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Ensino

Fronteiras abertas para a genética

Um dos maiores projetos aprovados no âmbito do Pró-Ciências foi proposto à FAPESP pela Sociedade Brasileira de Genética. Ele vai possibilitar que docentes da USP, da UNICAMP e da UNESP conduzam, a partir deste mês de março, a reciclagem de 200 professores de Biologia nos municípios de Ribeirão Preto, Campinas, Piracicaba, São José do Rio Preto e Botucatu. A ênfase, tanto do curso de atualização teórico-prático que os professores seguirão nos primeiros seis meses do projeto quanto da orientação sobre práticas de aplicação dos conhecimentos, que vão receber nos seis meses seguintes, naturalmente estará na Genética.

“Primeiro, 40 professores de cada município vão ter aulas durante oito sábados em unidades das universidades envolvidas. Em Ribeirão Preto, eles irão a uma unidade da USP; em Campinas, irão à UNICAMP, e assim por diante. Depois dessa primeira fase mais intensiva, serão escoIhidos três professores de cada grupo de 40 para acompanhar mais cotidianamente o trabalho nos laboratórios das universidades e repassar, aos sábados, sua experiência aos demais”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Genética, professor João Lúcio Azevedo, que é titular de Genética de Microorganismos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.

A pretensão é expor esses 15 professores que funcionarão como uma espécie de monitores para os demais colegas a uma vivência no ambiente do laboratório, onde poderão acompanhar experiências típicas do atual estágio de desenvolvimento da pesquisa em Genética. Pretende-se também capacitá-los a preparar material para aulas práticas, como pranchas sobre daltonismo, ou espigas de milho para experimentos mendelianos, cariótipos humanos etc. A elaboração de vídeos sobre as experiências é igualmente uma possibilidade. E além de tudo isso, os 15 professores/monitores devem participar, em agosto, do Congresso Brasileiro de Genética, em Goiânia, e nesse fórum fazer um relato a respeito da reciclagem que estão vivendo.

“No final dos seis meses da reciclagem intermediada pelos 15 professores, reuniremos os 200 de novo. Se a experiência der certo, ela pode ser repassada para todo o país”, anima-se o professor Azevedo.

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