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Brasil

Cães imunizados com menos riscos

Uma nova vacina contra a parvovirose canina, baseada na tecnologia do DNA recombinante, foi desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e já está sendo produzida pelo Laboratório Hertape. A previsão é que no início de 2005 ela já esteja no mercado. Enquanto a vacina mineira usa apenas proteínas do vírus para estimular o sistema de defesa dos cães, as vacinas atualmente disponíveis no país utilizam o próprio vírus enfraquecido. Para produzir a nova vacina, os pesquisadores analisam o material genético do vírus e selecionam alguns genes para colocar em uma bactéria, responsável pela produção de proteína do vírus que vai ativar a geração de anticorpos.

“A vantagem do novo método é que a amamentação não prejudica a imunização dos filhotes”, diz a professora Erna Kroon, coordenadora do Laboratório de Vírus da universidade e integrante da equipe do projeto. Com 30 dias os filhotes já podem ser vacinados. A parvovirose é uma doença que causa problemas intestinais e grave desidratação, além de ser de fácil contágio. Os animais são vacinados ainda filhotes, entre a sexta e a nona semana de vida, fase em que muitos ainda estão sendo amamentados.

Por isso o grande problema da aplicação da vacina tradicional é que os anticorpos maternos impedem a multiplicação do vírus atenuado e, com isso, diminuem sua eficiência. Outra vantagem apontada é que por ser uma proteína não há risco tanto na produção da vacina como na disseminação de vírus no ambiente. Os estudos que resultaram no novo produto foram iniciados em 1999 pela equipe do professor Paulo César Peregrino, a pedido do Hertape.

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