentar nossa participação de mercado e nos tornarmos mais competitivos em outros segmentos de mercado, além dos genéricos”, disse Pacheco, da Cristália.</p>
<p>Após seis anos de pesquisas, a empresa sintetizou o carbonato de iodenafila – princípio ativo do medicamento Helleva, lançado no final de 2007, e a quarta molécula usada hoje no mundo para o tratamento da disfunção erétil. As outras três são o citratro de sildenafila, utilizado no Viagra, da Pfizer; o tadalafila, princípio ativo do Ciallis, fabricado pela Eli Lilly; e o vardenafil, usado no Levitra, da Bayer.</p>
<p>A empresa sediada em Itapira, no interior de São Paulo, e detentora de 54 patentes também pretende inaugurar, até o fim deste ano, uma fábrica de princípios ativos oncológicos para produzir mAbs, outra de biofármacos e uma terceira de peptídeos. “Os dois mAbs que estamos desenvolvendo falam português com sotaque caipira”, brincou Pacheco.</p>
<p>A <a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/metapesquisa/?q=Crist%C3%A1lia" target="_blank">Cristália</a> e a <a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/metapesquisa/?q=recepta" target="_blank">Recepta</a> têm projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP.</p>
<p><strong>Conselho científico<br />
</strong>De acordo com Pacheco e Perez, um dos principais desafios para ingressar no segmento de biotecnologia aplicada à saúde humana foi atrair investidores.</p>
<p>“Muitas pessoas não acreditam que uma empresa de biotecnologia brasileira na área de saúde humana tem chance de dar certo, porque é algo com um enorme grau de incerteza que assusta muito os investidores; há poucas empresas de capital de risco no Brasil dispostas a assumir uma indefinição dessa natureza”, disse Perez.</p>
<p>Para fundar a Recepta, Perez conseguiu que o Instituto Ludwig se tornasse sócio da empresa, licenciasse a propriedade intelectual de quatro anticorpos monoclonais de seu portfólio que haviam demonstrado potencial para o desenvolvimento clínico e fizesse a transferência do conhecimento de desenvolvimento de mAbs.</p>
<p>A empresa também atraiu como investidores-anjos os empresários brasileiros Emílio Odebrecht e Jovelino Mineiro. No ano passado, o BNDES Par – braço de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – se tornou sócio da empresa.</p>
<p>“Nossos investidores estão satisfeitos com o desempenho da empresa e estão dispostos a aumentar suas apostas nos imunomoduladores, que exigirão um grande aumento de capital na empresa”, afirmou Perez.</p>
<p>Outro desafio enfrentado para ingressar nessa seara, de acordo com Perez e Pacheco, foi estruturar suas equipes de pesquisa e desenvolvimento e encontrar no mercado profissionais que tivessem experiência com a realização de pesquisas e testes clínicos – feitos até então no Brasil por multinacionais.</p>
<p>Para isso, a Cristália formou um conselho científico, composto por profissionais que passaram a atuar como captadores de projetos e “olheiros” de pesquisadores nas universidades que pudessem ser recrutados pela empresa.</p>
<p>“A partir da formação desse conselho científico, começamos a formar pacientemente uma equipe capaz de desenvolver produtos que não estavam protegidos por meio de patentes no Brasil”, contou Pacheco.</p>
<p>Por sua vez, a Recepta também foi buscar na universidade oncologistas que soubessem desenvolver protocolos clínicos.</p>
<p>“A redação de um protocolo clínico de qualidade é uma ‘arte’ ainda pouco desenvolvida no Brasil. É muito difícil identificar um oncologista que tenha experiência e consiga definir um protocolo clínico de qualidade, o que é essencial para o desenvolvimento de um projeto de uma nova droga”, disse Perez.</p>
<p>A empresa encontrou e contratou um oncologista com essa experiência na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e atualmente faz testes clínicos em 18 hospitais, espalhados por nove Estados brasileiros.</p>
<p>De acordo com Perez, a Recepta foi a primeira indústria brasileira a fazer um teste clínico multicêntrico de fase 2 (em pacientes) de um anticorpo monoclonal para o tratamento de câncer registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na Food and Drug Administration (FDA) – a agência regulatória de alimentos e fármacos dos Estados Unidos.</p>
<p>Os resultados preliminares positivos dos testes clínicos em pacientes com câncer de ovário e resistentes à quimioterapia fizeram com que a FDA concedesse, no início de 2012, a designação de <em>orfan drug</em> (droga órfã) para o anticorpo monoclonal desenvolvido pela empresa.</p>
<p>A designação não equivale à aprovação da droga, mas lhe concede alguns benefícios, como maior agilidade no processo de aprovação e necessidade de menos pacientes no teste clínico de fase 3. Também dá direito à empresa de ter sete anos de exclusividade sobre a eventual comercialização da droga e a possibilidade de obter financiamento da FDA, mesmo em se tratando de uma empresa sediada fora dos Estados Unidos.</p>
<p>“Produzimos também, pela primeira vez no Brasil, por meio de uma parceria com o Instituto Butantan, uma linhagem de um anticorpo monoclonal humanizado [<em>que não provoca reação imunológica do organismo humano</em>] que, infelizmente, ainda não conseguimos produzir no Brasil [<em>por não ter uma fábrica no país</em>]”, disse Perez. “Esperamos que essa situação mude rapidamente e já vemos sinais de que isso deve acontecer.”
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		<title>Folheie a edição 207</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<title>Por que dividir a comida</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revisor</dc:creator>
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<div id="attachment_117405" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117405" alt="Hora do lanche: dividir expressa amizade ou gratidão" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_207-4.jpg" width="290" height="362" /><p class="wp-caption-text">Hora do lanche: dividir expressa amizade ou gratidão</p></div>
<p>Os chimpanzés, nossos parentes mais próximos, compartilham comida por várias razões: para manter ou fortalecer os laços sociais com parentes ou amigos próximos, para retribuir alimentos que ganharam antes ou para evitar o custo de solicitações persistentes nesse sentido. A decisão sobre iniciar, tolerar ou resistir à transferência de comida envolve um cálculo complexo e inconsciente no qual os animais consideram o que eles têm em mãos, a natureza de suas relações com quem está pedindo, o grau de amizade com o solicitante e o custo de resistir aos pedidos, concluíram pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá (Animal Behavior, março). Para estudar os padrões de transferência de alimentos, que ajudariam a entender as motivações para a cooperação entre primatas, os cientistas fizeram um experimento com seis grupos de chimpanzés em cativeiro. Para cada grupo, com sete a nove animais, deram dois discos com 30 centímetros de diâmetro feitos de suco de fruta, água e amendoins. Dos 51 chimpanzés, 45 que tinham comida a compartilharam, deixando os animais se alimentarem de discos que estavam em suas mãos ou caídos no chão. Pedidos pouco enfáticos eram frequentemente ignorados e as demandas mais persistentes eram associadas a respostas que pareciam refletir o desejo de resistir às solicitações.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_2074.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Por que dividir a comida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/por-que-dividir-a-comida/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Por que dividir a comida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/por-que-dividir-a-comida/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Por que dividir a comida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/por-que-dividir-a-comida/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Por que dividir a comida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/por-que-dividir-a-comida/' displayText='share'></span></p>
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		<title>O efeito da tripla hélice</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Pivetta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biol. Celular]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Genética]]></category>

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		<description><![CDATA[DNA com três fitas pode regular expressão de certos genes ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117481" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117481" alt="Tripla hélice (em rosa) identificada  em cromossomo de mosca: modulação de genes" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/063-065_Helice_205-2.jpg" width="290" height="253" /><p class="wp-caption-text">Tripla hélice (em rosa) identificada<br />em cromossomo de mosca: modulação de genes</p></div>
<p>Há quatro anos, o pesquisador Eduardo Gorab, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), desenvolveu um método que usava um antigo anticorpo para reconhecer um tipo raro de estrutura presente no material genético de moscas das espécies <i>Rhynchosciara americana</i> e <i>Drosophila melanogaster</i>: moléculas de DNA compostas de três fitas entrelaçadas de bases nitrogenadas, em vez da tradicional dupla hélice, a conformação padrão do ácido desoxirribonucleico. A inusitada tripla hélice se encontrava na heterocromatina, região cromossômica em que o DNA permanece compactado ao lado de proteínas e de RNA, o ácido ribonucleico. Por isso, quando identificou a tripla hélice no interior dessa região, Gorab suspeitou que ela pudesse estar associada ao processo de desativação de genes, de comum ocorrência na heterocromatina. No entanto, um estudo publicado em 27 de janeiro deste ano na revista científica <i>Nature Structural &amp; Molecular Biology</i> pelo brasileiro e colegas da Europa e do Japão <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/16/brasileiro-desvenda-os-misterios-do-dna-com-tripla-helice/" target="_blank">sugere novas possibilidades para o papel das triplas hélices no núcleo celular</a>.</p>
<p>Com a ferramenta molecular criada por Gorab, o grupo internacional de pesquisadores encontrou na cromatina de embriões de camundongos triplas hélices formadas por cadeias de bases de conformação ligeiramente diferente da identificada no material genético das moscas. Em vez de três fitas espiraladas de DNA, as células dos animais apresentavam duas cadeias de DNA ligadas a uma de RNA. Tais triplas hélices foram identificadas num estágio bastante específico e inicial do processo de desenvolvimento do embrião, quando este tinha somente de duas a oito células. Nessa etapa da embriogênese, a presença das triplas hélices parecia aumentar a expressão de certos genes importantes para essa fase do processo. Em estágios mais avançados do embrião, quando esse conjunto de genes não era mais ativado, a fita de RNA acoplada às duas de DNA também não era mais detectada.  “<i>In vivo</i>, também vimos que, quando estimulávamos a produção da tripla hélice, a expressão desses genes aumentava”, afirma Gorab. “Os resultados do trabalho não são uma prova direta, cabal, de que isso ocorra, mas reforçam essa correlação.&#8221;</p>
<p>Segundo uma das autoras do estudo, a pesquisadora Maria-Elena Torres-Padilla, do Instituto de Genética e de Biologia Molecular e Celular (IGBMC), de Estrasburgo, França, o possível efeito regulatório da tripla hélice se manifesta nesse estágio do desenvolvimento embrionário sobre uma arquitetura atípica da cromatina. Por definição, a cromatina apresenta duas formas distintas: uma ativa, a eucromatina, em que o DNA está acessível e pode ser expresso por proteínas regulatórias; e uma inativa, a mencionada heterocromatina, na qual o material genético está compactado e não pode ser utilizado.</p>
<p><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/063-065_Helice_205.jpg" rel="lightbox[117479]" title="O efeito da tripla hélice"><img class="alignleft size-medium wp-image-117483" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/063-065_Helice_205-224x300.jpg" width="224" height="300" /></a>No trabalho com as células embrionárias dos roedores, a cromatina se encontrava em um estágio atípico, intermediário entre suas duas formas, mas que podia ser acessado e regulado pela tripla hélice. “Estávamos procurando por um mecanismo regulatório ligado ao RNA que teria impacto sobre a ‘estrutura’ ou a ‘conformação’ da cromatina”, explica Maria-Elena. “Como o RNA forma uma tripla hélice com o DNA, ele era um bom candidato a desempenhar esse papel.”</p>
<p>Embora o fenômeno da formação de moléculas de DNA com mais de duas fitas de ácidos nucleicos seja estudado desde a década de 1950, os bioquímicos passaram a ter uma melhor compreensão dos mecanismos que podem levar ao surgimento desse tipo de material genético menos convencional apenas nos últimos 10 ou 15 anos. “As triplas hélices tendem a se formar em regiões do genoma em que ocorrem seguidas repetições de uma base, embora haja também outras possibilidades”, diz Gorab. Ou seja, trechos do DNA ricos em sequências com um único nucleotídeo, como TTTTT (para a base timina) ou AAAAA (adenina), são candidatos a abrigarem hélices com mais de duas fitas. Como cerca de metade do genoma de mamíferos é composto por sequências repetitivas, formadas por elementos móveis (transposons e  retrotransposons) que podem mudar de lugar ou se autocopiar ao longo do genoma, a presença desse tipo de estrutura não deve ser tão rara assim.</p>
<p><b>DNA quádruplo</b><br />
Um DNA com três fitas pode se formar de mais de uma maneira.  No estudo de Gorab com as moscas, a tripla hélice se originou do despareamento das duas fitas que compõem a molécula padrão de DNA a partir de um certo ponto da sequência. Um pedaço do DNA permanece com as duas cadeias de bases nitrogenadas pareadas enquanto outro apresenta as fitas soltas. Uma dessas fitas soltas, no entanto, se dobra e se liga ao trecho de DNA que havia mantido as duas cadeias pareadas. Dessa forma, surge uma molécula de ácido desoxirribonucleico com três fitas, todas originárias de uma única molécula. Esse é o DNA triplo intramolecular.</p>
<p>Há também o DNA triplo intermolecular, quando uma das fitas é cedida por uma segunda molécula de DNA. Nesse caso, a tripla hélice tem duas cadeias vindas de um DNA convencional mais uma fita que se desprendeu de outro DNA. No trabalho com os camundongos em que Maria-Elena usou o anticorpo criado por Gorab, a terceira fita do DNA foi cedida por uma molécula de RNA, que normalmente apresenta apenas uma cadeia de bases. “Nossa metodologia pode identificar várias formas de ácidos nucleicos triplos”, diz o pesquisador da USP.</p>
<div id="attachment_117484" class="wp-caption alignright" style="width: 242px"><img class="wp-image-117484" alt="Estrutura de DNA quádruplo: possível ligação com o câncer " src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/063-065_Helice_205-6.jpg" width="232" height="201" /><p class="wp-caption-text">Estrutura de DNA quádruplo: possível ligação com o câncer</p></div>
<p>Não há evidências de que a formação de estruturas genéticas ainda pouco conhecidas, como a tripla hélice, esteja relacionada necessariamente com o aparecimento de doenças. Em tese, elementos que atuam como moduladores da atividade de genes podem trazer efeitos tanto positivos como negativos. Um estudo publicado em janeiro deste ano na revista <i>Nature Chemistry</i> identificou hélices quádruplas de DNA, outra conformação pouco usual dessa molécula, em células humanas com câncer. A descoberta pode ser útil para a compreensão do processo de aparecimento dos tumores e talvez até para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.</p>
<p>Com quatro fitas entrelaçadas, esse tipo de DNA se forma em trechos do genoma ricos na base nitrogenada guanina, representada pela letra G. Por isso, recebe o nome de quadruplexos-G ou quartetos-G. “A pesquisa indica que os quaduplexos ocorrem com maior frequência em genes de células que estão se dividindo rapidamente, como as de câncer”, disse, na ocasião, Shankar Balasubramanian, da Universidade de Cambridge, principal autor do estudo. “Para nós, isso reforça fortemente um novo paradigma, o de usar essas estruturas com quatro fitas como alvos para tratamentos personalizados no futuro.”</p>
<p><strong>Projeto</strong><br />
Aspectos moleculares da heterocromatina em espécies da família Sciaridae (Diptera: Nematocera) (2008/50653-2); <strong>Modalidade:</strong> Linha Regular de Auxílio a Projeto de Pesquisa; <strong>Coord.:</strong> Eduardo Gorab – IB/USP; <strong>Investimento:</strong> R$ 165.485,11 (FAPESP).</p>
<p><em>Artigo científico</em><br />
FADLOUN, A. <em>et al</em>. Chromatin signatures and retrotransposon profiling in mouse embryos reveal regulation of LINE-1 by RNA. <strong>Nature Structural &amp; Molecular Biology</strong>. 27 jan. 2013.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/063-065_Helice_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='O efeito da tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/o-efeito-da-tripla-helice/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='O efeito da tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/o-efeito-da-tripla-helice/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='O efeito da tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/o-efeito-da-tripla-helice/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='O efeito da tripla hélice' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/o-efeito-da-tripla-helice/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Bactérias em tumores</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revisor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnociência]]></category>

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<p>As bactérias podem ser encontradas em tumores não só porque os causaram, como se afirma há décadas, mas também porque os colonizaram, como típicos agentes oportunistas, concluíram Joanne Cummins e Mark Tangney, ambos da Universidade Cork, da Irlanda (Infectious Agent and Cancer, março). Revendo as pesquisas que associam câncer com bactérias, os dois autores desse estudo verificaram que três espécies são mais comuns (prevalentes) em tumores de pulmão, enquanto duas outras aparentemente os causam; quatro espécies de bactérias são prevalentes em câncer de pâncreas e outras quatro são prováveis agentes causadores de tumores na bexiga e na vesícula biliar. Como conclusão geral, as bactérias se mostraram mais como agentes oportunistas, capazes de sobreviver em ambientes de pouco oxigênio como os dos tumores, do que causadores de tumores. Para os pesquisadores irlandeses, estudos mais aprofundados sobre as estratégias de sobrevivência no microambiente tumoral poderiam indicar novos vetores bacterianos que facilitassem o transporte de drogas antitumorais, talvez assim reduzindo a toxicidade.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_2073.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Bactérias em tumores' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/bacterias-em-tumores/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Bactérias em tumores' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/bacterias-em-tumores/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Bactérias em tumores' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/bacterias-em-tumores/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Bactérias em tumores' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/bacterias-em-tumores/' displayText='share'></span></p>
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		<title>A ameaça vem do planalto</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo de Oliveira Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Ocupação e uso desordenado do solo, ao lado da instalação de usinas hidrelétricas, dificultam o fluxo migratório de espécies no pantanal ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117462" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117462" alt="Anfiteatro natural: planícies alagáveis, cercadas por uma região de planalto" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207-1.jpg" width="290" height="191" /><p class="wp-caption-text">Anfiteatro natural: planícies alagáveis, cercadas por uma região de planalto</p></div>
<p>&#8220;Imaginem um enorme anfiteatro no coração da América do Sul”, disse o biólogo José Sabino ao se referir ao mosaico geográfico que dá forma às planícies pantaneiras, na região Centro-Oeste do Brasil. Com 140 mil quilômetros quadrados (km<sup>2</sup>) e uma dinâmica que alterna ciclos anuais de seca e alagamento que influenciam as interações ecológicas e os padrões de biodiversidade, o pantanal é a maior planície inundável do mundo. Está rodeado por serras que podem atingir 1.400 metros de altitude, “as quais dão vida à paisagem, mas também estão ligadas às principais ameaças à diversidade biológica da região”, afirmou o biólogo. Sabino é pesquisador da Universidade Anhanguera-Uniderp e foi um dos convidados do Ciclo de Conferências Biota-FAPESP Educação, realizado em São Paulo em 18 de abril. Além dele, participaram o veterinário Walfrido Tomas, do Laboratório de Vida Selvagem da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Pantanal), e o agrônomo Arnildo Pott, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).</p>
<p>A ocupação e o uso desordenado da terra por meio da agricultura e da pecuária nas regiões adjacentes às planícies, muitas vezes estimuladas por políticas públicas, são hoje uma das principais ameaças à conservação da biodiversidade local, destacaram os pesquisadores. “A utilização não sustentável da terra nos planaltos tem provocado a erosão do solo e, como consequência direta, o assoreamento dos rios”, disse Sabino. Segundo ele, o caso mais emblemático ocorreu na bacia do rio Taquari. “A partir da década de 1970, a intensificação da agropecuária sem a devida conservação dos solos culminou no assoreamento quase completo do baixo curso do rio.” O resultado foi o rompimento de suas margens e a inundação permanente de mais de 5 mil km<sup>2</sup> de uma área onde a inundação era sazonal (<i>ver </i>Pesquisa FAPESP <i>nº 116</i>). “Isso inviabilizou atividades econômicas próprias da região, reduziu a produção pesqueira e mudou substancialmente a composição local da fauna e da flora”, ressaltou. De acordo com o biólogo, apesar de tradicionalmente se basear no uso de pastagens nativas, a pecuária desenvolvida nas planícies sempre foi considerada de baixo impacto à biodiversidade pantaneira. Mas a tendência à intensificação da produção nos últimos anos tem levado pecuaristas a cultivarem pastagens exóticas, o que implica o desmatamento de matas nativas.</p>
<div id="attachment_117463" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117463" alt="A partir da esquerda: Walfrido Tomas, Arnildo Pott e José Sabino" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207-2.jpg" width="290" height="175" /><p class="wp-caption-text">A partir da esquerda: Walfrido Tomas, Arnildo Pott e José Sabino</p></div>
<p>Outras atividades também ameaçam o bioma. É o caso da indústria, da mineração e da produção de energia por usinas hidrelétricas, as quais têm potencial para alterar a dinâmica natural dos ecossistemas que compõem o pantanal. “As hidrelétricas podem comprometer o fluxo de nutrientes transportados pela água e o funcionamento hidrológico que alimenta as planícies pantaneiras, bem como promover alterações no hábitat de espécies aquáticas e semiaquáticas e, consequentemente, nos serviços ecossistêmicos que essas espécies desempenham na região”, ressaltou Tomas.</p>
<p>Mesmo assim, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem realizado licitações para a construção de pequenas centrais hidrelétricas na bacia hidrológica do Alto Paraguai, alertou Sabino. “A construção dessas usinas pode comprometer o fluxo migratório de certas espécies de peixes da região”, disse. Já a mineração impõe risco de contaminação ao ambiente. “A mineração de manganês e ferro, por exemplo, pode levar à perda da vegetação característica do pantanal, afetando diversas espécies e comprometendo a disponibilidade de recursos hídricos fundamentais para a manutenção da diversidade biológica local”, destacou o biólogo. O garimpo de ouro no norte do pantanal já poluiu áreas significativas com mercúrio, disse.</p>
<p>Assim, por se tratar de uma área natural moldada pela disponibilidade de água, sobretudo do rio Paraguai e de uma extensa rede de afluentes com nascente nos planaltos vizinhos, a implementação bem-sucedida das estratégias de conservação deve passar pela mudança da unidade de gestão pantaneira para a bacia hidrográfica do Alto Paraguai, concluiu Tomas. “As políticas públicas de preservação precisam integrar o bioma às nascentes dos rios que o alimentam.” Para ele, estratégias de remuneração, desoneração e certificação de práticas adequadas de gestão para proprietários que conservam a diversidade das paisagens pantaneiras também devem ser incentivadas. “O cultivo de pastagens para aumentar a produção tornou-se algo constante no pantanal. É preciso investir na premiação de pecuaristas que não intensificaram sua produção por meio desse tipo de plantação. Afinal, o fazendeiro que cria seu boi sem alterar a paisagem está contribuindo para a conservação do bioma”, disse.</p>
<p><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207.jpg" rel="lightbox[117461]" title="A ameaça vem do planalto"><img class="alignright size-medium wp-image-117464" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207-300x285.jpg" width="300" height="285" /></a>Cerca de 5% do pantanal está protegido por áreas de conservação. Embora essa abordagem seja bem aceita pelo poder público, na prática ela tem se mostrado ineficaz no que diz respeito à preservação da fauna. “A conservação de espécies mais críticas depende mais do manejo sustentável das fazendas do que das unidades de conservação existentes”, destacou Tomas. Ele se referia a espécies como a onça-pintada, a ariranha e a arara-azul, encontradas com mais frequência além das fronteiras das unidades de conservação. “As espécies não se distribuem de forma homogênea na planície. Por isso, a preservação desses animais requer estratégias mais amplas do que a simples gestão dessas unidades de conservação.”</p>
<p><b>Encruzilhada territorial<br />
</b>O pantanal ocupa hoje 1,8% do território nacional. É o menor dos seis biomas brasileiros – o maior é a Amazônia, que se estende por 50% da área total do país. Mas seu tamanho singelo não necessariamente reflete sua complexidade biológica. Geograficamente, as planícies pantaneiras estão localizadas numa encruzilhada territorial. Englobam parte da região sul de Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul, se estendendo também pelo leste da Bolívia e pelo norte do Paraguai. “É o fim do mundo! Ou o começo dele, depende do ponto de vista”, brincou o agrônomo Arnildo Pott. Segundo ele, essa localização privilegiada permitiu ao pantanal interagir com diferentes ecossistemas, como a Amazônia e o cerrado, além de enclaves de mata atlântica. “A flora pantaneira sofre forte influência fitogeográfica desses biomas. Em algumas regiões podemos verificar a presença de vegetações aquáticas a menos de um metro de vegetações próprias da caatinga”, afirmou. Algumas espécies vegetais amplamente distribuídas nos campos do pampa, como a <i>Macrosiphonia velame</i>, e na caatinga, como a <i>Brasiliopuntia brasiliensis</i>, podem facilmente ser identificadas no pantanal.</p>
<div id="attachment_117466" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117466" alt="Arara-azul " src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207-4.jpg" width="290" height="185" /><p class="wp-caption-text">Arara-azul&#8230;</p></div>
<p>O mesmo ocorre com a fauna pantaneira. De acordo com Tomas, grande parte dos mamíferos do pantanal é típica do cerrado, enquanto a maioria das espécies de aves é oriunda da Amazônia e da mata atlântica. “Também é possível verificar a presença de populações de peixes amazônicos por lá”, disse. Constituído, sobretudo, por uma savana estépica, o pantanal é a área úmida com maior riqueza de espécies de aves no mundo. “Ajuda o fato de o bioma estar localizado em uma rota migratória”, destacou. Mas existem lacunas a serem preenchidas em relação ao conhecimento taxonômico e geográfico acerca da diversidade biológica da região. É o caso de grupos menos conhecidos, como crustáceos, moluscos e lepidópteros. “O programa Biota Mato Grosso do Sul, o qual está sendo implantado, nos ajudará a entender melhor a complexidade da diversidade biológica pantaneira”, comentou.</p>
<p>São poucos os registros de espécies endêmicas no bioma. Segundo Tomas, o que marca o pantanal não é o endemismo de espécies, mas a abundância de populações. “Estimamos a existência de 45 mil cervos-do-pantanal (<i>Blastocerus dichotomus</i>), mais de 3 milhões de jacarés (<i>Caiman yacare</i>), 5 mil araras-azuis (<i>Anodorhynchus hyacinthinus</i>) e de 3 a 5 mil onças-pintadas (<i>Panthera onca</i>). No entanto, esses números podem variar conforme a gangorra sazonal que gerencia os períodos de secas e inundações na planície”, disse. De todo modo, a falta de endemismos no pantanal é compensada pelas interações entre as espécies que por lá vivem e geram processos biológicos próprios da região. “Esses processos são endêmicos e precisam ser conservados, já que têm funções ecossistêmicas importantes para a manutenção da diversidade biológica pantaneira”, destacou Tomas.</p>
<div id="attachment_117467" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117467" alt="Onça-pintada" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207-6.jpg" width="290" height="231" /><p class="wp-caption-text">&#8230; Onça-pintada&#8230;</p></div>
<p><b>Gestão sustentável<br />
</b>De acordo com Sabino, a mitigação das ameaças à biodiversidade do pantanal também depende da governança. “Precisamos fazer a interface entre o que produzimos de conhecimento sobre a diversidade biológica pantaneira e como essa produção pode ser útil à sociedade”, ressaltou o biólogo. Para ele, é preciso deixar clara a importância da biodiversidade desse bioma para o país, mostrando como criar condições para a construção de uma relação mais harmoniosa com a natureza. Há algumas iniciativas nesse sentido, destacou Sabino. “O próprio programa Biota-FAPESP é exemplo disso”, disse.</p>
<p>E é nesse cenário de gestão e governança que se inserem as políticas públicas voltadas à organi-zação do ecoturismo na região, destacaram os pesquisadores. “O pantanal tem um potencial enorme para o ecoturismo, mas essa é uma atividade que, infelizmente, ainda é feita de forma amadora”, afirmou Tomas. Somente a Costa Rica, disse Sabino, recebe três vezes mais turistas do que o Brasil. “Nosso país ainda subexplora essa atividade. Precisamos reconhecer nossos potenciais para estimularmos seu aproveitamento de forma adequada.”</p>
<p>No pantanal esse potencial é vasto. Um dos atrativos é a transparência das águas, como as do rio Olho d’Água, “tão ou mais límpidas que as de Fernando de Noronha e do Caribe”, afirmou Sabino. Em boa parte isso se deve à conservação das matas situada às margens dos rios. Essa preservação não só garante a pureza das águas como a integridade de processos ecológicos, como a relação de cumplicidade entre os macacos-prego e as piraputangas (<i>Brycon hilarii</i>), espécie de peixes prateados da família <i>Characidae</i>.</p>
<div id="attachment_117474" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117474" alt="... e jacaré-do-pantanal: encontrados com mais frequência fora das unidades de conservação" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207-5.jpg" width="290" height="207" /><p class="wp-caption-text">&#8230; e jacaré-do-pantanal: encontrados com mais frequência fora das unidades de conservação</p></div>
<p>De acordo com Sabino, as piraputangas têm uma capacidade de orientação acústica e visual muito grande, de modo que qualquer barulho vindo da superfície da água atrai sua atenção. Já os macacos-prego, exímios dispersores de sementes, ao se alimentarem, fazem o que os pesquisadores chamam de forrageamento destrutivo. “A cada um ou dois frutos que põem na boca, eles derrubam outros tantos”, explicou o biólogo. Ao cair na água, esses frutos acabam atraindo a atenção das piraputangas, redirecionando-as para onde essas sementes são lançadas. Esses peixes, então, passam a seguir esses macacos, já que eles, indiretamente, alimentam as piraputangas. “Esse é apenas um dos potenciais turísticos do pantanal”, concluiu.</p>
<p>O Ciclo de Conferências Biota-FAPESP Educação é uma iniciativa da coordenação do programa Biota-FAPESP e da revista <i>Pesquisa FAPESP</i>. Seu objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade da educação científica e ambiental no Brasil. Até novembro haverá mais seis palestras (<i>ver programação <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/24/programacao-ciclo-de-conferencias-biota-fapesp-educacao/" target="_blank">aqui</a></i>), que irão tratar dos desafios e das principais ameaças relacionadas aos seis biomas brasileiros: cerrado, caatinga, mata atlântica, Amazônia, além dos ambientes marinhos e costeiros e da biodiversidade em ambientes antrópicos, urbanos e rurais.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/058-062_Biota_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='A ameaça vem do planalto' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-ameaca-vem-do-planalto/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='A ameaça vem do planalto' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-ameaca-vem-do-planalto/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='A ameaça vem do planalto' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-ameaca-vem-do-planalto/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='A ameaça vem do planalto' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-ameaca-vem-do-planalto/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Nova estratégia contra a hipertensão</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Martha San Juan França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Fisiologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Equipe de Minas Gerais identifica no sangue molécula que dilata os vasos e reduz a pressão arterial]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117493" class="wp-caption alignright" style="width: 115px"><img class="size-medium wp-image-117493" alt="Peptídeos atuam sobre a parte interna dos vasos  sanguíneos (ao lado), fazendo-os contrair ou relaxar" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/066-067_PressaoArterial_207-105x300.jpg" width="105" height="300" /><p class="wp-caption-text">Peptídeos atuam sobre a parte interna dos vasos sanguíneos (ao lado), fazendo-os contrair ou relaxar</p></div>
<p>Uma promissora estratégia para tratar a hipertensão começa a ser delineada pela equipe do médico Robson dos Santos, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em um artigo publicado em abril na revista <i>Circulation Research</i>, uma das mais bem conceituadas na área cardiovascular, os pesquisadores descreveram uma pequena molécula naturalmente produzida pelo organismo que faz os vasos sanguíneos relaxarem e a pressão sanguínea diminuir. Essa molécula – trata-se de um peptídeo (fragmento de proteína) chamado alamandina – se soma ao já complexo mecanismo bioquímico de regulação da pressão arterial e abre a possibilidade de explorar uma forma de controle diferente da proporcionada pelas medicações disponíveis.</p>
<p>A maior parte dos anti-hipertensivos em uso tenta reduzir a pressão do sangue sobre as paredes internas dos vasos sanguíneos de duas maneiras: bloqueando a ação de compostos que fazem os vasos se contraírem e a pressão arterial subir ou estimulando a redução do volume de sangue ao eliminar parte de sua água na urina. Santos e seu grupo imaginam que seja possível controlar a hipertensão, problema que atinge 20% dos adultos e metade das pessoas com mais de 60 anos no Brasil, usando uma estratégia distinta. Em vez de frear a ação dos compostos que elevam a pressão, eles pretendem aumentar a concentração sanguínea de moléculas como a alamandina, que fazem a pressão diminuir.</p>
<p>Os pesquisadores acreditam que a alamandina possa atuar em conjunto com outro peptídeo que faz baixar a pressão arterial: a angiotensina 1-7, que Santos ajudou a identificar no final dos anos 1980. Desde meados do século passado se sabe que, de modo geral, a pressão arterial é controlada pela ação de peptídeos chamados angiotensinas, que funcionam como hormônios e atuam sobre as células da parede dos vasos sanguíneos. Sob situações de estresse psicológico ou condições que alteram a concentração de sais ou o volume de líquido no sangue (como diarreia e hemorragia), os rins iniciam a produção de uma enzima chamada renina, que aciona a produção em cascata de algumas formas de angiotensina capazes de fazer a pressão subir. Quando é ativado ocasionalmente, esse mecanismo é essencial para manter a saúde do organismo. Mas se torna danoso se a ativação for contínua.</p>
<p>Até os anos 1980 se acreditava que esse mecanismo bioquímico, conhecido como sistema renina-angiotensina, tivesse ação exclusivamente vasoconstritora e só funcionasse para aumentar a pressão arterial. Isso começou a mudar durante um estágio de pós-doutoramento que Santos fez na Cleveland Clinic Foundation, em Ohio, Estados Unidos. Ele e outros pesquisadores de lá identificaram no sangue uma forma de angiontensina – a angiotensina 1-7, um dos integrantes do sistema renina-angiotensina – que fazia a musculatura dos vasos relaxar e a pressão diminuir. “Desde aquela época ficamos atentos para a presença de outros peptídeos que produzissem vasodilatação”, recorda Santos.</p>
<p><b>Possibilidades<br />
</b>Ele começou a suspeitar da existência da alamandina em 2008, quando um de seus colaboradores, o pesquisador alemão Joachim Jankowski, descobriu outro componente desse complicado sistema, a angiotensina A, a partir do qual é produzida a alamandina. Mas preferiu esperar cinco anos antes de publicar a descoberta, até identificar o receptor específico a que ela se conecta e entender melhor o seu funcionamento. Hoje se sabe que tanto a alamandina quanto a angiontensina 1-7 estimulam as células que revestem internamente os vasos sanguíneos a produzir óxido nítrico, gás que relaxa a musculatura da parede das artérias. Por essa razão, Santos trabalha no desenvolvimento de compostos que possam aumentar a concentração de ambas no sangue e aprimorar o controle da pressão arterial. “Acreditamos que a angiotesina 1-7 e a alamandina podem atuar juntas e, melhor ainda, esperamos que uma possa potencializar o efeito da outra”, diz o pesquisador, que imagina ser possível desenvolver compostos com aplicações que vão além da hipertensão, uma vez que a angiotensina 1-7 também ajuda a reduzir o nível de algumas formas de colesterol e aumentar o aproveitamento da glicose pelas células, que é deficiente em boa parte dos hipertensos.</p>
<p>“A descoberta dessa molécula pode dar origem a uma nova classe de medicamentos com indicação para os casos em que os remédios tradicionais não funcionem tão bem”, afirma a médica Maria Claudia Irigoyen, chefe do Laboratório de Hipertensão Experimental do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (USP). Para ela, o fato de a alamandina se ligar a receptores diferentes nas células dos vasos sanguíneos aumenta o seu espectro de atuação terapêutica.</p>
<p>O pesquisador de Minas concentra agora seu trabalho em duas frentes. Uma básica, voltada para identificar a via de sinalização da alamandina no interior das células, e outra clínica, com o objetivo de testar a ação dessa molécula em pessoas com hipertensão. Atualmente um composto à base de angiontensina 1-7, desenvolvido pelo grupo de Santos, avança nos testes com seres humanos – ele já foi dado a grávidas com pré-eclâmpsia para regularizar o nível do peptídeo no sangue e controlar a pressão arterial (<i>ver </i>Pesquisa FAPESP <i>nº 203</i>), e os testes com a alamandina devem ser iniciados já no segundo semestre deste ano. “Como esse peptídeo é produzido pelo próprio organismo, acreditamos que não haverá efeitos tóxicos. Por isso, podemos pular os testes toxicológicos, feitos com animais, e ir direto aos testes clínicos”, diz Santos, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanobiofarmacêutica (INCT-Nanobiofar).</p>
<p>Ex-aluno de Eduardo Moacyr Krieger, um dos maiores especialistas brasileiros em hipertensão, Santos integra um seleto grupo de pesquisadores que se dedica a levar as descobertas da bancada aos pacientes e se preocupa com o ritmo das pesquisas nessa área no país. “Temo que aconteça conosco o que ocorreu com o captopril, mesmo considerando que nosso composto já esteja protegido por patentes”, afirma Santos, inquieto com a demora resultante do suporte financeiro insuficiente e dos entraves burocráticos à inovação no setor acadêmico e no empresarial.</p>
<p>Nos anos 1960, o farmacologista Sérgio Ferreira, da USP em Ribeirão Preto, identificou no veneno da jararaca uma molécula (o fator de potenciação da bradicinina) que bloqueia a formação de angiotensina II e leva ao desenvolvimento do anti-hipertensivo captopril. Na época não havia preocupação em requerer patentes e o lucro da produção do medicamento foi para um laboratório estrangeiro. “Se não avançarmos logo”, diz Santos, “perderemos novamente a dianteira”.</p>
<p><em>Artigo científico</em><br />
LAUTNER, R. <em>et al</em>. Discovery and characterization of alamandine, a novel component of the renin-angiotensin system. <strong>Circulation Research</strong>. v. 112. p. 1.104-11. 2013.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/066-067_Pressao_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Nova estratégia contra a hipertensão' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/nova-estrategia-contra-a-hipertensao/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Nova estratégia contra a hipertensão' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/nova-estrategia-contra-a-hipertensao/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Nova estratégia contra a hipertensão' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/nova-estrategia-contra-a-hipertensao/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Nova estratégia contra a hipertensão' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/nova-estrategia-contra-a-hipertensao/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Superlotação in vitro</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotolab]]></category>

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<p><img class="alignright size-full wp-image-117157" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/003_Fotolab_207.jpg" width="290" height="246" />A imagem ampliada cerca de 11.200 vezes mostra o momento exato da saída do Trypanosoma cruzi de uma célula de mamífero. Causador da doença de Chagas, o parasita ao invadir células hospedeiras se multiplica para depois rompê-las e alcançar as células vizinhas. As células em cultura (fundo cinza) foram fixadas e processadas para visualização em microscópio eletrônico de varredura, que permite observar com alta resolução detalhes da evasão dos muitos parasitas (em azul) de uma única célula.</p>
<p><em>A imagem faz parte de um conjunto de dados obtidos para o estudo do T. cruzi pela doutoranda Pilar Florentino em conjunto com os professores Cristina Orikaza, Patrícia Milanez e André Aguillera, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), supervisionados por Renato Mortara.</em></p>
<p><em>Se você tiver uma imagem relacionada à sua pesquisa, envie para <strong>imagempesquisa@fapesp.br</strong>, com resolução de 300 dpi (15 cm de largura) ou com no mínimo 5 MB. Seu trabalho poderá ser selecionado pela revista.</em>
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/003_Fotolab_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Superlotação in vitro' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/superlotacao-in-vitro/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Superlotação in vitro' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/superlotacao-in-vitro/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Superlotação in vitro' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/superlotacao-in-vitro/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Superlotação in vitro' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/superlotacao-in-vitro/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Meandros de uma guerra colonial</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelo Alves Carrara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Meandros de uma guerra colonial

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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117550" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117550" alt="Guerra e pacto colonial.  A Bahia contra o Brasil holandês (1624-1654)  Wolfgang Lenk Alameda/FAPESP 482 páginas, R$ 70,00 (preço estimado) " src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/092_Resenhas_207-1.jpg" width="290" height="400" /><p class="wp-caption-text">Guerra e pacto colonial.<br />A Bahia contra o Brasil holandês (1624-1654)<br />Wolfgang Lenk Alameda/FAPESP<br />482 páginas, R$ 70,00<br />(preço estimado)</p></div>
<p>Guerra e pacto colonial. A Bahia contra o Brasil holandês (1624-1654) corresponde à tese de doutoramento de Wolfgang Lenk apresentada ao Instituto de Economia da Unicamp, sob orientação do professor José Jobson de Andrade Arruda. Seu objeto, as invasões holandesas da Bahia e de Pernambuco que ameaçaram por três décadas o domínio português na América. O primeiro aspecto inovador que merece atenção do leitor é o fato de se buscar compreender as relações entre a Fazenda Real e a açucarocracia baiana. O argumento do autor é o de que a vitória portuguesa sobre os invasores deveu-se a elementos internos a sua colônia, em particular o levante de senhores de engenho pernambucanos contra a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Em apoio a essa tese, Lenk assevera que a política adotada para o governo da Bahia permitiu que sua defesa fosse financiada pela própria economia colonial. A esse respeito o autor assinala duas áreas que requerem uma reflexão mais detida.</p>
<p>Em primeiro lugar, em razão da importância da participação dos colonos na guerra em nome da Coroa de Portugal, analisar os limites possíveis de tal envolvimento. Já do ponto de vista militar, havia problemas específicos na disposição das forças armadas na colônia. Como muito acertadamente destaca Lenk, a colônia já vivia diariamente sua guerra particular: a de reprodução da ordem escravista, entre a senzala e o engenho, para além das novidades trazidas com o recrudescimento das disputas entre as potências coloniais europeias e com a invasão holandesa, que resultou na reformulação da defesa da colônia segundo os parâmetros da guerra seiscentista (confronto de posições fixas, de cercos e baluartes, de infantaria; alistamento e uniformização do combatente, por exemplo). O senhor de engenho era “sócio da empresa militar (em muitas ocasiões como comandante de ordenanças); os regimentos exigiam-lhe o armamento, o próprio edifício era tomado por uma fortificação”. Em síntese, “o policiamento do trabalho escravo foi uma extensão da organização militar da conquista do litoral”.</p>
<p>Mas, para Lenk, ao lado dos itens associados à guerra há o da fiscalidade. No primeiro capítulo é levantada a história do exército e da fiscalidade na Bahia durante as invasões holandesas. O segundo capítulo explora a relação do exército com a sociedade baiana, buscando comparar a formação militar das ordenanças da Bahia à infantaria regular deixada em Salvador para a defesa contra as investidas do holandês. O autor destaca a associação entre militares e moradores.</p>
<p>O capítulo terceiro estuda os meios pelos quais o financiamento foi levado a efeito pela Coroa. O socorro do Brasil é visto do ponto de vista da política de Lisboa, seja durante o governo filipino de Portugal, seja durante a guerra de Restauração. Aqui um dos pontos nevrálgicos do trabalho: está-se diante de um tesouro régio fortemente comprometido até o final da união ibérica em conflitos na Alemanha, na Saboia, em Flandres, bem como na Índia e na África; e a partir de 1640, com a disputa pela própria autonomia perante Castela.</p>
<p>No quarto capítulo debate-se o financiamento do exército e da defesa na colônia, com ênfase sobre a tributação e demais políticas de direcionamento de recursos para a defesa: os donativos, as fintas, os empréstimos. Este talvez seja o capítulo em que as relações entre fiscalidade e guerra mostram-se mais claras: as reações da sociedade colonial ao incremento do fisco e seus reflexos nas relações com o governo e o Senado da Câmara de Salvador.</p>
<p>Por fim, caracteriza-se esta obra pelo esforço de consulta e sistematização das informações em uma base documental variada. Merece destaque a documentação manuscrita, além das dezenas de fontes publicadas, como as atas e cartas da Câmara de Salvador e a coleção Documentos Históricos da Biblioteca Nacional: o Arquivo Histórico do Município de Salvador, o Arquivo Histórico Ultramarino, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Arquivo Público do Estado da Bahia, na Biblioteca Nacional de Lisboa e na Biblioteca do Palácio da Ajuda.</p>
<p>A pertinência do tema, o rigor da análise e a inequívoca qualidade das fontes tornam esta obra leitura obrigatória a todos quantos se dediquem à história da colonização no Brasil.</p>
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<p><em>Angelo Alves Carrara é professor de história econômica na Universidade Federal de Juiz de Fora e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</em></p>
<p>&nbsp;
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/092-093_Resenhas_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Meandros de uma guerra colonial' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/meandros-de-uma-guerra-colonial/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Meandros de uma guerra colonial' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/meandros-de-uma-guerra-colonial/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Meandros de uma guerra colonial' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/meandros-de-uma-guerra-colonial/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Meandros de uma guerra colonial' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/meandros-de-uma-guerra-colonial/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Contribuição reconhecida</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<div id="attachment_117213" class="wp-caption alignright" style="width: 281px"><img class="size-medium wp-image-117213" alt="Edgar Zanotto: pesquisas no campo da nucleação e cristalização de vidros" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/012-013_Estrategias_207-3-271x300.jpg" width="271" height="300" /><p class="wp-caption-text">Edgar Zanotto: pesquisas no campo da nucleação e cristalização de vidros</p></div>
<p>O vencedor da edição 2012 do Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia é o engenheiro Edgar Dutra Zanotto, professor titular do departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O prêmio é concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Conrado Wessel e a Marinha do Brasil, e busca reconhecer o trabalho de pesquisadores brasileiros pelo avanço da ciência, tecnologia e inovação no país.</p>
<p>“Foi com surpresa e satisfação que recebi a notícia do prêmio”, disse Zanotto, em entrevista ao Portal do CNPq. O professor coordena há mais de três décadas o Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV) da UFSCar, responsável por diversas contribuições em pesquisa básica e aplicada relacionadas, por exemplo, à nucleação e cristalização de vidros (Ver Pesquisa FAPESP nº 178). Entre 1995 e 2005 Zanotto foi coordenador adjunto em ciências exatas e engenharias da Diretoria Científica da FAPESP.  “Participei da concepção, implantação e administração, com sucesso, de novos e paradigmáticos programas de fomento à pesquisa, como Genoma, Cepid, Pipe, Consitec, Nuplitec, Scielo e a revista Pesquisa FAPESP”, relembra.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/012-013_Estrategias_2072.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Contribuição reconhecida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/contribuicao-reconhecida-4/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Contribuição reconhecida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/contribuicao-reconhecida-4/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Contribuição reconhecida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/contribuicao-reconhecida-4/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Contribuição reconhecida' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/contribuicao-reconhecida-4/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Os nômades e a pólio</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revisor</dc:creator>
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<div id="attachment_117196" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117196" alt="Vacinação antipólio na África: crianças nômades são reservatórios  do vírus " src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/012-013_Estrategias_207-1.jpg" width="290" height="190" /><p class="wp-caption-text">Vacinação antipólio na África: crianças nômades são reservatórios do vírus</p></div>
<p>Um programa de combate à poliomielite lançado na Nigéria já localizou mais de 32 mil assentamentos de populações nômades e identificou mais de<br />
700 mil crianças, das quais aproximadamente 40 mil nunca haviam sido vacinadas. Embora apenas 3% dos 122 casos de poliomielite registrados em 2012 no país tenham ocorrido em crianças nômades, as equipes do programa descobriram mais de 100 prováveis casos que não foram relatados, reforçando a tese de que os nômades formam um importante elo na cadeia de transmissão da doença, informa reportagem da revista Nature. Junto com o Paquistão e o Afeganistão, a Nigéria é um dos últimos redutos onde a transmissão do poliovírus, o causador da poliomielite, ainda não foi interrompida.</p>
<p>Entre as principais barreiras para a erradicação da doença, que atinge principalmente crianças pequenas, estão os nômades, considerados “reservatórios” do vírus, espalhando-o durante as migrações. O programa National Stop Transmission of Polio (N-Stop) foi organizado pelo Global Polio Eradication Initiative, uma parceria público-privada coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, com apoio do governo nigeriano. A primeira etapa consolidará um censo do grupo nômade Fulani e outras populações de localização difícil, para que depois os programas de saúde entrem com a vacinação. A meta do governo da Nigéria é erradicar a doença até 2015.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/012-013_Estrategias_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Os nômades e a pólio' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/os-nomades-e-a-polio/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Os nômades e a pólio' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/os-nomades-e-a-polio/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Os nômades e a pólio' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/os-nomades-e-a-polio/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Os nômades e a pólio' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/os-nomades-e-a-polio/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Robô-mosca paira no ar</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:48 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117410" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117410" alt="Inseto artificial é do tamanho da mosca doméstica e bate as asas 120 vezes por segundo" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_207-5.jpg" width="290" height="218" /><p class="wp-caption-text">Inseto artificial é do tamanho da mosca doméstica e bate as asas 120 vezes por segundo</p></div>
<p>As moscas são acrobatas do ar, capazes de desviar de um mata-moscas ou de uma palmada em frações de segundo. Esses incômodos insetos conseguem ainda executar manobras difíceis, como pousar em flores em movimento em razão da presença de vento nas redondezas. Assim, dotado de todos esses predicados de difícil reprodução no laboratório, seria também o robô miniaturizado criado por Kevin Ma e seus colegas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Eles desenvolveram um robô com o tamanho aproximado de uma mosca que executa proezas aéreas semelhantes às das moscas-domésticas (Science, 3 de maio). Feito de microestruturas de tecido compósito, o robô-mosca bate suas asas, confeccionadas de um material piezoelétrico (que transforma eletricidade em movimento), cerca de 120 vezes por segundo. Os pesquisadores acoplaram seu robô-voador a uma pequena fonte de energia externa e descobriram que o inseto artificial consome cerca de 19 miliwatts de eletricidade durante o voo, aproximadamente o mesmo que uma mosca de tamanho similar gastaria para realizar essa tarefa. O projeto tem como objetivo fornecer uma nova maneira de estudar a mecânica de controle de voo, agora numa escala equivalente à dos menores seres da natureza capazes de alçar voo e de passear pelo ar com extrema desenvoltura. Outra meta do trabalho, de acordo com os pesquisadores, é propiciar subsídios para futuros estudos sobre fontes de energia miniaturizadas, sensores e tecnologias de computação.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_2075.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Robô-mosca paira no ar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/robo-mosca-paira-no-ar/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Robô-mosca paira no ar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/robo-mosca-paira-no-ar/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Robô-mosca paira no ar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/robo-mosca-paira-no-ar/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Robô-mosca paira no ar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/robo-mosca-paira-no-ar/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Mais matéria que antimatéria</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:48 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_117299" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117299" alt="Experimento LHCb: decaimento de mésons gera mais partículas que antipartículas" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_207-2.jpg" width="290" height="201" /><p class="wp-caption-text">Experimento LHCb: decaimento de mésons gera mais partículas que antipartículas</p></div>
<p>Em seus primórdios, o Universo deve ter sido composto pela mesma quantidade de matéria e antimatéria, mas as observações atuais indicam que há muito mais partículas do que antipartículas no Cosmos. Um experimento com o objetivo de tentar entender essa assimetria fundamental foi conduzido no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, situado nos arredores de Genebra. Batizado de LHCb, o experimento analisou dados produzidos no ano de 2011 e encontrou evidências de que o decaimento radioativo das partículas subatômicas conhecidas como mésons B<sup>0</sup><sub>s</sub> gera mais matéria do que antimatéria – ou, como dizem os físicos em seu jargão, produz uma violação CP (Physical Review Letters, artigo submetido). Essa é a quarta partícula a exibir tal comportamento, mas o grau de confiabilidade das medições é sem precedentes, segundo os pesquisadores europeus. Embora esse tipo de violação possa ser explicado pelo Modelo Padrão da física, teoria que dá conta do que é feita a matéria e de como ela se comporta no nível subatômico, alguns desvios talvez precisem ser analisados por meio de estudos mais detalhados. “Sabemos que os efeitos totais induzidos pela violação CP são pequenos demais para explicar um Universo dominado pela matéria”, disse Pierluigi Campana, porta-voz do LHCb. “No entanto, ao estudar os efeitos desse tipo de violação, estamos procurando pelos pedaços que faltam desse quebra-cabeça.”
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_2071.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Mais matéria que antimatéria' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-materia-que-antimateria/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Mais matéria que antimatéria' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-materia-que-antimateria/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Mais matéria que antimatéria' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-materia-que-antimateria/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Mais matéria que antimatéria' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-materia-que-antimateria/' displayText='share'></span></p>
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		<title>A emoção da estreia</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno de Pierro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política C&T]]></category>
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		<description><![CDATA[Programas de iniciação científica revelam disposição de universidades para estreitar relações com o ensino médio]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117355" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117355" alt="Desbravando um novo mundo: alunos do ensino médio de Diadema unem-se para resolver desafios do programa de pré-iniciação científica da Poli-USP" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/040-043_Inc-Cientifica_207-1.jpg" width="290" height="180" /><p class="wp-caption-text">Desbravando um novo mundo: alunos do ensino médio de Diadema unem-se para resolver desafios do programa de pré-iniciação científica da Poli-USP</p></div>
<p>Há três anos o cotidiano da Escola Estadual Professora Olívia Bianco, em Piracicaba, interior de São Paulo, não é mais o mesmo. O carro-chefe da reviravolta, que ainda está em andamento, é uma parceria firmada em 2010 com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o objetivo de aproximar alunos dos 2º e 3º anos do ensino médio com a universidade. A cada ano, a escola seleciona seis alunos com bom desempenho em sala de aula para que, ao longo de 12 meses, desenvolvam trabalhos de iniciação científica sob orientação de docentes da Unicamp. “Os alunos que participam dizem entrar em outro mundo”, conta a diretora Vera Alice Castro Schiavinato. Segundo ela, os adolescentes que não participam do programa acabam sendo motivados pelos colegas que já frequentam laboratórios como gente grande. “É como uma corrente: o aluno que faz iniciação científica influencia os demais, e o interesse pelo estudo cresce visivelmente na escola”, acrescentou.</p>
<p>O ex-aluno do Olívia Bianco, Lucas Lordello dos Santos, é hoje estudante do curso de ciências do esporte da Unicamp. Até o começo de 2011, quando entrou no programa de iniciação científica, nunca havia pisado em um laboratório de pesquisa. “Eu acreditava no estereótipo de que aluno de escola pública não consegue entrar em boas universidades públicas. O projeto não só me ajudou a entrar na Unicamp como também me fez querer ir mais longe”, afirma o rapaz, que realizou seu projeto na área de anatomia na Faculdade de Odontologia. Os alunos que se submetem à iniciação científica no ensino médio ficam oito horas semanais em laboratórios da universidade, durante um ano, podendo estender o prazo se necessário.</p>
<p>Uma série de iniciativas, semelhantes à relatada acima, tem conseguido impulsionar o intercâmbio entre colégios da rede pública e universidades por meio da criação de novas bolsas de iniciação científica para o ensino médio. Nas principais universidades do estado de São Paulo, por exemplo, o número de alunos selecionados e de projetos aumentou significativamente. No início de abril, a Unicamp abriu suas portas para 300 adolescentes de escolas de Campinas e região, um aumento de 66% em relação a 2010. Seguindo a mesma tendência, a Universidade de São Paulo (USP) disponibilizou 512 vagas no seu Programa de Pré-iniciação Científica (Pré-IC), 97 a mais em comparação a 2012. Nos últimos anos, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) também ampliou seu programa voltado para alunos do ensino médio, ao estendê-lo para escolas de todo o estado de São Paulo e não apenas para os colégios técnicos ligados à universidade.</p>
<div id="attachment_117356" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117356" alt="Lunazzi e alunos em experimento na Unicamp" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/040-043_Inc-Cientifica_207-2.jpg" width="290" height="227" /><p class="wp-caption-text">Lunazzi e alunos em experimento na Unicamp</p></div>
<p>Na Unicamp, o Programa de Iniciação Científica Júnior (PICJr) foi criado em 2007 com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que, desde 2003, concede cotas de bolsas para alunos de ensino médio. Na primeira edição do programa foram selecionados 119 alunos de um grupo de 488 estudantes de 43 escolas públicas de ensino médio das cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba. No ano seguinte, o número de escolas participantes aumentou 84% e a indicação de alunos chegou a 750, dos quais 144 foram selecionados. Com o aumento da demanda, a Pró-Reitoria de Pesquisa passou, com o apoio da FAPESP, a incentivar o docente orientador com um aporte de R$ 3 mil anuais para custeio de atividades dos laboratórios envolvidos. Em 2010, com a criação de outro braço no CNPq, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica no Ensino Médio (Pibic-EM), a Unicamp foi contemplada com mais 150 bolsas de estudo completando as atuais 300 vagas. Neste ano, a universidade recebeu 1.026 indicações de alunos interessados em participar dos 78 projetos oferecidos por docentes e pesquisadores. A área que oferece mais linhas de pesquisa é a de biomédicas.</p>
<p>“No começo, o aluno chega tímido, mas ao longo do ano isso muda, e, quando apresenta o pôster com os resultados do projeto, há uma transformação da qualidade de vida”, explica o docente e assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp, Mário Fernando de Góes. Os alunos recebem uma bolsa de R$ 100 e tanto a alimentação quanto o transporte são pagos pela instituição. Segundo Góes, o grande trunfo do programa é aproximar os estudantes do cotidiano da vida acadêmica e oferecer a oportunidade de desenvolverem o senso crítico diante dos desafios atuais da ciência, através da construção e transmissão do conhecimento.</p>
<p><b>Mão na massa<br />
</b>O professor José Joaquin Lunazzi, do Instituto de Física Gleb Wataghin, da Unicamp, já orientou 10 estudantes do ensino médio, desde o início do programa, em projetos que envolvem imagens tridimensionais e cinema digital. Seus alunos são inicialmente apresentados aos processos da óptica e depois aplicam o que aprenderam na construção de equipamentos, utilizando materiais simples, espelhos, ferramentas e câmeras fotográficas. “Faço questão que coloquem a mão na massa, falta muito disso no ensino médio”, avalia. Para Lunazzi, o programa traz benefícios também para o orientador, que diante dos inúmeros questionamentos trazidos pelos estudantes precisa criar novas formas de repassar o conhecimento. “Eu poderia ter me aposentado em 2002, mas quis continuar passando um pouco da minha experiência para os mais jovens, aprendendo novas maneiras de ensinar física de um modo mais fácil.”</p>
<div id="attachment_117357" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117357" alt="Atividades em grupo no Programa Futuro Cientista da UFSCar" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/040-043_Inc-Cientifica_207-3.jpg" width="290" height="195" /><p class="wp-caption-text">Atividades em grupo no Programa Futuro Cientista da UFSCar</p></div>
<p>Para Belmira Bueno, coordenadora dos programas de pré-iniciação científica da USP, a ideia não é formar cientistas, mas sim ampliar a formação do aluno como um todo, para que ele tenha mais elementos e faça a melhor escolha de um curso de graduação. Segundo ela, a universidade deu início à organização de uma pesquisa que irá localizar, na rede pública, os alunos que passaram pelo programa desde 2009. “Muito em breve teremos um quadro mais completo sobre o destino desses jovens, para saber quantos ingressaram na universidade e quantos, por ventura, acabaram inseridos no mercado de trabalho”, explica. Neste caso, o objetivo é saber se houve tentativas e quais os limites que se impuseram aos egressos do Pré-IC para não terem ainda ingressado no ensino superior.</p>
<p>O programa da USP foi implementado em 2008 e adotou um modelo diferente de outras universidades. É inteiramente institucionalizado por meio de parcerias estabelecidas em dois acordos: um com a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e outro com o Centro Paula Souza (CPS). O Pré-IC da USP conta com o apoio do CNPq desde 2010 e do banco Santander, que também responde pelas bolsas concedidas aos estudantes.  Há ainda um aporte da Monsanto no valor de R$ 220 mil, destinado ao pagamento de bolsas para professores do ensino médio, que participam como supervisores, e para a realização do Seminário Anual de Pré-iniciação Científica. O recurso é operacionalizado pela Fundação da USP (Fusp). Disso resulta que a USP lança três editais todos os anos com a finalidade de selecionar os alunos das duas redes de ensino público que participam do programa e os alunos de suas duas escolas que oferecem ensino médio – a Escola de Aplicação, na capital, e o Colégio Técnico de Lorena.</p>
<p>“Oferecemos aos estudantes de ensino médio a oportunidade de se dedicarem a um tema específico. Trata-se de algo diferente da aula expositiva da escola”, declara o pró-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, que também foi presidente do CNPq entre 2007 e 2010. Segundo ele, a esperança é que programas como o da USP inspirem a criação de outros, para que as experiências existentes ganhem escala.</p>
<p>O CNPq destina hoje R$ 6,7 milhões para programas de iniciação científica no ensino médio, contemplando 109 universidades no total. Em 2012 foram concedidas 4.359 bolsas, entre convênios e acordos de cooperação. Segundo a coordenadora de Programas Acadêmicos do CNPq, Lucimar Almeida, a instituição está trabalhando no sentido de aperfeiçoar os instrumentos para avaliar e mapear os bolsistas até a graduação. Um dos problemas para a consolidação dos indicadores é a falta de atualização do Currículo Lattes, porque muitos alunos não continuam atualizando o sistema depois que terminam a iniciação científica. Outro entrave é o conjunto de deficiências que os estudantes trazem do início da vida escolar. “A situação da educação básica reflete nos resultados dos projetos de iniciação científica. É preciso fortalecer o ensino em ciência e matemática desde cedo, porque a bagagem de boa parte dos alunos é fraca”, diz.</p>
<p><b>Superação<br />
</b>Mas em muitos casos as dificuldades servem para fazer o jovem despertar de um falso mito que é criado em torno do ensino público: o de que os estudantes de escola pública não são capazes de se tornar alunos de uma boa universidade pública. “Uma vez ouvi de um professor que eu não tinha condições de correr atrás do tempo perdido e tentar passar numa universidade de boa qualidade. Tempo depois, lá estava eu, na minha escola, ensinando meus colegas e servindo de inspiração para que outros também seguissem o caminho da pesquisa”, conta Willian Apolinario de Paula, que em 2011 ingressou em um projeto de pré-iniciação científica da Escola Politécnica da USP, sobre automação e sustentabilidade, quando ainda cursava o colegial na Escola Estadual Anecondes Alves Ferreira, na periferia de Diadema. Hoje aluno do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSP), Willian diz ter certeza de que, não fosse a bolsa de pré-iniciação científica, não teria perspectiva de um futuro que nunca imaginou que poderia traçar. Assim que terminar a graduação, pretende engatar o mestrado na USP e seguir carreira acadêmica. O professor que orientou Willian na Poli, Diolino Santos Filho, afirmou que o principal atributo do programa é a possibilidade de multiplicação do conhecimento na escola. “O que mais me incentiva a fazer parte dessa experiência é observar o desdobramento dos conhecimentos que são aprimorados na universidade”, esclarece.</p>
<div id="attachment_117358" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-117358" alt="Willian de Paula: projeto da iniciação terá continuidade no mestrado  " src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/040-043_Inc-Cientifica_207-4-225x300.jpg" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Willian de Paula: projeto da iniciação terá continuidade no mestrado</p></div>
<p>Desde 2012, o Projeto de Experiências de Turismo de Base Comunitária no Vale do Ribeira, realizado pelo Instituto de Psicologia da USP (IPUSP) em parceria com escolas técnicas dos municípios de Iguape, Registro e Peruíbe, no Vale do Ribeira, região sul do estado de São Paulo, reúne pesquisas sobre manifestações artísticas e religiosas, lazer e sociabilidade e interação com o turismo de comunidades tradicionais da região, como os quilombolas. A grande contribuição do projeto para os 50 alunos de ensino médio que estão envolvidos nele é a possibilidade de interação com bolsistas de mestrado, pós-doutorado e iniciação científica de graduação que também desenvolvem trabalhos na região. “Trata-se de uma política de focalização que aproxima ensino público superior e ensino médio, e por meio da qual são articulados processos educativos e científicos”, explica Alessandro de Oliveira dos Santos, um dos professores do IPUSP envolvidos no projeto.</p>
<p><b>Mudança de padrões<br />
</b>Fora do âmbito estadual, uma experiência que tem despontado é o Programa Futuro Cientista (PFC), iniciativa do <i>campus</i> de Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos. Embora esteja vinculado à UFSCar, o projeto é independente e sobrevive graças a parcerias com empresas, como a Gerdau e o Grupo Objetivo. Fazem parte da esteira de colaboradores também outras universidades, como a Universidade de Sorocaba (Uniso), a Unesp de Botucatu, o Instituto de Física de São Carlos e a PUC de Sorocaba, que também recebem alunos. Segundo Fábio de Lima Leite, criador e coordenador do programa e professor do Departamento de Física, Química e Matemática da UFSCar de Sorocaba, dos 300 estudantes que passaram pelo programa, cerca de 10% desistiram de estudar por diversas razões, inclusive envolvimento com drogas. “As escolas estaduais estão em situação precária, vemos crianças indo para a escola só para poder comer. Nossa missão é mostrar a esses jovens que o ingresso na universidade é um projeto de vida.” As bolsas para ensino médio são fornecidas pelo CNPq, mas para os outros módulos, que envolvem estudantes do ensino fundamental (6º a 9º ano), os recursos são provenientes dos patrocinadores. Os alunos do ensino fundamental trabalham na forma de redes de pesquisadores e, ao ingressarem no ensino médio, são “adotados” pelo programa e iniciam o processo de formação científica na universidade, explica Ismail Barra Nova de Melo, outro coordenador do projeto.</p>
<p>Os programas de iniciação científica para alunos de ensino médio podem ter potencial para mudar certos padrões de ensino arraigados. “O modelo que domina as escolas é baseado no currículo, que é relativamente rígido e muito preocupado com notas. Essa crença de que o currículo define as coisas é sem fundamento”, observa o pró-reitor Marco Antonio Zago. Na avaliação dele, o sistema mais eficiente é aquele em que a sala de aula torna-se uma equipe, integrando alunos e professores, com o objetivo de resolver questões fundamentais, como acontece em pesquisas científicas.</p>
<p>“O foco passa a ser a resolução de múltiplos problemas, que estão relacionados com a vida na sociedade, com os seres vivos”, afirma Zago. Nesse modelo, portanto, o trabalho em grupo, a reunião livre entre alunos e professores e a liberdade para arriscar são fatores que ajudam a definir não apenas o resultado em si de uma pesquisa, mas o nível de interesse pelo ato de estudar de uma sala de aula. “Os jovens gostam de fazer tudo em grupo, como ir para a balada. Por que não aprender da mesma forma?”, conclui.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/040-043_IniciacaoCientifica_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='A emoção da estreia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-emocao-da-estreia/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='A emoção da estreia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-emocao-da-estreia/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='A emoção da estreia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-emocao-da-estreia/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='A emoção da estreia' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-emocao-da-estreia/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Onde está a lignina no bagaço da cana</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revisor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnociência]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde está a lignina no bagaço da cana]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117434" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117434" alt="Cana-de-açúcar: medições mais apuradas para localizar a lignina" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_207-7.jpg" width="290" height="393" /><p class="wp-caption-text">Cana-de-açúcar: medições mais apuradas para localizar a lignina</p></div>
<p>Com o auxílio de um microscópio óptico confocal, um grupo de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu identificar concentrações mínimas de lignina no bagaço da cana-de-açúcar, informação importante para a transformação da biomassa em etanol celulósico. Nos processos químicos de pré-tratamento do bagaço para a produção do etanol de segunda geração, uma das etapas é a retirada da lignina, que aumenta a rigidez da parede vegetal e dificulta o acesso à celulose e, portanto, a quebra dos açúcares. “Usamos um microscópio confocal de fluorescência para mapear o local exato onde ela se encontra ao longo da parede da fibra da cana”, explica Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, pesquisador que participa do projeto coordenado por Igor Polikarpov, do IFSC-USP. Dessa forma, eles acreditam, é possível avaliar se os pré-tratamentos químicos usados no processo são efetivos. “A maioria dos métodos usados atualmente só consegue medir concentrações de lignina de até 9% e nós já chegamos a 1%”, ressalta Guimarães. Por meio da microscopia confocal, a equipe de Polikarpov mediu também as fibras de celulose individualmente, o que representa um avanço em relação aos métodos hoje em uso, que medem o conjunto de fibras.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_2077.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Onde está a lignina no bagaço da cana' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/onde-esta-a-lignina-no-bagaco-da-cana/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Onde está a lignina no bagaço da cana' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/onde-esta-a-lignina-no-bagaco-da-cana/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Onde está a lignina no bagaço da cana' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/onde-esta-a-lignina-no-bagaco-da-cana/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Onde está a lignina no bagaço da cana' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/onde-esta-a-lignina-no-bagaco-da-cana/' displayText='share'></span></p>
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		</item>
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		<title>Michel Rabinovitch: Um método para inocular ciência</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neldson Marcolin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Professor Rabinovitch relembra sua extensa e rica trajetória científica]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-117179" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/024-029_EntrevistaRabinovitch_207.jpg" width="290" height="388" />Ao procurar um texto de referência, o professor Michel Pinkus Rabinovitch abre uma pasta no computador com uma infinidade de outras pastas, cada uma delas relativa a um tema de estudo ou interesse. Os assuntos são variadíssimos e todos remetem a alguma área da ciência. Quando concedeu a entrevista a seguir, no começo deste ano, ele estava empenhado em estudar uma pequena molécula supostamente tóxica para tumores ao mesmo tempo em que pesquisava a vida de alguns cientistas para compor textos sobre história da ciência. A curiosidade intelectual, inata em todo pesquisador que se preze, continua intacta em um professor que era procurado por alunos com interesse em pesquisa na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) dos anos 1950.</p>
<p>Inicialmente interessado em hematologia, Rabinovitch formou-se em 1949, doutorou-se dois anos depois e se tornou professor adjunto de histologia e embriologia em 1959. Ao final de uma carreira de 15 anos na USP, onde orientou e formou uma geração brilhante de jovens<strong>*</strong>, o cientista deixou o Brasil em 1964, ameaçado pelo regime militar, e iniciou uma peregrinação de 33 anos em instituições dos Estados Unidos e da França. Foi pesquisador e professor na Universidade Rockefeller e na Escola de Medicina da Universidade de Nova York, onde acolheu os pesquisadores brasileiros Bernardo Mantovani, Momtchilo Russo e Clara Barbieri Mestriner; e no Instituto Pasteur, em Paris, onde orientou Silvia Celina Alfieri, Liège Galvão Quintão e Patricia Veras. Estudou biologia celular, pesquisou protozoários e bactérias e conheceu pesquisadores como Hewson Swift, Daniel Mazia, Zanvil Cohn, Rollin Hotchkiss e Ralph Steiman, entre outros.</p>
<p>Em 1997 Rabinovitch voltou definitivamente ao Brasil para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista, onde novamente formou pesquisadores e ainda hoje ajuda na orientação de alunos e participa de reuniões científicas da área de parasitologia e microbiologia. Aos 87 anos, Rabinovitch mora em um apartamento abarrotado de livros perto da universidade, aonde vai a pé. Nesta entrevista, ele contou sobre sua extensa e rica trajetória científica no Brasil e no exterior.</p>
<table class="tabela_interna" border="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><strong>Idade:  </strong>87 anos<strong><br />
</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Especialidade:</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Parasitologia e biologia celular</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Formação:</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Universidade de São Paulo (graduação e doutorado)</td>
</tr>
<tr>
<td>Universidade de Chicago (pós-doutorado)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Instituição:</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Universidade de São Paulo Universidade Rockfeller Universidade de Nova York CNRS/Instituto Pasteur</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Instituição atual:</strong><strong><br />
</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Universidade Federal de São Paulo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><em>O senhor tem fama de ser o formador de pesquisadores como Ricardo Brentani, Nelson Fausto, Thomas Maack e Sérgio Henrique Ferreira, entre outros. O que propiciou a formação de gente tão qualificada?</em></strong><br />
Vários fatores. Na década de 1950 existiam alguns grupos excelentes de pesquisa básica no Instituto Biológico, no Instituto Butantan e na Faculdade de Filosofia da USP. Eu mesmo frequentei as conferências das sextas à tarde no Biológico, presididas por Henrique da Rocha Lima. Na mesma época o ambiente científico nas cadeiras básicas da FMUSP era limitado a alguns excelentes investigadores isolados, entre os quais Floriano Paulo de Almeida, Carlos da Silva Lacaz e Wilson Teixeira Beraldo. Em iniciativa pioneira, hoje pouco lembrada, do fim da década de 1940, por alguns anos, desenvolveu-se no quarto andar da FMUSP o Laboratório de Câncer Andrea e Virginia Matarazzo, dirigido por Piero Manginelli, que trouxe a cultura de tecido e a cancerologia para a Faculdade de Medicina, como tinha feito Robert Archibald Lambert na década de 1920. As grandes mudanças do meio do século nas cadeiras básicas da faculdade se iniciaram com Luiz Carlos Junqueira, seguido por Isaias Raw e Alberto Carvalho da Silva. Antes disso as oportunidades para o treinamento de estudantes em ciência experimental eram poucas. Os estudantes interessados em pesquisa clínica se dirigiam para o HC, já povoado por clínicos-pesquisadores de alto nível como Michel Abujamra, meu guru e amigo vitalício, Helio Lourenço de Oliveira, José Barros Magaldi e Dirceu Pfuhl Neves. Nesse contexto eu era um franco-atirador informal, pouco autoritário, recém-chegado de excelente experiência nos Estados Unidos, de 10 a 12 anos mais velho do que os estudantes, interessado em música, leitura e no papel da ciência na sociedade. Além disso, minha vida pessoal permitia conviver com os estudantes dentro e fora do laboratório. Acredito que esses fatores contribuíram para aquele evento histórico, difícil de ser reproduzido hoje.</p>
<p><strong><em>O professor Brentani disse em uma entrevista que os jovens com talento para pesquisa na FMUSP eram orientados pelos professores a “procurar o Rabino”.<br />
</em></strong>O Ricardo era atraído pela pesquisa, me procurou e a gente trabalhou muito junto – e nos divertimos muito também.</p>
<p><strong><em>O Departamento de Histologia era mesmo o melhor da faculdade?<br />
</em></strong>Em 1946 ou 1947 a ciência no Departamento de Histologia e Embriologia continuava voltada para a anatomia microscópica, embriologia e teratologia: ela era descritiva, tradicional, pré-moderna. Microscópios, micrótomos, estufas e corantes eram os instrumentos utilizados. Aprendi as técnicas assessorado por José dos Santos, um técnico esplêndido. Aos alunos de medicina ensinava-se o necessário para a compreensão da fisiologia e da patologia. O mesmo ocorria em outros departamentos. O professor José Oria percebia que a mudança era necessária. Ele mesmo me deu um volume de um simpósio de Cold Spring Harbour de 1947 sobre ácidos nucleicos. Em 1948, a tomada de poder pelo Junqueira, que aos 28 anos possuía doutoramento, docência e assumia a cátedra por concurso, revolucionou o departamento, agora rebatizado de Departamento de Biologia Celular. Em um incidente pitoresco, a ocupação relâmpago de um largo espaço livre no segundo andar permitiu a construção de um amplo laboratório arejado, ricamente mobiliado pela Fundação Rockefeller com câmara fria, centrífugas, eletroforese, balanças, espectrofotômetros, coletor de frações, microscopia, microcinematografia, um armazém de corantes e produtos para histoquímica. A pesquisa para Junqueira envolvia não só a microestrutura como a histofisiologia, histoquímica, radioautografia, estudo de células vivas e a abordagem química e bioquímica, inicialmente desenvolvida por Hannah Rothschild e, mais tarde, por José Ferreira Fernandes e outros. Generosamente apoiado pela Capes e pelo CNPq, o departamento treinou numerosos estudantes e pós-doutorandos de São Paulo e outros estados; alguns se tornaram membros do departamento, como José Ferreira Fernandes, Ivan Mota; outros, como Chapadeiro, Tafuri (ambos de Minas) e José Carneiro S. Filho tiveram carreiras brilhantes. Junqueira também trouxe para a FMUSP, por períodos curtos, professores estrangeiros de alto nível que davam minicursos preciosos. Entre eles, Eleazar Sebastián Guzman-Barron, Johanes Holtfreter e George Gömöri. Foi a primeira revolução das ciências básicas da FMUSP, pouco depois seguida pelas metamorfoses da bioquímica, da fisiologia e da parasitologia lideradas por Isaias Raw, Alberto Carvalho da Silva e pelos companheiros de Samuel Pessoa, como o casal Deane, Luiz Hildebrando Pereira da Silva e o casal Nussenzweig.</p>
<p><strong><em>Por que optou por estudar medicina?<br />
</em></strong>Perdi meus pais cedo. A mãe com leucemia aguda e o pai com tumor de rim. Tinham 46 e 47 anos. Foi por isso que estudei medicina. Antes disso estava me preparando para fazer engenharia, a profissão do meu pai. Me interessei pela hematologia por causa da leucemia e escolhi o Oria e depois o Michel Abujamra como mentores. Um dos meus primeiros artigos se chama “Aspectos citoquímicos da célula leucêmica”. Em 1944 entrei na faculdade e me formei em 1949. Meu pai se formou em Lausanne, na Suíça, onde conheceu o artista plástico brasileiro Antonio Gomide, que insistiu para que ele se mudasse para o Brasil. Ele veio. Começou pelo Rio Grande do Sul e terminou em São Paulo. Ainda existem prédios por aqui construídos por uma firma da qual meu pai era sócio. Conheceu minha mãe em São Paulo, que chegou de Odessa, Ucrânia, em 1910.</p>
<p><strong><em>A família de sua mãe imigrou antes?<br />
</em></strong>O primeiro a chegar ao Brasil, aos 18 anos, em 1888, foi meu tio-avô do lado da minha mãe, Jacob Zlatopolsky, que veio sozinho para cá. Trabalhou numa tipografia no Brás, virou dono do negócio e montou uma papelaria na rua São Bento, 21A. Ainda me lembro do perfume do lápis alemão da Faber, daquele cheiro de cedro que dominava o ambiente. Em 1910, ele mandou vir a família, que morava em Genebra. Acabou se casando com uma sobrinha, Genia, que não teve filhos e com quem eu e meus irmãos moramos depois que meus pais morreram.</p>
<p><strong><em>O senhor começou a pesquisar já durante a graduação?<br />
</em></strong>Meu primeiro artigo é de 1947, quando eu cursava o quarto ano de graduação. Eu matava aula para trabalhar no laboratório sabendo que ia ser pesquisador. Nunca fiz um parto na vida. Meu primeiro artigo foi publicado em francês na <i>Revista Brasileira de Biologia</i>. O trabalho tratava do dimorfismo sexual da glândula submaxilar do camundongo, modelo que foi depois intensamente explorado por Junqueira e seus colaboradores. O tema tinha sido sugerido a Junqueira pelo radiobiólogo francês A. Lacassagne, que durante a Segunda Guerra Mundial descobriu o dimorfismo sexual das submaxilares de rato; ele nos visitou na FMUSP provavelmente em 1946.</p>
<p><em><strong>Quando o senhor foi para Chicago?<br />
</strong></em>De setembro de 1953 a setembro de 1954 fui bolsista da Fundação Rockefeller na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Comecei trabalhando no laboratório de Microscopia Eletrônica de Isidore Gerch, um excelente cientista. Ele estava desenvolvendo um método para microscopia eletrônica de cortes ultrafinos de tecidos congelados e dissecados. Percebi que não era coisa para mim e, com anuência da Fundação Rockeffeler, fui trabalhar no Departamento de Medicina da mesma universidade com Eleazar Sebastián Gusman-Barron, que então orientava Hannah Rothschild, colaboradora de Junqueira.</p>
<p><em><strong>Os pesquisadores também iam para fora do país?<br />
</strong></em>Sim. Foi o caso de Hannah, o meu e, mais tarde, o de Ferreira Fernandes, Ivan Mota e outros. Gusman-Barron me propôs verificar se a molécula da ribouclease pancreática tinha um grupo sulfidrila livre como acreditavam pesquisadores belgas. Barron pediu para eu utilizar inibidores e medir a atividade enzimática. Fiz isso e publiquei um <i>paper</i> com ele mostrando os resultados. Em Chicago tive também a oportunidade de conhecer o notável biólogo e ser humano Hewson Swift, do Departamento de Zoologia.</p>
<p><strong><em>De lá o senhor foi para a Califórnia?<br />
</em></strong>Fui para a Universidade da Califórnia em Berkeley a convite de Daniel Mazia. Eu estava chateado em Chicago e resolvi fazer o curso de fisiologia celular no Marine Biological Laboratory, em Woods Hole, perto de Boston, no verão de 1954. Entre os professores estavam James Watson e George Wald. Por coincidência, estavam lá o Hewson Swift e o Daniel Mazia, outro biólogo que formou gerações de pesquisadores. Depois do curso de biologia celular, quem quisesse podia ficar o resto do verão. Eu fiquei, em um espaço que me cederam. Montei uma experiência que tentava estudar a síntese de rodopsina no olho de sapo. Não deu em nada, mas o Mazia gostou de mim e me convidou para trabalhar no laboratório dele em Berkeley. A Rockefeller autorizou. Foram somente quatro meses, mas valeu a pena.</p>
<p><em><strong>Por que esse período foi importante?</strong></em><br />
Porque me associou a um projeto extremamente interessante. O Mazia juntou três cientistas de alto nível: Walter Plaut, que dominava técnicas de radioautografia de alta resolução; David Prescott, um excelente biólogo celular; e Lester Goldstein, especializado em micromanipulação e microcirurgia de células em microscópio. Eles conseguiram a primeira demonstração sólida de que o RNA sai do núcleo e vai para o citoplasma. Para isso marcavam o núcleo de amebas com fosfato radioativo. O núcleo marcado era transferido para outra ameba da qual se tinha removido o núcleo. A passagem do isótopo para o citoplasma era demonstrada por radioautografia. Pensaram inicialmente que o isótopo estivesse associado ao DNA. Como eu trabalhava no laboratório do Hewson, conhecia um método muito simples de mostrar se o isótopo estava no DNA ou no RNA. Demonstrei para eles que o fosfato estava no RNA e que era o RNA que migrava para o citoplasma.</p>
<p><strong><em>O senhor publicou com eles?<br />
</em></strong>Com o Plaut publiquei um artigo em 1956 sobre o que acontecia quando o núcleo marcado era transplantado para uma célula nucleada. Ficamos amigos. Depois que Plaut migrou para a Universidade de Wisconsin, em Madison. Ele veio para o Brasil duas vezes e deu aula na USP. Em Wisconsin Plaut pensou ter encontrado síntese de DNA no citoplasma das amebas e assumiu que poderia se tratar de DNA mitocondrial. Visitando o laboratório, demonstrei que a incorporação de isótopo era devido à presença de bactérias simbiontes nas amebas que ele utilizava. Plaut se convenceu e publicamos dois artigos sobre isso no <i>Journal of Cell Biology</i>. Em outro estudo demonstramos que os sibiontes se multiplicam sem controle nas amebas enucleadas.</p>
<p><em><strong>Esse trabalho foi feito nos Estados Unidos. O senhor conseguiu fazer algo parecido no Brasil?<br />
</strong></em>Muitos anos depois, de volta a São Paulo, na Unifesp, comecei a infectar células enucleadas com vários patógenos.</p>
<p><em><strong>Como foi quando voltou ao Brasil depois dessa sua primeira saída?<br />
</strong></em>Voltei em 1955. Foi aí que vieram todos aqueles estudantes talentosos estudar comigo. Contei que tinha trabalhado em ribonuclease [tipo de enzima que catalisa a degradação do RNA] no laboratório do Gusman-Barron. Aí nos perguntávamos: tem ribonuclea-se no sangue? Tinha. Tem no soro? Por que não procuramos saber de onde vem a do soro? Foram nessas pesquisas que entraram o Sergio Dohi, o Thomas Maack, o Brentani, o Nelson Fausto. Experiências envolvendo a retirada dos rins em diferentes espécies de animais sugeriram que o rim filtra a ribonuclease. Em cooperação com colegas da nefrologia, demonstramos que a atividade da ribonuclease sérica era também elevada em pacientes com insuficiência renal. O rim filtra e degrada a enzima. Em experimento clássico sugerido pelo nefrologista Israel Nussenzweig, da USP, a urina dos ureteres no cão era desviada para o sistema venoso. Nesse caso o animal desenvolvia uremia, mas a ribonuclease do soro não subia.</p>
<p><strong><em>Quem o convidou para ir para a Universidade de Brasília, a UnB, em 1964?<br />
</em></strong>Interessado no projeto fantástico da UnB, eu me ofereci e escrevi para o professor Maurício Oscar da Rocha e Silva, então encarregado da Biologia. Estive em Brasília duas vezes em reunião com Antonio Cordeiro e outros. No dia 1º de abril de 1964 fui nomeado professor em Brasília. Não tomei posse.</p>
<p><strong><em>O senhor foi nomeado e não assumiu.<br />
</em></strong>Se eu assumisse não sairia do Brasil e iria preso. Eu tinha muito pouca atuação política, mas muitos dos meus estudantes eram trotskistas, outros comunistas, e eu era acusado de ser o mentor deles. Mas nunca fui do Partido Comunista. Eu não gosto do poder de poucos nem de partido político, sou anarquista.</p>
<p><em><strong>De repente o senhor se viu desempregado, sem USP nem UnB.<br />
</strong></em>É, fiquei. Não fui atingido pelo AI-5 porque saí do país. No dia 1º de abril foi instalada uma Comissão de Inquérito na USP que começou a me investigar. O representante da repressão na Faculdade era o professor Geraldo de Campos Freire, que procurei para perguntar por que ele estava me investigando. Ele respondeu que minha consciência deveria saber. Prenderam o Thomas Maack. Durante a reunião da SBPC em Ribeirão Preto, apareceram tiras para prender o Luiz Hildebrando [Pereira da Silva] e a mim. O Hildebrando, como bom comunista, saiu pela frente, se entregou e foi para a cadeia. O Mauricinho [Rocha e Silva, filho de Maurício Oscar da Rocha e Silva] me avisou que estavam me procurando e me levou para São Paulo no seu Fusca. Nunca mais vi minha perua Willis, da Ford, que se destinava a transportar homens e bagagens de São Paulo a Brasília. Me refugiei na casa de meu primo José Mindlin, onde fui visitado por amigos, mas não pelos tiras.</p>
<p><strong><em>Ficou quanto tempo escondido?<br />
</em></strong>Uns 10 dias. Walter Plaut, que sabia da história, escreveu dizendo que tinha emprego para mim em Madison. Era uma opção, mas eu preferia ir para a Universidade Rockefeller, porque me interessava pelos trabalhos de Cohn e Hirsch sobre lisossomas [organelas celulares].</p>
<p><em><strong>Por que não voltou com a anistia?<br />
</strong></em>Porque aí já tinha esposa e filhas. Além disso, quando mataram o Vladimir Herzog, fiquei tão enraivecido que entreguei meu passaporte ao consulado brasileiro em Nova York e me vi sem nacionalidade. Achei que aquelas barbaridades nunca iam acabar. Tive de pedir a nacionalidade americana. Vocês se lembram do Frei Tito [Alencar de Lima], preso e torturado pelos militares? Quem traduziu o artigo dele para o inglês fui eu, para publicar na revista <i>Look</i>, em 1970. A gente fazia o que podia para ajudar. Quando eu voltei para cá, o Fernando Henrique Cardoso era presidente e me devolveu a cidadania brasileira; e José Goldemberg, então reitor da USP, me aposentou. E hoje sou professor emérito. Bonito, não é?</p>
<p><strong><em>O senhor foi investigado?<br />
</em></strong>Fui, mas estava fora. A promotoria recorreu três vezes e fui inocentado em todas. Isso no Inquérito Policial Militar, que correu a minha revelia. Meu advogado era o Mário Simas, que ajudou muita gente de esquerda. A ironia é que devo minha carreira no exterior aos militares. Passei 16 anos nos Estados Unidos, 15 na França e voltei há 17.</p>
<p><strong><em>Por que foi para a França?<br />
</em></strong>Entre 1980 e 1981 fiz um ano sabático na Unidade de Parasitologia Experimental do Instituto Pasteur, para estudar Leishmania com Jean Pierre Dedet no laboratório dirigido por Luiz Hildebrando. Voltei para Nova York e comecei os projetos sobre os vacúolos parasitóforos de macrófagos infectados. Em 1984 surgiu a oferta para trabalhar no Centre National de la Recherche Scientifique, lotado no Instituto Pasteur. Eu não podia recusar.</p>
<p><em><strong>Sua segunda mulher era americana?<br />
</strong></em>Era suíça, Odile Levrat, mas morava em Nova York. Tive duas filhas americanas. A mais velha, Miriam, mora em Paris e, com Serge, teve minha única neta, Eleanor, de 4 anos, o pequeno, grande amor de minha vida. Minha filha mais nova, Caroline, mora em Nova York. Formada em cinema, é uma escritora potencial.</p>
<p><strong><em>Por que voltou para Nova York depois de Paris?<br />
</em></strong>Meu primeiro período na Rockefeller gerou amigos de longa data. Um era o Jim Hirsch, interessado em tuberculose e depois em neutrófilos, macrófagos, quimiotaxia e fagocitose. Jim faleceu em 1987. Zanvil Cohn foi um amante de macrófagos e de suas múltiplas funções. Quando Cohn soube que eu iria me aposentar do Pasteur em 1994, escreveu me convidando para passar um ano na Rockefeller. Infelizmente Cohn nos deixou subitamente. Seu sucessor, Ralph Steinman, fez questão de manter o convite. Foi assim que eu passei mais um ano na Rock-feller antes de voltar para o Brasil. Durante aquele ano trabalhei no laboratório de Gilla Kaplan coinfectando células com <i>Coxiella burnetii </i>de fase II e <i>Mycobacterium avium</i> e <i>Mycobacterium tuberculosis</i>. Mas Ralph também faleceu. O lugar dele foi ocupado pelo brasileiro Michel Nussenzweig [filho de Ruth e Victor], que foi meu aluno no curso de medicina da Universidade de Nova York.</p>
<p><strong><em>Além dessas bactérias, o senhor estudava também a Leishmania?<br />
</em></strong>Sim. No caso da Leishmania, há espécies que habitam grandes vacúolos [vesículas] semelhantes a fagolisossomas. Outras ocupam vacúolos com pouco espaço livre. Quando trabalhava no Instituto Pasteur, soube que a bactéria <i>Coxiella burnetii</i>, agente da febre Q humana ou animal, também ocupa vacúolos grandes com características de lisossomas [outro tipo de vacúolo] semelhantes aos da Leishmania. Comparei as capacidades de fusão dos vacúolos de <i>Leishmania</i> e de <i>Coxiella</i> com pequenos fagossomas contendo partículas inertes. Produzi um artigo com a Denise Mattei e a Patrícia Veras, que era minha pós-doutoranda da Bahia, sobre este assunto. Um dia estava tomando banho e me ocorreu uma ideia. Tenho no laboratório dois patógenos que vivem em lisossomas. O que aconteceria se uma mesma célula fosse infectada pelos dois? Eles ficariam em compartimentos separados ou iriam partilhar os mesmos vacúolos. Pensado e feito. No mesmo dia, células infectadas por <i>Coxiella</i> foram também infectadas com <i>Leishmania amazonensis</i>. No dia seguinte, muitas <i>Leishmania</i> se encontravam nos vacúolos das <i>Coxiella</i>. Mais ainda, as <i>Leishmania</i> se dividiam nos vacúolos emprestados e se transformavam reversivelmente em promastigotas flageladas. Mas o experimento inverso não funciona. Se você infecta as células primeiro com <i>Leishmania</i>, espera um dia e reinfecta com <i>Coxiella</i>, os dois organismos ficam cada um em seu vacúolo. Isso foi em 1995 e representou a criação do que denominei a construção de vacúolos quiméricos, que não existem só na nossa imaginação. O experimento foi depois repetido por Patricia com o <i>Trypanosoma cruzi</i>. Neste caso, os <i>Trypanosoma</i> nadavam circulando pela periferia dos vacúolos de <i>Coxiella</i> como se estivessem procurando uma saída. Fizemos uns vídeos magníficos que comoveram alguns biólogos. Mais tarde demonstrei que micobactérias em vacúolos apertados também podem penetrar dessa forma nos vacúolos ocupados por <i>Coxiella</i>. Esse modelo, porém, ainda não foi estudado como deveria.</p>
<p><em><strong>Como o senhor voltou para o Brasil e escolheu a Unifesp?</strong></em><br />
Tinha colegas e amigos na Escola Paulista de Medicina da Unifesp que me conheciam bem e me convidaram a me juntar a eles. Não me arrependi.</p>
<p><strong><em>Tem cargo lá?</em></strong><br />
Sou aposentado da USP e professor colaborador na Unifesp. Não ganho salário da Unifesp, mas recebi um laboratório e mantenho um pequeno escritório que ainda uso. Frequento seminários, participo de reuniões em duas disciplinas e aconselho estudantes e outros, quando solicitado. De vez em quando sou chamado para dar alguns seminários sobre história, sociologia e política da ciência, por exemplo.</p>
<p><em><strong>Vamos fechar esta entrevista com o mesmo tema do começo: qual o melhor jeito de formar cientistas?</strong></em><br />
Minha experiência e as de outros me mostraram que não é preciso ser um grande cientista para induzir os estudantes a fazerem ciência. Os melhores educadores e formadores de cientistas transmitem seu entusiasmo pela ciência e enfatizam a importância da curiosidade e da necessidade de brincar com as ideias. Há uma diferença entre a iniciação científica e o desenvolvimento do cientista como profissional. Não acho que tenha feito grande ciência. O que de realmente importante aconteceu foi pertencer a uma comunidade que queria aprender junto.</p>
<p><strong><em>Por sua trajetória, nos parece que o senhor também fez boa ciência.</em></strong><br />
Até fiz alguma, mas não no começo. A melhor recompensa, porém, é contribuir para formar alguém que é melhor cientista do que você mesmo.</p>
<p>&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>*</strong> Sergio R. Doni, Jacob Kipnis, Nelson Fausto, Ricardo Renzo Brentani, Thomas Maack, Azzo Widman, Bernardo Liberman, José Gonzales, Sergio Henrique Ferreira, J. F. Terzian, Mauricio Rocha e Silva (Filho) e Waltraut Helene Lay.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/024-029_Entrevista_207NOVO1.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Michel Rabinovitch: Um método para inocular ciência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/michel-rabinovitch-um-metodo-para-inocular-ciencia/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Michel Rabinovitch: Um método para inocular ciência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/michel-rabinovitch-um-metodo-para-inocular-ciencia/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Michel Rabinovitch: Um método para inocular ciência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/michel-rabinovitch-um-metodo-para-inocular-ciencia/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Michel Rabinovitch: Um método para inocular ciência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/michel-rabinovitch-um-metodo-para-inocular-ciencia/' displayText='share'></span></p>
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		<title>A redescoberta de uma floresta</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Fioravanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Construção de rodoanel motiva expedições científicas à serra da Cantareira, na Grande São Paulo
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117418" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117418" alt="O início de uma estrada: a vegetação nativa a ser removida em um dos canteiros de obra do trecho norte do rodoanel" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-1.jpg" width="290" height="274" /><p class="wp-caption-text">O início de uma estrada: a vegetação nativa a ser removida em um dos canteiros de obra do trecho norte do rodoanel</p></div>
<p>No início de fevereiro, em uma das expedições semanais dos pesquisadores do Instituto de Botânica às áreas a serem cortadas pelo trecho norte do rodoanel – a estrada de 180 quilômetros (km) de extensão em fase final de construção em torno da Grande São Paulo –, a botânica Cíntia Kameyama reconhece e colhe espécies de plantas provavelmente raras do cerrado que crescem em um campo ao lado de um sítio a seis quilômetros do aeroporto de Guarulhos. “A estrada vai passar aqui e esta área de mata vai desaparecer”, ela comenta, enquanto separa as plantas colhidas. “O último túnel do rodoanel começa ali”, diz o botânico Paulo Ortiz, apontando para um morro coberto de árvores, entre as quais se destacam as flores coloridas das quaresmeiras. Logo depois Regina Shirasuna volta de uma caminhada a um aglomerado de árvores carregando uma pá e vários sacos que escondem apenas a raiz das plantas que ela colheu: “Vou replantar ainda hoje”. Em seis meses de trabalho, as equipes de resgate tinham recolhido cerca de 200 plantas e as levado para serem cultivadas no instituto. Das 20 áreas visitadas, algumas eram usadas para desova de cadáveres ou encontros de grupos religiosos, que se reuniam em clareiras da mata para cantar alto e, quando os pesquisadores passavam, cumprimentavam com um “paz, irmão!”.</p>
<p>O trabalho de campo se intensificou em abril, quando outros grupos de botânicos começaram a resgatar bromélias e outras plantas raras penduradas nas árvores das matas a serem suprimidas nas bordas da serra da Cantareira, a maior floresta urbana do país, com 30 km de extensão, em boa parte já ocupada por bairros populares e condomínios luxuosos, na zona norte de São Paulo e em municípios vizinhos. Ao mesmo tempo, biólogos e veterinários entraram na mata para cortar a vegetação mais baixa e fazer muito barulho para resgatar filhotes e espantar para o alto da serra os que pudessem fugir. Eles trabalhavam com pressa: logo chegariam os tratores para remover a vegetação nativa das áreas que serão tomadas pelas pistas do trecho norte do rodoanel, que terá 44 km de extensão, boa parte em Guarulhos. Em três anos, quando estiver pronto, esse trecho completará o anel viário que deve desviar os caminhões que chegam de outras regiões do país e hoje têm de passar pelas avenidas marginais, dificultando o trânsito dos moradores da Grande São Paulo.</p>
<p><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207.jpg" rel="lightbox[117409]" title="A redescoberta de uma floresta"><img class="alignleft size-medium wp-image-117419" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-300x271.jpg" width="300" height="271" /></a>Em consequência das exigências ambientais, impensáveis até há poucas décadas, quando as rodovias se impunham sem questionamentos sobre as florestas do país, provavelmente nunca antes uma estrada foi construída com tantos cuidados – até os engenheiros tiveram de abdicar da autonomia e trabalhar com pesquisadores dos institutos de Botânica e Florestal. Para complicar, a estrada teria de passar por bairros densamente povoados de São Paulo e Guarulhos e próxima ao Parque Estadual da Cantareira, uma área de preservação de remanescentes de mata atlântica. Com 80 km<sup>2</sup>, o parque abrange quatro municípios – São Paulo, Mairiporã, Caieiras e Guarulhos – e abriga 25% da área original e pelo menos 60% da cobertura vegetal da serra, além de proteger as nascentes que fornecem água para os moradores da metrópole desde o final do século XIX.</p>
<p>Desde que começou a ser planejado, há 10 anos, o traçado do trecho norte passou por transformações radicais para reduzir os impactos ambientais – uma das propostas era passar ao norte da serra da Cantareira, não ao sul, como no trajeto aprovado. “Examinamos dezenas de possibilidades de traçado, em interação com as prefeituras e as secretarias de meio ambiente dos municípios a serem atingidos”, diz Carlos Henrique Aranha, diretor da Prime Engenharia, empresa de gerenciamento ambiental contratada pela Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa pública responsável pela construção do trecho norte.</p>
<div id="attachment_117422" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117422" alt="A cidade e a serra: o Núcleo Cabuçu e o contínuo de florestas protegidas pelo parque (acima) e plantas coletadas em Guarulhos em fase de identificação botânica" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-3.jpg" width="290" height="180" /><p class="wp-caption-text">A cidade e a serra: o Núcleo Cabuçu e o contínuo de florestas protegidas pelo parque (acima) e plantas coletadas em Guarulhos em fase de identificação botânica</p></div>
<p>O traçado final é o resultado de muitas negociações, não só entre órgãos do governo. Os protestos e as pressões dos moradores da região norte da capital e dos municípios a serem atingidos pelas obras resultaram em vários ajustes: a estrada desvia de um campo de tênis, de uma caixa-d’água que havia sido recém-construída quando foi anunciada, de um condomínio de luxo e de uma paineira com 15 metros de altura repleta de bromélias. Mas vai ocupar o terreno da escola em uma avenida de terra na periferia de Guarulhos, que deverá ser refeita em outro lugar. Ninguém diz que o traçado da estrada – construída a um custo estimado em R$ 6,5 bilhões – é perfeito, mas “o de 10 anos atrás era mais impactante”, diz Geraldo Franco, pesquisador do Instituto Florestal. “A obra já foi bloqueada por causa da oposição de ONGs e órgãos ambientais do governo que analisaram os relatórios de impacto principalmente sobre a serra da Cantareira”, ele relata. A estrada que começou a ser construída vai cortar o parque por meio de túneis.</p>
<p><b>Repor o que cortar<br />
</b>Para reduzir o impacto da obra, a regra é simples: repor o que tiver de ser removido. A Dersa anunciou que garantirá uma indenização ou uma casa nova às 3.490 famílias atingidas pela obra. Há uma grande preocupação também com a fauna – incluindo cerca de mil cães e 800 gatos mantidos pelos moradores – e com a flora. “Possivelmente teremos menos resgates que no trecho sul, porque os animais terão para onde fugir”, disse o veterinário Plínio Aiub, coordenador do grupo de empresas responsáveis pelo afugentamento e resgate de fauna, em uma reunião de planejamento realizada no início de fevereiro na Dersa.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-117424" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-4.jpg" width="290" height="236" />Na região por onde a estrada vai passar, de acordo com inventários anteriores, vivem 234 espécies de aves, 49 de répteis e 65 de mamíferos – incluindo bugios, preguiças, veados, gambás e ouriços. Cogita-se a construção de túneis e corredores com cordas entre árvores nas estradas que cortam a serra para evitar atropelamentos e facilitar a passagem de animais. “Se vai funcionar? Só testando para saber”, diz o ecólogo Márcio Port-Carvalho, do Instituto Florestal.</p>
<p>A vegetação nativa que tiver de ser cortada terá de ser reposta: é o reflorestamento compensatório, como já foi feito no trecho sul, inaugurado em 2010, e deve ser adotado também no trecho leste, já em construção. Em 2007, como condição para a aprovação do projeto de construção do trecho sul, órgãos ambientais estaduais e federais determinaram que a Dersa replantasse 1.016 hectares de florestas (cada hectare equivale a 10 mil metros quadrados), em áreas próximas à futura rodovia, para compensar a perda de 200 hectares de mata atlântica que cerca a Grande São Paulo. Até janeiro de 2012, em um terço das 147 áreas plantadas, a maioria das árvores tinha morrido ou não tinha crescido como se esperava, por causa de alagamentos, incêndios provocados, geadas, invasão de gado e oposição de moradores vizinhos (<i>ver</i> Pesquisa Fapesp <i>nº 191</i>).</p>
<p>Agora se prevê a reposição de cerca de mil hectares, em áreas próximas que ainda estão sendo identificadas. Um problema para o qual os especialistas ainda não encontraram solução é como repor as áreas de cerrado inesperadamente identificadas nos municípios de Guarulhos e Arujá, agora consideradas preciosas por representarem um tipo de vegetação eliminada com o crescimento das cidades e com obras como o aeroporto de Guarulhos. Planeja-se reaproveitar o solo que tiver de ser retirado nas novas áreas, mas não há garantia de que essa estratégia funcione, porque até hoje biólogos, agrônomos e engenheiros florestais não conseguiram manter de modo satisfatório as plantas do cerrado fora das áreas em que crescem naturalmente. “Os estudos sobre a produção de mudas de espécies do cerrado ainda são incipientes”, lembra Franco.</p>
<div id="attachment_117427" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117427" alt="À frente dos tratores: corte da mata baixa e resgate de plantas e animais" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-7.jpg" width="290" height="211" /><p class="wp-caption-text">À frente dos tratores: corte da mata baixa e resgate de plantas e animais</p></div>
<p>A movimentação de homens e máquinas envolvidos com a construção do trecho norte está aumentando a visibilidade da serra coberta de mata atlântica, que ajuda os moradores de São Paulo a se orientarem geograficamente, mas ainda é pouco conhecida. A cada ano, 90 mil moradores da cidade visitam o Parque da Cantareira (aberto apenas nos finais de semana), a 20 km do centro da cidade, de onde se pode ter uma magnífica vista da metrópole, a mil metros de altitude. Não é muito se comparado com o Parque do Ibirapuera, que recebe 70 mil pessoas apenas em um sábado de sol.</p>
<p>Como os visitantes, os levantamentos sobre os animais e as plantas do Parque da Cantareira não são abundantes. “Ainda temos muitas espécies de árvores, entre elas duas de cinamomos, para serem descritas”, diz João Batista Baitello, biólogo do Instituto Florestal. Em 2010, seu colega Frederico Arzolla apresentou 101 espécies de arbustos e árvores que crescem em clareiras que haviam sido formadas para a instalação de torres de transmissão de energia elétrica e em 2011 outras 179 espécies de árvores encontradas em 11 km de trilhas no interior do parque. Desde o início do século passado os estudos se concentram nas áreas mais preservadas do parque, como o Pinheirinho, que Baitello visitou pela primeira vez logo depois de ter sido contratado pelo instituto, em 1976. Seis anos depois, ele e Osny Tadeu de Aguiar apresentaram o primeiro levantamento amplo dessa região, com 189 espécies de árvores, entre elas algumas majestosas como o carvalho-nacional, o guatambu, a canela-preta, o jequitibá-branco, o pau-terra e o pau-furado, a maior de todas, com até 40 metros de altura e 3 de diâmetro. O parque abriga 678 espécies de árvores e 866 de animais já descritas, de acordo com o plano de manejo, o mais completo inventário feito até agora. Esse trabalho, que pode ser encontrado no <i>site</i> do Instituto Florestal, apresenta também áreas prioritárias que deveriam ser mais estudadas (<i>ver mapa</i>).</p>
<div id="attachment_117430" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><img class="size-medium wp-image-117430" alt="Bromélias e orquídeas coletadas e mantidas em viveiros" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-8-198x300.jpg" width="198" height="300" /><p class="wp-caption-text">Bromélias e orquídeas coletadas e mantidas em viveiros</p></div>
<p>A diversidade biológica se deve à combinação de dois tipos distintos de mata atlântica, a ombrófila densa montana, encontrada em serras, e a semidecidual, com árvores que perdem parte das folhas nas épocas mais secas do ano, e à diferença de altitude, que varia de 775 a 1.200 metros. Segundo Alexsander Antunes, especialista em aves do Instituto Florestal, a época de frutificação de uma mesma espécie pode variar de acordo com a atitude: a palmeira-juçara, por exemplo, frutifica entre abril e junho nas regiões mais baixas e no final do ano nas mais altas, desse modo fornecendo frutos para arapongas e sabiás ao longo do ano todo.</p>
<p><b>Uma floresta de histórias</b><br />
A Cantareira está muito ligada à história da capital paulista. “Muito provavelmente as árvores utilizadas para fazer as vigas sobre as paredes de taipa do Pátio do Colégio, construído no século XVI, vieram da serra da Cantareira”, diz Baitello, que em seguida mostra uma placa de canela-preta com pelo menos 460 anos de idade com que um morador da cidade, José Nunes de Vilhena, presenteou dom Bento José Pickel, padre beneditino e curador do herbário do então chamado Serviço Florestal, mais tarde Instituto Florestal.</p>
<p>Como os fazendeiros buscavam mais terras para plantar café, chá ou cana-de-açúcar, o desmatamento na serra cresceu bastante até o final do século XIX, quando o governo estadual resolveu agir, desapropriando fazendas para proteger as nascentes ou riachos que abasteciam a cidade – o nome Cantareira, por sinal, vem da palavra cântaro, onde os moradores e viajantes guardavam água. “A conservação ambiental no estado de São Paulo começou aqui, antes mesmo do conceito de parque ou reserva”, diz Arzolla. O parque nacional mais antigo do Brasil, o de Itatiaia, foi criado em 1937.</p>
<div id="attachment_117425" class="wp-caption alignright" style="width: 271px"><img class="wp-image-117425" alt="Perereca de uma das áreas da futura estrada" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-9.jpg" width="261" height="232" /><p class="wp-caption-text">Perereca de uma das áreas da futura estrada</p></div>
<p>A criação do Serviço Florestal em 1911 e da Guarda Florestal um ano depois assegurou a preservação da mata e de boa parte dos animais que a habitavam. Onças-pintadas e catetos não foram mais vistos, em consequência da fragmentação da mata e da caça intensiva, mas o parque e as áreas próximas abrigam uma das maiores populações de bugios (<i>Alouatta clamitans</i>) do país. “Por aqui vivem centenas de bugios”, diz Port-Carvalho, que está terminando uma estimativa da população desses animais. Das quatro espécies de primatas nativas encontradas atualmente na serra da Cantareira, a única ameaçada de extinção é o sagui-da-serra-escuro ou <i>Callithrix aurita</i>. Uma das maiores ameaças é o cruzamento com outras espécies de saguis que não viviam na serra, como <i>Callithrix penicillata</i>. “Na semana passada, pela primeira vez, vi um <i>C. aurita</i> andando com um grupo de <i>C. penicillata</i> em uma área contínua à Cantareira”, relata Port-Carvalho.</p>
<p>“Dos parques de mata atlântica, este é o mais fácil para ver bichos, tanto macacos quanto aves”, diz Antunes, que mora em um condomínio a dois quilômetros do parque em cujo jardim vivem bugios, tucanos e 80 espécies de aves. Desde 2005 ele identificou no parque 250 espécies de aves, incluindo algumas que ainda não tinham sido vistas na cidade de São Paulo, como o gavião-de-sobre-branco, o pica-pau-rei e o corocoró. Macucos, já raros no estado de São Paulo, podem ser vistos pelo parque “com relativa facilidade”, ele diz. “Quando a gente chega ao alto da serra em um dia úmido, com a neblina subindo, pode-se ver pingos amarelos se movendo no solo”, relata Gláucia Cortez, bióloga do Instituto Florestal. Os pontos amarelos são os sapinhos-pingos-de-ouro ou <i>Brachycephalus nodoterga</i>.</p>
<div id="attachment_117451" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117451" alt="Uma das estradas que cortam a serra" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207-11.jpg" width="290" height="184" /><p class="wp-caption-text">Uma das estradas que cortam a serra</p></div>
<p>Não se sabe como as plantas e os animais vão reagir à redução da floresta, às obras e depois à estrada. “Os impactos negativos para alguns grupos de animais podem aparecer só depois de muitos anos, por isso é importante fazer monitoramentos de longo prazo”, alerta Port-Carvalho. Quem está planejando, abrindo ou acompanhando a nova estrada já está em alerta. “Seremos vigiados o tempo todo”, disse um engenheiro na Dersa. Eles temem que os moradores dos condomínios próximos à obra fotografem e divulguem pela internet qualquer irregularidade, assim que a virem.</p>
<p>Em meados de abril, Plínio Aiub, com sua equipe, já tinha encontrado – e removido para regiões mais seguras da mata – cobras e aranhas, além de terem visto bandos de macacos-prego que apareciam para espiar. “Fomos chamados para resgatar uma cascavel e encontramos uma <i>Phyllomedusa</i>, um gênero de perereca que normalmente vive em áreas baixas e úmidas, mas estava em uma região alta e seca”, diz ele. “No trecho sul, pegamos animais até o último dia da obra. Eles tendem a voltar para onde estavam antes.”</p>
<p><em>Artigos científicos</em><br />
ARZOLLA, F.A.R.D.P. <em>et al</em>. Composição florística e a conservação de florestas secundárias na serra da Cantareira, São Paulo, Brasil. <strong>Revista do Instituto Florestal</strong>. v. 23, n. 1, p. 149-71, 2011.<br />
Baitello, J.B.; Aguiar, O.T.; Rocha, F.T.; Pastore, J.A.; Esteves, R.. Estrutura fitossociológica da vegetação arbórea da serra da Cantareira – Núcleo Pinheirinho. <strong>Revista do Instituto Florestal</strong>. v. 5, n. 2, p. 133-61, 1993.<br />
LEONEL, C. (Org.). Parque Estadual da Cantareira: Plano de manejo. 1ª ed. São Paulo: Fundação Florestal, 2009 (livro eletrônico).
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/052-057_Cantareira_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='A redescoberta de uma floresta' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-redescoberta-de-uma-floresta/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='A redescoberta de uma floresta' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-redescoberta-de-uma-floresta/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='A redescoberta de uma floresta' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-redescoberta-de-uma-floresta/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='A redescoberta de uma floresta' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-redescoberta-de-uma-floresta/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Múmias de 4 mil anos com aterosclerose</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Múmias de 4 mil anos com aterosclerose]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117458" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117458" alt="Nas artérias aderidas aos ossos, sinais de uma doença comum" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_207-8.jpg" width="290" height="132" /><p class="wp-caption-text">Nas artérias aderidas aos ossos, sinais de uma doença comum</p></div>
<p>Até agora a aterosclerose, a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos, era vista como uma condição ligada à alimentação rica em gordura e ao<br />
sedentarismo: era uma doença da modernidade. No entanto, a aterosclerose foi detectada em 37% de 137 múmias de quatro continentes – 76 eram do Egito, 51 do Peru, 5 dos Estados Unidos e 5 da região do Alasca que viveram ao longo dos últimos 4 mil anos e agora foram examinadas por meio de tomografia computadorizada corporal total (The Lancet, 10 de março). Segundo o médico Randall Thompson, pesquisador da Universidade de Missouri Kansas, Estados Unidos, e principal autor desse estudo, a identificação de placas de gordura nas paredes das artérias sugere que a doença era comum mesmo entre populações distantes entre si. Também levanta a hipótese de que existe uma predisposição humana natural à doença, que poderia ser mais uma consequência do envelhecimento do que do tipo de dieta. Todas as pessoas que foram mumificadas eram vegetarianas e tinham levado uma vida fisicamente muito ativa. A idade média das mortes relacionadas diretamente à aterosclerose era de 43 anos. Nos últimos séculos, os óbitos por infecções se tornaram bastante comuns.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_2078.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Múmias de 4 mil anos com aterosclerose' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mumias-de-4-mil-anos-com-aterosclerose/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Múmias de 4 mil anos com aterosclerose' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mumias-de-4-mil-anos-com-aterosclerose/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Múmias de 4 mil anos com aterosclerose' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mumias-de-4-mil-anos-com-aterosclerose/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Múmias de 4 mil anos com aterosclerose' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mumias-de-4-mil-anos-com-aterosclerose/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Altos da Excelência</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Ceres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>

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<p><img class="alignright size-full wp-image-117346" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/090-091_Conto_207-1.jpg" width="290" height="159" />Querido Jorge, você estava certo em tantas coisas que só agora me atrevo a admitir. “Todo neurocientista se torna para-raios de malucos, magneto de psicopatas”, você dizia. E eu pensava que esse era seu modo enviesado de pôr em dúvida meu juízo. “Não há vício que leve à ruína mais rápido do que o de viver acima das próprias posses”, você repetiu inúmeras vezes, quando conquistei prêmios de prestígio e comecei a esbanjar um pouco. Jorge, você era um chato, mas me deu uma chance quando descobriram minhas fraudes acadêmicas e me afastaram da universidade.</p>
<p>Outros colegas da equipe, meus ilustres “comparsas de pesquisa”, como você os chama, não receberam esse tipo de apoio. O Jardel se deixou abater pela demissão, a perda de prestígio e a enxurrada de retratações. Dezesseis artigos desqualificados e uma esposa consumista em crise de abstinência levaram-no do divã ao divórcio. Agora ele dá aulas de biologia num colégio estadual, porque nenhuma escola de alto nível quer manchar a própria imagem empregando um ex-pesquisador corrupto. A indústria também quer distância da gente a não ser para consultorias secretas e mal pagas. Seus abutres de terno ainda acham que deveríamos agradecer de joelhos pela honra de servi-los. O Hélio tentou suicídio, ou diz que tentou, pra chamar atenção da família. Ninguém ligou a mínima. As famílias modernas deixaram de lado aquele amor invasivo e sufocante. Mantêm contato por mensagens de texto. A irmã do Hélio, quando soube que ele havia sobrevivido, digitou “q bom q vc tah bem. se cuida”.</p>
<p>Parece que o último parente à moda antiga no universo é você, Jorge. Ainda assim, eu não soube ser grato. Entenda que é difícil, para quem já foi um conferencista internacional, agradecer por um empreguinho como dublê de supervisor de obras, na construtora do irmão. Eu não sabia o que fazer naqueles prédios. O supervisor de verdade supervisionava meus passos e você não me deixava receber salário sem fingir trabalhar, porque pretendia corrigir meu caráter. Jorge, meu irmão, eu acho que te odeio.</p>
<p>Todos nós vivíamos não somente acima de nossas posses, mas também acima de nossas possibilidades intelectuais. Esse tipo de vício está além de sua compreensão, Jorge. Sua inteligência mediana, tão útil para as miudezas do dia a dia, mal pode conceber o que um jovem cientista genial sente quando um de seus primeiros artigos recebe uma centena de citações. Nós nos viciamos em ser brilhantes a qualquer custo e conseguimos por quase uma década.</p>
<p>A estrutura da universidade – sua trama de burocracia, secretárias e seguranças – funcionava como uma gaiola de Faraday ao redor de mim e da minha equipe. Mantinha longe os malucos que tentavam atingir-nos como raios. Precisei cair em desgraça para perceber quantos eram e avaliar seu grau de persistência obsessiva. Eles me cercavam na rua. Queriam saber o verdadeiro motivo do meu afastamento. “O senhor descobriu algum segredo do governo, não foi, professor?”, eles perguntavam. “Conta pra gente. É verdade que a indústria farmacêutica está incluindo o vírus do autismo nas vacinas contra a gripe?” Em suas teorias conspiratórias, eu era um herói, o cientista íntegro que precisava de uma forcinha para desmascarar governos e empresas malévolos.</p>
<p>No mês passado, um deles, não sei como, invadiu meu apartamento. Era um sujeito baixinho, magrelo, hiperativo e cheio de tiques. Veio com uma conversa estapafúrdia. Ele seria um alienígena a fim de me contratar para um projeto de pesquisa em outro planeta. Tentei convencê-lo a sair. Ele continuou lá, falando e falando sobre transferir minha mente para outro mundo, através do espaço, num tipo de upload intergaláctico. “O senhor percebe, professor, que nós já dispomos de tecnologia para baixar nossas mentes para corpos humanos como este que estou usando”, disse o invasor de apartamentos, agora se promovendo à categoria de invasor de cérebros. “Ocorre, porém, uma falha no que diz respeito às expressões faciais. Ou ficamos inexpressivos ou excessivamente dramáticos. Queremos nos misturar sem parecer ridículos ou frios. O senhor, como neurocientista, reúne as qualificações necessárias para ser nosso humano de confiança nesse projeto de compatibilização expressiva. Podemos contar com o senhor?”</p>
<p>Perdi a cabeça. Explodi. Eu estava exausto de fingir trabalhar, exausto de fingir inocência, exausto de tolerar a loucura alheia. “Vocês do seu planeta precisam se informar melhor sobre os funcionários que contratam”, rosnei. “Eu não sou de confiança quando se trata de dinheiro”, admiti num surto depressivo. “Nós sabemos disso, professor, mas o senhor é brilhante em sua área. Peça quanto quiser. Nós pagamos”, respondeu o homenzinho. “Pois bem, senhor alienígena, saia daqui e só volte com cinco milhões de dólares. Entendeu?” Ele ficou em silêncio por alguns segundos, com os olhos erguidos como os de um ser humano normal quando faz contas mentalmente. Depois partiu sem dizer palavra. Venci. Admiti meus erros, mas venci. A quantia exorbitante que me veio à mente para fazê-lo desistir foi a mesma que obtive fabricando dados para pleitear verbas de pesquisa.</p>
<p>Há duas semanas, por incrível que pareça, Jorge, ele voltou com o dinheiro. Você já viu cinco milhões de dólares juntos na sua frente? É irresistível. Aceitei o emprego, pedi uma semana de prazo e fugi quando ele virou as costas. É claro que eu não acreditava naquela história de pesquisa em outro planeta. Ao contrário do que você sempre insinuou, eu não sou maluco. Mas aquele sujeito era doido de pedra e queria algo de mim, algo assustadoramente esquisito. Deixei o apartamento pros credores e sumi.</p>
<p>Acontece que o homenzinho me encontrou. Não sei como. Ele disse que meu prazo para pôr os negócios em ordem, me despedir da família e encontrar uma clínica de confiança onde deixar meu corpo, que ficaria vazio após minha transferência mental, havia terminado. Ou eu ia com ele naquele momento ou ele ofereceria o emprego a outra pessoa, talvez ao Hélio ou ao Jardel. Assim sendo, precisei matá-lo. Foi legítima defesa de minhas posses e possibilidades. Você devia ter visto o brilho estranho que os olhos dele emitiram na hora da morte. O corpo, em pequenas parcelas, está concretado nas colunas do edifício Altos da Excelência. Não deixe o supervisor mexer nelas, Jorge. Continue erguendo o prédio. Esse é o conselho que te deixo antes de sumir de vez. Vá por mim, é melhor não mexer nos esqueletos que sustentam altos projetos.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/090-091_Conto_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Altos da Excelência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/altos-da-excelencia/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Altos da Excelência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/altos-da-excelencia/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Altos da Excelência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/altos-da-excelencia/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Altos da Excelência' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/altos-da-excelencia/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Mais espaço para trabalhar</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Biólogo de Nova York complementa pesquisa em São Paulo ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-117536 alignright" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/094-095_carreiras_207-1.jpg" width="290" height="170" />No final do ano passado, o cientista brasileiro Victor Nussenzweig convidou o biólogo chinês Min Zhang para fazer parte de sua pesquisa sobre as enzimas que controlam o crescimento do <i>Plasmodium</i>, o protozoário causador da malária, em São Paulo. Zhang, há cinco anos como pós-doutor no laboratório de Nussenzweig na Universidade de Nova York, viu no convite uma ótima oportunidade e disse sim de imediato. Ao lado de Nussenzweig, veio para São Paulo em janeiro e durante dois meses trabalhou no laboratório de Sérgio Schenkman na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>
<p>“Sou mais independente quando trabalho no Brasil”, diz Zhang. “Conheci muitos cientistas e estabeleci muitas colaborações.” Ele conta que gostou das pessoas, do clima, da comida e da cidade, mas também viu a dificuldade de obter reagentes químicos para os experimentos. “O progresso foi menor do que teria sido nos Estados Unidos”, comenta.</p>
<p>“Min é muito simpático. Ele nos ensinou muito e seu trabalho teve um efeito fantástico no grupo”, diz Schenkman. Segundo ele, o convívio com Min mudou a atitude dos estudantes e dos outros pesquisadores: “Ele mostrou uma atitude profissional pragmática, com clareza de objetivo. Sabia exatamente o que queria fazer e por que fazer nos experimentos. A forma como planejava os experimentos e discutia os resultados não é muito comum em nossa cultura científica.<br />
O convívio com pessoas com bagagens culturais diferentes pode trazer avanços significativos à ciência brasileira”. Nussenzweig e Zhang trouxeram técnicas de análises de enzimas – principalmente as fosfatases e as quinases, envolvidas na síntese de proteínas – que permitiram a identificação de rotas bioquímicas comuns entre o <i>Plasmodium</i> e o <i>Trypanosoma cruzi</i>, o protozoário causador da doença de Chagas, com que Schenkman já trabalhava.</p>
<div id="attachment_117537" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117537" alt="Nussenzweig  e Zhang: parceria com brasileiros" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/094-095_carreiras_207-2.jpg" width="290" height="201" /><p class="wp-caption-text">Nussenzweig e Zhang: parceria com brasileiros</p></div>
<p>Zhang tem 33 anos, fez graduação em biologia química na Universidade de Hubei, em Wuhan, e doutorado na Universidade de Fudan, em Xangai, ambas na China. Depois “teve várias oportunidades de ir para diferentes laboratórios nos Estados Unidos, mas “seu sonho era trabalhar com Victor”, conta Schenkman. Por isso, insistiu até conseguir. “O laboratório de Victor é um dos melhores do mundo em malária”, ele diz. A seu ver, obter financiamento nessa área é mais difícil, principalmente na atual crise econômica global, mas a pesquisa sobre doenças tropicais está ganhando importância diante das mudanças do clima, que vem ampliando as áreas geográficas de ocorrências dos insetos responsáveis por sua disseminação.</p>
<p>Sua vinda para São Paulo foi possível por meio de um projeto temático coordenado por Nussenzweig no âmbito do São Paulo Excellence Chairs (Spec), um programa-piloto da FAPESP que estabelece colaborações entre instituições do estado de São Paulo e pesquisadores brasileiros de alto nível radicados no exterior. Nussenzweig, aos 84 anos, está radicado nos Estados Unidos desde a década de 1960 – é professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo desde 1971. Ele e sua esposa, Ruth, se tornaram referência internacional na busca de vacinas e tratamentos contra a malária(<i>ver</i> Pesquisa FAPESP <i>nº 106</i>).</p>
<p>Zhang deve voltar a São Paulo em julho e talvez em dezembro para uma temporada de quatro meses. “Falar português ainda é um problema”, diz, mas estou planejando fazer um curso de português quando voltar ao Brasil”.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/094-095_Carreiras_207.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Mais espaço para trabalhar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-espaco-para-trabalhar/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Mais espaço para trabalhar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-espaco-para-trabalhar/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Mais espaço para trabalhar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-espaco-para-trabalhar/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Mais espaço para trabalhar' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/mais-espaco-para-trabalhar/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Três universidades, um curso</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:38 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_117203" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-117203" alt="Produção de etanol no interior paulista: aumento da base científica da pesquisa em bioenergia " src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/012-013_Estrategias_207-2.jpg" width="290" height="196" /><p class="wp-caption-text">Produção de etanol no interior paulista: aumento da base científica da pesquisa em bioenergia</p></div>
<p>As três universidades estaduais paulistas preparam em conjunto um inédito curso de doutorado em bioenergia. Com a proposta de ser um curso internacional, o programa contará com professores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de especialistas estrangeiros. Terá boa parte de suas aulas em inglês e usará um sistema de videoconferência para a integração de alunos e professores situados em diferentes cidades. Segundo Carlos Alberto Labate, professor da USP e coordenador-geral do Programa Integrado de Doutorado em Bioenergia, as aulas deverão ter início em março de 2014. Os alunos farão pelo menos quatro meses de estágio no exterior. O doutorado conjunto é um desdobramento de outra iniciativa, o Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia (CPPB), instituído em 2010, por meio de um convênio entre o governo do estado de São Paulo, FAPESP, USP, Unicamp e Unesp. Ligado ao programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (Bioen), o CPPB aumenta a base científica de pesquisa em bioenergia. “O curso é um dos importantes resultados do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, organizado pela FAPESP e pelas três universidades estaduais paulistas, com expressivo investimento do governo do estado de São Paulo. O caráter multi-institucional é uma excelente ideia das universidades e fará o curso muito competitivo mundialmente”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/012-013_Estrategias_2071.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Três universidades, um curso' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/tres-universidades-um-curso/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Três universidades, um curso' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/tres-universidades-um-curso/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Três universidades, um curso' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/tres-universidades-um-curso/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Três universidades, um curso' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/tres-universidades-um-curso/' displayText='share'></span></p>
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		<title>Como viver quatro anos mais</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:00:38 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-117426" alt="" src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_207-6.jpg" width="290" height="171" />Com mais atenção à saúde, os idosos poderiam viver quatro anos mais se as mortes evitáveis fossem realmente evitadas, concluíram pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Fundação Oswaldo Cruz (Cadernos de Saúde Pública, abril). Solange Kanso, do Ipea, e seus colegas verificaram que as doenças crônicas –principalmente as do coração (56,6%), gripe e pneumonia (9,3%) e tumores associados ao tabagismo (7,8%) – representam a maioria do total (82%) das causas de mortes evitáveis de idosos com até 74 anos no estado de São Paulo. No Brasil existem políticas direcionadas para a prevenção dessas doenças, a exemplo do Plano Nacional de Reorganização da Atenção à Hipertensão e ao Diabetes Mellitus, dirigido para a população com 40 anos ou mais. Uma das metas da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo é a redução das taxas de internação e mortalidade por doenças do aparelho circulatório. O problema, porém, é que “esses programas estão voltados apenas para a população com idades entre 30 e 59 anos, excluindo assim a população idosa”, observam os autores. Cuidados extras com a saúde trariam mais anos de vida, por meio da eliminação das principais causas consideradas evitáveis, principalmente entre a população masculina, que talvez esteja exposta a mais fatores de risco e use menos o sistema de saúde. “Caso não tivessem ocorrido esses óbitos”, relatam os pesquisadores, “a expectativa de vida aos 60 anos, no estado de São Paulo, aumentaria em 20,5%, passando de 22,2 anos para 26,8 anos, valor próximo ao observado para o Japão”. Em 2007, 66.190 idosos com até 74 anos morreram no estado São Paulo.
<p><a style="float:left" href="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/05/014-017_Tecnociencia_2076.pdf"><img  src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/themes/revistafapesp/images/icon_pdf.png" /></a><a style="float:left" href="http://www.printfriendly.com/print/v2?url=http://revistapesquisa.fapesp.br/feed/" rel="nofollow"><img src="http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/04/ico_print_pt.png" alt="Print Friendly"></a><span class='st_facebook_large' st_title='Como viver quatro anos mais' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/como-viver-quatro-anos-mais/' displayText='share'></span><span class='st_twitter_large' st_title='Como viver quatro anos mais' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/como-viver-quatro-anos-mais/' displayText='share'></span><span class='st_email_large' st_title='Como viver quatro anos mais' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/como-viver-quatro-anos-mais/' displayText='share'></span><span class='st_sharethis_large' st_title='Como viver quatro anos mais' st_url='http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/como-viver-quatro-anos-mais/' displayText='share'></span></p>
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