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Mundo

As táticas sexuais de homens e mulheres

Os homens podem até contar vantagem sobre as conquistas amorosas, mas sem argumentos científicos. A equipe de Michael Hammer, da Universidade do Arizona, Estados Unidos, após analisar amostras de sangue de 73 indivíduos de três populações — da África, da Mongólia e da Oceania —, constatou que o DNA mitocondrial, transmitido pelas mães aos filhos de ambos os sexos, apresentava o dobro da variabilidade do material genético do cromossomo Y, que apenas os homens herdam de seus pais.

É uma indicação de que as mulheres passam seus genes às gerações seguintes com o dobro da freqüência que os homens. De outro modo: um pequeno número de homens contribui com a maior parte dos cromossomos Y que asseguram a continuidade da linhagem masculina. Mas, segundo esse estudo, publicado em outubro na Molecular Biology and Evolution, o sucesso reprodutivo das mulheres não garante que seus genes cheguem tão longe quanto se pensava. Em outro trabalho, que saiu na Nature Genetics, Hammer verificou uma variabilidade bastante próxima no DNA mitocondrial e no cromossomo Y de 389 indivíduos de dez populações isoladas da África, da Europa, da Ásia e da Oceania.

É um sinal de que em escalas geográficas regionais ou globais a contribuição genética masculina é muito próxima à feminina e a influência da migração das mulheres não é tão relevante. Estudos anteriores atribuíam às mulheres taxas de migração até oito vezes maiores, numa suposta decorrência de um costume comum a 70% das sociedades: a patrilocalidade, a prática de as esposas se mudarem com os maridos após o casamento. São poucos os homens que se reproduzem, mas eles chegam mais longe.

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