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Oftalmologia

Saúde ocular

Apresentar estimativas referentes à prevalência da cegueira e de baixa visão realizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS); discutir os aspectos relacionados às estratégias com vistas ao planejamento de programas preventivos; ressaltar a necessidade de realizar pesquisas epidemiológicas e operacionais para a formação de recursos humanos e aperfeiçoamento da infra-estrutura de serviços especializados. Essas são as metas do artigo “A perda da visão — estratégias de prevenção”, de Edméa Rita Temporini e Newton Kara-José, professores de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas e Universidade de São Paulo. De acordo com o trabalho, o conceito de oftalmologia em saúde pública é relativamente recente. “Se os princípios de saúde pública forem aplicados a programas de prevenção da cegueira, o número de cegos de uma população ou de uma comunidade pode ser significantemente reduzido”, acreditam os pesquisadores. “O controle e a diminuição de índices de cegueira por meio de programas específicos assumem importância vital em programas nacionais de saúde ocular.” Segundo estimativas baseadas na população mundial referentes à cegueira e à baixa visão, divulgadas pela OMS, em 1990 havia 38 milhões de indivíduos cegos e 110 milhões apresentavam visão deficiente e risco de cegueira. Já em 1996, o índice aumentou para 45 milhões de cegos e 135 milhões de portadores de baixa visão. “O aumento progressivo da cegueira e deficiência visual pode ser atribuído, em especial, ao crescimento populacional, ao aumento da expectativa de vida, às dificuldades de acesso da população à assistência oftalmológica e à insuficiência de esforços educativos que promovam a adoção de comportamentos preventivos.”

Arquivos Brasileiros de Oftalmologia — vol. 67 — nº 4 — São Paulo — jul./ago. 2004

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