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Crescem as concessões de bolsas no País

As concessões de bolsas no País, pela FAPESP vem experimentando um crescimento extraordinário este ano e registraram até 30 de setembro um acréscimo de 700% em relação ao mesmo período do ano passado. Assim, enquanto de janeiro a setembro de 1995 foram concedidas 1.666 bolsas, dentro das várias modalidades mantidas pela Fundação, em igual período de 1996 foram concedidas 2.824 – número que, aliás, já ultrapassa em quase 30% o total concedido nos 12 meses do ano passado, ou seja, 2.186 bolsas no País.

As concessões de Auxílios (dentro das linhas ordinárias de fomento à pesquisa) também cresceram, embora bem menos de que as bolsas – nesse caso, o percentual de acréscimo foi de 24% no período considerado. Em números absolutos, de janeiro a setembro deste ano, a FAPESP concedeu 2.3% auxílios, contra 1.934 do mesmo período, no ano passado.

Os dados relativos a bolsas refletem, segundo o diretor científico da Fundação, professor José Fernando Perez, “alguma expansão da comunidade científica em São Paulo”. Não é difícil chegar a essa conclusão, na medida em que o aumento das concessões da FAPESP não foi neutralizado por qualquer redução conhecida do número de bolsas das agências federais para o Estado. Houve, portanto, efetivo crescimento no sistema. “As concessões federais do CNPq e da CAPES mantêm-se mais ou menos estabilizadas”, diz o professor Peres.

No caso particular das bolsas de Doutorado I (concedidas na primeira etapa do curso), que experimentaram um espetacular crescimento de 1860% no período considerado, ele acredita que esse resultado pode ter sido influenciado também pelo mecanismo da reserva técnica para bolsas, “que termina funcionando como um atrativo a mais para a procura”. A reserva técnica corresponde a, no máximo, 300% do valor anual de cada bolsa e seus recursos destinam-se a cobrir os custos relativos a atividades complementares para a formação do estudante. O mecanismo não tem influência, no entanto, sobre o crescimento ainda mais impressionante das bolsas de Pós-Doutorado no País, da ordem de 206%. Não existe reserva técnica para essas bolsas.

Em relação a áreas do conhecimento, Matemática registrou o maior salto no recebimento de bolsas (91%), seguida por Geociências (89%) e por Astronomia e Ciências Espaciais (79%).Na parte de Auxílios, o maior crescimento percentual ocorreu no apoio a projetos temáticos, que foi da ordem de 194% no período de janeiro a setembro de 1996, comparativamente a igual período do ano I passado: em números absolutos, passaram de 18 a 53.

Os auxílios à participação em reunião no exterior foram os segundos que mais cresceram: experimentaram no período um aumento da ordem de 42%, de 568 para 809. Já os auxílios à publicação cresceram em 39%, de 84 para 117 projetos. Auxílios para participação em reunião no Brasil aumentaram em 29% (de 164 para 221); os relativos à vinda de pesquisador visitante do exterior aumentaram em 25% (de 241 para 302) e os destinados à organização de reunião aumentaram em 21% (de 180 para 217). Já os auxílios a projetos individuais experimentaram aumento marginal (de 652 para 660), enquanto os auxílios à vinda de pesquisador visitante ao Brasil não sofreram qualquer variação (27 concessões em cada um dos dois períodos considerados).

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