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Tecnociência

Os vulcões e o fim dos dinossauros

O que levou os dinossauros à extinção. A pergunta nunca deixou de incomodar Gerta Keller, geóloga da universidade norte-americana de Princenton. Ela faz parte de um grupo de estudiosos para os quais a história do desaparecimento dos dinossauros é bem mais complexa do que possa supor a teoria do cometa ou asteróide que teria atingido a Terra e matou a todos eles no fim do Cretáceo, há 65 milhões de anos (Princenton Weekly Bulletin). Mas essa teria sido somente a gota d’água, e não a causa do problema.

Gerta e seus colegas questionam até mesmo esse pressuposto ao apresentar indícios de que a cratera de Chicxulub, no México, o provável local do choque que provocou a morte dos dinossauros, teria surgido pelo menos 300 mil anos antes da extinção dos dinossauros. Ela quer provar que um período de intensas erupções vulcânicas acompanhadas de uma série de impactos com asteróides teria provocado a transformação e a destruição do ambiente terrestre daqueles tempos.

A hipótese ressuscita em parte a tese do vulcanismo, que prevaleceu antes da adoção da teoria do cometa. Agora, Gerta e sua equipe estão estudando os indícios de poderosas erupções vulcânicas ocorridas há mais de 500 mil anos em áreas como Madagascar, Egito e Israel. Os primeiros resultados sugerem que os efeitos do vulcanismo ou dos asteróides sobre a vida animal não parecem muito diferentes entre si.

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