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Estratégias

Cultura, censura e Eça

A Editora Iluminuras lançou, no mês passado, o Dicionário Crítico de Política Cultural, co-editado pela FAPESP. O livro, resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido no Observatório de Políticas Culturais da Escola de Comunicações e Artes da USP, foi coordenado pelo professor José Teixeira Coelho Netto, da ECA, e traz 205 verbetes.

Eles foram redigidos, segundo o autor, em sua maioria, “sob a forma de uma problematização”, na medida em que, na sua opinião, é a construção de problemas que leva à busca de soluções e à ação cultural, expresssão maior da política cultural. Ali estão conceitos relacionados à cultura como arte, produto cultural e os novos termos aplicados ao debate atual, como “globalização cultural” e “multiculturalismo”. Também no mês passado foi lançado, pela Editora Estação Liberdade, Livros Proibidos, Idéias Malditas, O Deops e as Minorias Silenciadas, da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Departamento de História da USP.

A publicação resulta de pesquisa realizada por Maria Luiza e seus alunos em documentos dos arquivos do antigo Departamento Estadual de Ordem Política e Social, que funcionou de 1924 a 1983 e hoje estão depositados no Arquivo do Estado de São Paulo, e traz exemplos da censura no Brasil naquele período. Os estudantes pesquisadores receberam bolsa de iniciação científica da FAPESP para participar do projeto. Já a Editora Nova Aguilar lançou uma nova edição das obras completas de Eça de Queiroz, em quatro volumes, com organização geral, introdução e texto ensaístico da professora Beatriz Berrini, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que recebeu bolsa de pós-doutoramento da Fundação para realizar pesquisas em Lisboa.

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