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Mundo

Agricultores chineses semeiam prejuízos

Nos últimos dez anos, o governo chinês incentivou os agricultores a trocarem culturas tradicionais — em especial de arroz — por legumes e frutas, que oferecem maior retorno financeiro. Os produtores converteram em centros de horticultura uma área de 13 milhões de hectares, equivalente à da Inglaterra, mas as conseqüências agora preocupam: em cinco anos, o solo nas regiões produtoras de frutas e legumes foi tão alterado que está se tornando estéril: a acidez aumentou, o nível de nitrogênio subiu quatro vezes e o de fósforo, dez.

As bactérias que ajudam no crescimento das plantas quase desapareceram do solo e algumas plantas apresentam frutos deformados, de acordo com uma série de estudos publicados na Environmental Geochemistry and Health. Houve também uma queda de 20% na produção de grãos como arroz e trigo, insuficiente para alimentar o 1,2 bilhão de chineses. Agrônomos ocidentais acreditam que a causa dos problemas do solo não seja a cultura de frutas e legumes, mas o uso excessivo de fertilizantes, que ameaça as escassas reservas de água doce do país (NewScientist). A produção agrícola chinesa equivale à norte-americana, mas o consumo de fertilizantes é duas vezes maior.

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